Cinco fintechs em blockchain estão no programa Aceleração Next

Das 8 fintechs escolhidas para o programa Aceleração Next, voltado a fintechs e realizado pela federação dos servidores do Banco Central (Fenasbac), cinco estão envolvidas em projetos ligados a blockchain e criptomoedas que envolvem de crédito a fracionamento de tokens não-fungíveis (NFTs). O programa começou na última segunda-feira (22) e vai durar de quatro meses, com uma carga horária de atividades que superou 150 horas totais.

A aceleração NEXT leva ao próximo nível fintechs de alto potencial que passaram ou não pelo ecossistema LIFT FENASBAC. O programa é o único desenvolvido especialmente para fintechs. Nesta rodada, a duração é de quatro meses, com uma carga horária de atividades que superou 150 horas totais. No final haverá piloto com as empresas parceiras e demoday no final.

Ao todo, 100 startups se inscreveram. As startups são AmFi, Credix, Flourish, KillB, Moeda Semente, Nftfy, Plano e Plific. De acordo com a Fenasbac, o programa inclui diagnóstico e apoio customizado em áreas de desenvolvimento do negócio, acesso a profissionais de mercado e experts em regulação, parcerias estratégicas com grandes corporações e acesso a rede de investidores.  Entre os mentores está Marcela Gonçalves, CEO da Multiledgers. Mercado Bitcoin, Sinqia e Finansystech são mantenedoras do projeto e Numerik e MCS Law são apoiadoras. 

As fintechs de blockchain no programa

AmFi (Amphibious Finance), que se posiciona como uma fintech de infraestrutura de crédito baseada em finanças descentralizadas (DeFi), utilizando a rede da Avalanche. Assim, fica entre as fintechs de crédito focadas em PMEs no mundo financeiro tradicional e os investidores institucionais na realidade das finanças descentralizadas.

A Credix se propõe a encontrar alternativas de funding através do uso de DeFi, substituindo estruturas tradicionais de mercado, como os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs), além de remover demais intermediários da equação. Utilizando a rede Solana, consegue acessar investidores globais oferecendo retornos atrativos em operações de crédito para empresas em mercados emergentes com taxas de juros competitivas.

A frase da fintech KillB no LinkedIn já chama a atenção: “Matando a burocracia para empresas de criptomoedas”. A empresa com sede em São Paulo tem a proposta de facilitar a incorporação de negócios de criptomoedas sem burocracia, encontrando a melhor estrutura em diferentes jurisdições, facilitando o processo que envolve papeladas infinitas.

Nftfy permite compras coletivas de NFTs

A Moeda Semente vai entrar no seu segundo programa do tipo, depois de participar do Startpath da Mastercard. Seu foco é na geração de impacto através da democratização financeira, oferecendo serviços bancários digitais, de pagamentos e microcrédito baseados em blockchain. Desta vez, a fintech entende que será um avanço para consolidar seu modelo de negócios poder escalar a Rede Brasil Rural, seu programa para o desenvolvimento de ativos tokenizados para incentivar uma agricultura sustentável e abundante.

A Nftfy é uma plataforma descentralizada que permite que os usuários fracionem seus NFTs. Foi desenvolvida para resolver alguns dos maiores problemas do ecossistema de NFTs, como: baixa liquidez, risco de investimento e monetização de ativos. Esse fracionamento permite a seus usuários a aquisição de NFTs em um sistema de compra coletiva, uma espécie de crowdfunding de NFTs. A startup tem suporte institucional dos fundos Consensys Mesh, Filecoin, Tachyon by Consensys Ventures e Protocol Labs.

A percepção da importância da tecnologia blockchain, criptomoedas e afins crescem a cada dia, e tem chamado cada vez mais interesse de instituições de segmentos diversos. Por isso, não se espanta que mais da metade das escolhidas desenvolvam produtos ligados à área. As cinco selecionadas são: AmFi, Credix, KillB, Moeda Semente e Nftfy.

“Entendemos que a Next Fintech é uma iniciativa extremamente inovadora por reunir DeFi e o sistema Open Banking, algo nunca visto antes”, afirma Leonardo Carvalho, CEO e cofundador da Nftfy.

Para Taynaah Reis, CEO e fundadora da Moeda Semente, “essa é a oportunidade para a Moeda participar ativamente e colaborar junto ao BACEN com inovação”, comenta a executiva. Recentemente Taynaah foi reconhecida ao lado de outras 27 pessoas pela Bloomberg por buscar uma economia global mais sustentável.

Compartilhe agora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *