Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

OpenSea vira primeiro unicórnio de NFT; bolsa FTX recebe novo aporte e agora vale US$ 18 bilhões

OpenSea é mais novo unicórnio de criptomoedas e FTX recebe maior aporte do setor. Foto: Art Rachen, Unsplash.

Hoje (20) é uma terça-feira com anúncios de muito dinheiro rodando no mundo das criptomoedas. A plataforma mais conhecida de tokens não-fungíveis (NFTs), OpenSea, levantou US$ 100 milhões e se tornou unicórnio ao valor US$ 1,5 bilhão. Já a FTX Trading, dona e operadora da bolsa FTX, recebeu uma das, senão a maior, rodada de investimentos do mundo cripto. Foram US$ 900 milhões e seu valor passou para US$ 18 bilhões.

O OpenSea já é o maior marketplace de NFTs. O investimento foi liderado pela Andreessen Horowitz, a A16z. E participaram também os investidores anjo Michael Ovitz, co-fundador da CAA, e o ator Ashton Kutcher.

De acordo com o novo unicórnio das criptomoedas, a captação de recursos vai permitir a contratação de engenheiros e a expansão internacional para novos mercados e públicos. A empresa usava Ethereum, mas agora está adicionando transações na plataforma Polygon, que é mais barata.

A OpenSea quer tornar os NFTs algo comum. Imagem: OpenSea

FTX é unicórnio de criptomoedas desde dezembro passado

No caso da FTX, nessa rodada Séries B houve mais de 60 investidores. Dentre eles estão a Coinbase Ventures, braço de investimentos da também bolsa Coinbase, e a Circle, da moeda USDC. Outros nomes incluem, por exemplo, o Sequoia, Ribbit e o investidor em criptomoedas Paul Tudor.

O fundador da FTX é Sam Bankman-Fried, que neste ano entrou para a lista Forbes 30 under 30, que nomeia 30 pessoas com menos de 30 anos em diferentes categorias. O ex-trader de Wall Street, segundo consta, leva vida de millenium, ou seja, vestido “a la Mark Zuckerberg e dividindo casa com amigos. E atraiu Gisele Bündchen e seu marido como sócios e embaixadores da bolsa.

De acordo com um comunicado, a FTX também vai usar os recursos para sua expansão internacional. Segundo a bolsa, suas receitas cresceram mais de dez vezes neste ano e 75 vezes desde a rodada Series, em meados de 2020. A empresa diz ter 1 milhão de usuários registra mais de US$ 10 bilhões em transações ao dia. Assim, é uma das maiores bolsas do mundo.

O Brasil também já tem um unicórnio em criptomoedas. O grupo 2TM que tem diferentes empresas, inclusive o Mercado Bitcoin, acaba de ser tornar unicórnio. O Mercado Bitcoin é a maior bolsa da América Latina. A avaliação de todo o grupo, que inclui empresas como Blockchain Academy, é de US$ 2,1 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).

Além de crescimento internacional, a empresa planeja aumentar as ofertas de produtos e realizar novas parcerias para seus braços FTX Pay, o programa FTX Liquidity e FTX NFT. Isso porque o objetivo é também crescer nessas áreas.

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