Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Blocknotas: QR Asset e Hashdex disputam mercado de ETFs; OnePercent mira NFTs

Sandbox poderá acelerar tokenização de securities.

ETF de Ethereum na B3

A QR Asset Management, que lançou o primeiro ETF de bitcoin (QBTC11) da América Latina na B3, anunciou nesta terça-feira (13) que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, no último dia 28, seu fundo ETF baseado em Ethereum. O ticker será QETH11. Assim, esse também será o primeiro do tipo na região. A custódia será da Gemini, dos gêmeos Winklevoss, que ajudaram fundar o Facebook. O fundo vai seguir o índice CME CF Ether Reference Rate, da Bolsa Mercantil de Chicago (CME), a maior em derivativos do mundo. De acordo com a QR, o QBTC11 tem patrimônio de R$ 128 milhões. O anuncio veio horas depois de a concorrente Hashdex anunciar mais um ETF de bitcoin, ou seja, serão dois ETFs da moeda na bolsa.

Com Hashdex, B3 terá dois ETFs de bitcoin

A Hashdex, maior gestora de criptoativos da América Latina e a primeira a lançar um ETF na região, anunciou nesta terça-feira (13) que lançará um ETF 100% de bitcoin. O período de reserva já começou e vai até 30 de julho. O lançamento na B3 deve ser na primeira quinzena de agosto. O Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price Fundo de Índice terá o ticker BITH11. Mas, a diferença desse ETF, segundo a empresa, é que replicará um fundo que busca neutralizar as emissões de carbono da mineração do ativo.

XP, Itaú BBA, e Banco Genial serão os coordenadores da oferta. A Hashdex tem a meta alcançar cerca de R$ 600 milhões, portanto, o valor que conseguiu no lançamento do primeiro ETF do país, o HASH11. Por enquanto, a previsão é de a cota custará R$ 50. “Contamos com o apoio da empresa alemã Crypto Carbon Ratings Institute (CCRI), provedora de uma metodologia globalmente reconhecida para cálculo de emissão de carbono em redes blockchain”, disse Roberta Antunes, Chief of Growth da Hashdex.

OnePercent lança plataforma de NFTs

A OnePercent, tokenizadora que agora é parte da MOSS, que vende o token MCO2 lastreado em créditos de carbono registrados em blockchain, lançou o marketplace Rarum, de NFTs (Tokens Não Fungíveis) de carbono neutro. Dessa forma, é a primeira ação conjunta das empresas. “Mais do que proporcionar às empresas acesso ao mercado de colecionáveis, queremos que o impacto desses ativos seja zerado na ponta”, afirma Fausto Vanin, um dos fundadores da One Percent. Deverá haver NFTs como fotos de onças, que fazem parte do projeto Onçafari, por exemplo, a registros de esportes a motor com a assinatura de piloto da Stock Car Brasil Cacá Bueno.

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