CloudWalk avança em pagamento por celular e prevê expansão global

CloudWalk foi a primeira em "tap to pay".

Com a chegada do recurso da Apple “tap do pay”, ou “toque para pagar”, numa tradução livre, voltou à tona o questionamento se esse é o fim das maquininhas de cartão. O motivo é que esse recurso permite pagamento por aproximação com o celular. Para Luis Silva, CEO da unicórnio CloudWalk, o fim é uma questão de tempo. Mas, não da sua empresa, que atua na área com a InfinitiPay, como afirmou em entrevista ao site Startups, parceiro do Blocknews.

A CloudWalk é uma startup com produtos financeiros para pequenas e médias empresas. A empresa tem operação baseada em blockchain e finanças descentralizadas (DeFi), além de ter uma stablecoin. Há um ano, a empresa afirmou que já tinha emprestado R$ 25 milhões para comerciantes por meio de DeFi no InfiniteCash. Nos empréstimos, usou recebíveis das empresas como base de cálculo e cobrança. Sua stablecoin proprietária é a Brazilian Digital Real.

A fintech foi a primeira a oferecer o “tap to pay” e eu aplicativo pode ser usado para quem acionar o pagamento pelo celular da Apple. O meio de pagamento, afirmou Silva, “é a continuação natural de uma história de sucesso que está só no começo. Nossa ambição é nos tornarmos uma plataforma global de serviços financeiros. Em 2019, quando lançamos a InfinitePay, eu já dizia que a maquininha era uma tecnologia que estava em transição e iria sumir.”

De acordo com ele, em dois dias do lançamento do ‘tap to pay’ no iPhone, na semana passada, o aplicativo InfinitePay tornou-se o segundo mais baixado na AppleStore na categoria finanças. Aliás, segundo ele, já faz tempo que a InfinitePay deixou ser apenas uma maquininha. Isso porque agora é uma plataforma de serviços financeiros voltados. Seus serviços incluem, por exemplo, um banco digital (InfiniteBank), com serviços de crédito (InfiniteCash), cartões com cashback (InfiniteCard) e gestão de cobrança (SuperCobra).

O CEO da startup também afirmou que o plano é a expansão global, algo que já tinha dito em 2021 quando captou US$ 340 milhões em uma rodada B e uma C, nos valores de US$ 190 milhões e US$ 150 milhões. Para isso, o plano é manter a marca CloudWalk como plataforma-mãe, a holding, uma fintech que vai se expandir para fora. No Brasil, a marca conhecida é a InfinitePay. Com a expansão, haverá outras marcas sob o guarda-chuva CloudWalk.

A startup chegou ao breakeven no final de 2002 e teve lucro e R$ 64 milhões no primeiro semestre de 2023. Quando fez as captações em 2021, passou a ter um capital total de US$ 365 milhões e uma valoração de US$ 2,15 bilhões, o que a tornou um unicórnio. A empresa foi a primeira com operação baseada em blockchain e com stablecoin proprietária e ter autorização do Banco Central (BC) para operar como instituição de pagamento. Isso aconteceu em novembro de 2022.

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