B3 prevê estender horário de negociação de derivativos e lançar futuro de bitcoin

A bolsa de valores B3 planeja estender o horário de negociação de derivativo do Ibovespa e lançar o contrato futuro de bitcoin. A previsão é que isso aconteça entre o terceiro e o quarto trimestres. No caso do futuro de bitcoin, isso depende da aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, disse numa coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18) que o prazo estendido vem de uma demanda das corretoras.

O horário estendido começaria entre depois do fechamento atual, às 18h25, e seguiria até 22h. Poderia também começar antes, entre 6h e 7h – atualmente começa às 9h. De acordo com Finkelsztain, esses contratos poderiam ser um teste para extensão do horário de negociação de outros produtos, como o de ações.

Com a perspectiva de tokenização do setor financeiro brasileiro com o Drex, a negociação de diversos ativos poderia acontecer em horário estendido ou até 24h. Isso, na verdade, é a expectativa do ecossistema que atua com ativos digitais em finanças. A B3 já está, portanto, aparentemente caminhando para isso.

B3 pediu futuro de bitcoin em 2022

No horário atual, a B3 já negocia fundos de criptomoedas – como bitcoin e ethereum – de empresas como a Hashdex e QR Capital. Aliás, os ETFs de criptos da B3 estão entre os fundos que mais valorizaram em 2023 com a alta dos preços das moedas digitais.

Em relação ao contrato futuro de bitcoin, a B3 fez o pedido à CVM em 2022 e planejava lançar o produto no final de junho de 2023. Mas, a CVM rejeitou o pedido por não se enquadrar na Resolução 135, que trata de como devem operar os mercados mobiliários, incluindo quem pode oferecer produtos nas plataformas e quais produtos podem negociar. Depois, a bolsa passou a previsão de lançamento para 2023.

Além de ETFs, a B3 também atua em criptoativos com seus braço de serviços em blockchain B3 Digitas. Essa fornece serviços para quem quer atuar nessa área. Há tempos a bolsa avalia lançar o contrato de futuros de bitcoin e em 2021, ano dos últimos recordes históricos de preços das criptos, Finkelsztain disse que a instituição olhava para tokenização de ativos. Inclusive de ativos como imóveis e obras de arte.

Regulação do mercado

Mas, na ocasião, criticou as corretoras de criptomoedas. Além de venderem moedas digitais, as exchanges também buscam ser fornecedoras de tecnologia para terceiros, caso da B3 Digitas. No ocasião, afirmou que as corretoras não eram iguais à B3, cobravam muito e não eram reguladas.

Naquele momento, as discussões sobre regulamentação dos provedores de serviços de ativos digitais estavam paralisadas no Congresso. O marco regulatório só foi aprovado em dezembro de 2023.

Na ocasião, as declarações de Finkelsztain geraram críticas do segmento das exchanges, incluindo a do Mercado Bitcoin.

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