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Bancos dos EUA criam criptomoeda para atender comunidades locais

USDF, stablecoin de bancos dos EUA, tem paridade com dólar.

Os bancos New York Community Bank (NYCB), NBH Bank, FirstBank, Sterling National Bank e Synovus Bank, dos Estados Unidos (EUA), anunciaram nesta quarta-feira (12) o consórcio USDF Consortium, que terá sua própria stablecoin (criptomoeda estável).

Os bancos são locais, ou seja, têm foco nas comunidades onde operam. Assim, oferecem serviços, inclusive empréstimos, para pequenos empresários e pessoas físicas. O grupo inclui ainda a Figure Technology, que criou a blockchain Provenance, e a JAM Fintop, de soluções tecnológicas para o setor financeira.

Os EUA estudam os impactos das stablecoins, em especial porque boa parte delas tem lastro no dólar. O presidente do Banco Central do país, Jerome Powell, é a favor das stablecoins, desde que haja regulação.

De acordo com o consórcio, a stablecoin vai facilitar a transferência de valores na blockchain, removendo fricção no sistema financeiro. Além disso, vai permitir a oferta de produtos financeiros usando a tecnologia. Dentre os usos das stablecoins está o de realizar transações em finanças descentralizadas (DeFis). O plano dos bancos é ter um aumento expressivo do número de membros no consórcio ainda neste ano.

A USDF, segundo o consórcio, é uma alternativa a outras stablecoins que não são de bancos. Seu valor é de 1:1, ou seja, 1 USDF será US$ 1. Assim, os clientes que tiverem USDF poderão sacar dólares nos bancos nessa proporção. Além de transferências de dinheiro entre pessoa-a-pessoa (P2P) e entre os negócios (B2B), os bancos vão oferecer outros produtos e serviços, por exemplo, aplicações e financiamento de cadeias de suprimentos.

“A demonstração da em transações na rede aconteceram no outono (primavera no Brasil), quando o NYCB emitiu a USDF para negociações de titulos financeiros nos sistemas da Figure”, disse o CEO da empresa, Mike Cagney. A moeda vai resolver uma alta necessidade de se movimentar fundos por blockchain e seguindo a regulação, afirmou Andrew Kaplan, responsável pela área de produtos digitais do banco. A questão de blockchain é que permite serviços mais ágeis, mais baratos e a oferta de produtos diferentes dos tradicionais.

Quem se tornar membro do consórcio pode integrar pagamentos em tempo real a seus modelos operacionais. “Isso permite usufruir de benefícios da tecnologia blockchain para simplificar processos de decisão entre diferentes partes. À parte isso, dá ainda certeza da liquidação da operação”, disse Bea Ordonez, Chief Financial Officer do Sterling National Bank.

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