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CBDCs devem ir além do que dinheiro e cartões fazem, diz FMI. É nisso que trabalha o Brasil

O Brazil, a Índia e a Rússia são, de longe, os países em que o dinheiro perdeu mais espaço, em termos absolutos, nos meios de pagamentos no período de 2012 a 2020. Esse cenário indica substitutos de dinheiro têm preferência pelos usuários e isso poderá ter impacto na demanda por moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) no varejo

A informação é do estudo “Falling Use of Cash and Demand for Retail Central Bank Digital Currency” (Uso de dinheiro em queda e a demanda pela moeda digital de banco central no varejo), de Tanai Khiaonarong e David Humphrey. O autores analisaram 25 países. E considerou a fatia do valor de dinheiro usado, ou seja, retirado de caixas eletrônicos, em relação ao mercado de dinheiro. Esse mercado inclui dinheiro, cartões e dinheiro digital (pagamentos eletrônicos).

A adoção de CBDCs provavelmente vai crescer em relação a dinheiro e catões se oferecerem mais do que esses dois meios de pagamentos. E esse é o modelo que o Banco Central do Brasil pensa em ter para o real digital, já que pensa em finanças descentralizadas (DeFi) também. “Ser similar a um cartão de débito com funcionalidade peer-to-peer (transações diretas entre pessoas ou empresas) pode não ser suficiente.

FMI diz que CBDC vão crescer como forma de pagamento

A queda no Brasil, por exemplo, pelas regulações que permitiram o avanço das fintechs. Mas, o FMI inclui também fatores como o lançamento do PIX e a crise econômica, que beneficiou os pagamentos a prazo nos cartões.

De acordo com o órgão, só em 2015 a queda da fatia de dinheiro no total do mercado de dinheiro foi de 22 pontos percentuais, quando as compras no cartão subiram 9 pontos percentuais. Portanto, a redução foi muito maior do que a média de 1,7 ponto percentual de redução da fatia de dinheiro no período considerando-se todos os países do estudo. Houve queda de 17 pontos percentuais durante três anos, afirmou o Fundo.

O percentual de uso do dinheiro era de 44% em 2019, e de 2012 até lá, houve redução anual de 6,5%. A Suécia e o Japão também tiveram reduções maiores do que as do Brasil, de 7,5% e 7,2%, respectivamente. No entanto, vinham de bases diferentes e com isso, chegaram a um percentual de uso de dinheiro de 8%, no caso dos suecos, e de 11% no caso dos japoneses, em 2019.

Uma das outras conclusões do estudo é que a questão etária é um dos fatores que também ajudam a explicar o uso de dinheiro. Pessoas mais jovens tendem a preferir meios digitais de pagamento. Assim, as próximas gerações já vêm com essa demanda, reforçando a tendência. O estudo pode ser visualizado no site do FMI.

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