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Culte, do Maranhão, aceitará bitcoin em garantia de crédito rural

Bianca e Cláudio, fundadores da Culte. Foto: Culte.

As criptomoedas estão entrando de cabeça no setor do agronegócio e esse é o caso da Culte. A startup, que oferece apoio ao agronegócio familiar brasileiro, está abrindo espaço para o uso do bitcoin como garantia dos seus empréstimos. Com isso, a Culte diz que o empréstimo pode ser mais rápido e ainda mantêm o investimento em cripto do tomador dos recursos.

A ideia de usar as criptomoedas surgiu do número de clientes que já têm moeda digital. “Percebemos, então, que esta poderia ser uma forma de atendermos tanto os agricultores, que tem parte do seu patrimônio em criptomoedas, quanto a comunidade de criptoinvestidores”, afirma a fundadora da Culte, Bianca Ticiana.

Essa iniciativa da Culte replica um modelo de créditos com garantia em bitcoin que tem crescido na Europa e nos Estados Unidos. De acordo com Bianca, “esta é uma forma prática de não perder seus investimentos e ainda ter acesso aos reais dos quais precisa para atender às necessidades de curto e médio prazo, como novas aquisições, investimentos, quitação de dívidas, por exemplo”. Segundo ela, o bitcoin cedido em garantia fica sob a guarda da norte-americana BitGo, que faz custódia de ativos digitais. até que o empréstimo seja pago.

Além disso, outra vantagem do uso de bitcoin como a moeda para os empréstimos e transações são os juros menores, quando comparados aos empréstimos sem garantias. Isso porque não é necessário fazer vistorias e nem registros em cartórios de garantias como imóveis e carros. Ticiana explica, que atualmente, é possível obter este tipo de empréstimos em exchanges, porém ainda não há regulamentação. “No caso da Culte, a modalidade está sob regulamentação, já que a startup segue as leis brasileiras e só opera em reais. Portanto, não há problema com relação à oscilação cambial”, exemplifica.

Culte diz ter clientes que já usam bitcoin

A startup atende aos pequenos produtores, que desejam criar suas lojas para venderem produtos sem intermediários. O objetivo da Culte é ajudá-los a alavancarem os seus negócios, por meio de contas digitais para facilitar a geração de links de pagamento, emissão de boletos e outras funcionalidades. A startup está presente em 20 estados brasileiros, e conta com mais de dois mil pequenos agricultores, entre eles os mais de 30% são de mulheres. E usa blockchain para evitar a intermediação durante toda a cadeia produtiva, criando um sistema descentralizado, mais seguro e transparente.

“Nos últimos seis meses, a Culte recebeu mais de R$ 15 milhões em solicitações de empréstimos. Do total, 70% são dos agricultores que nunca tiveram acesso ao crédito. No entanto, devido ao grande número, sua meta é ampliar a oferta de crédito para R$ 30 milhões, até o final do ano.

A Culte também tem seu próprio token, o Cultecoin, lançado no dia 1º de abril passado na Exchange descentralizada (DEX) PancakeSwap. O token é de utilidade e é um BEP-20, baseado na Binance Smart Chain e está na Exchange descentralizada (DEX) PancakeSwap. No início, a cultecoin será uma intermediária das negociações feitas dentro do marketplace da Culte.

“A Cultecoin facilitará o pagamento das taxas, produtos e serviços, além da poder ser uma reserva de liquidez para os pequenos agricultores. Mas, futuramente, esperamos ampliar a oferta dos tokens para o crédito tokenizado no agro”, finaliza da CEO da Culte.

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