AmFi e Netspaces tokenizam imóvel e seu financiamento

AmFi tem mais projetos com imóveis. Foto: Ricardo Gomes, Unsplash.

A tokenizadora AmFi e a Netspaces, de emissão e gestão de ativos imobiliários, lançaram uma operação de financiamento imobiliário com a tokenização de um imóvel real. De acordo com a AmFi, é a primeira operação deste tipo no Brasil. A operação usou Cédula de Crédito Bancária (CCB), ou seja, um empréstimo, mas que foi tokenizado.

Assim, os investidores adquiriram os tokens da CCB. Já os tokens do imóvel dado em garantia ficam travados na carteira do comprador até a finalização do pagamento do empréstimo. Mas, pode haver liquidação em caso de inadimplência em certas condições. Conforme o comprador do imóvel paga os empréstimo, a AmFi já recebe automaticamente os valores, concilia e os distribui pró-rata aos investidores da CCB”, explica Paulo. 

“É um processo longo e o pagamento será feito em 160 parcelas mensais”, diz Paulo . Os tokens do imóvel dado em garantia ficam travados na carteira do comprador até a finalização do pagamento, e podem ser liquidados em caso de inadimplência em certas condições. Conforme o comprador faz os pagamentos, a AmFi já recebe automaticamente os valores, concilia e os distribui pró-rata aos investidores da CCB”, explica Paulo David, CEO da AmFi.

AmFi: compra mais rápida de imóvel financiado

“Essa parceria é muito valiosa para nós. Com a solução de crédito da AmFi para tokens de propriedade digital, conseguiremos que qualquer um possa adquirir seu imóvel com financiamento em questão de poucos minutos, não em várias semanas como ocorre hoje. É o verdadeiramente digital chegando ao mercado imobiliário e por todas as frentes”, relata Andreas Blazoudakis, CEO e fundador da Netspaces, como publicou o Fintechs Brasil

A Netspaces já tem outros projetos com tokenização de imóveis. Foi uma das primeiras do país nessa área. Em 2021, a Corregedoria Geral de Justiça (CGJ) do Rio Grande do Sul regulamentou a permuta de imóveis com contrapartida de criptoativo e com possibilidade de registrado em cartório. A decisão aconteceu após a venda de tokens não-fungíveis (NFTs) de imóveis no estado pela Netspace e Imovelweb e da recusa de cartórios de registrarem as transações.

“A parceria é o início da transformação do mercado imobiliário brasileiro. O fracionamento dos imóveis e a segurança e transparência envolvidas vão permitir que muito mais pessoas realizem o sonho da casa própria. Imagine poder negociar com segurança e transparência qualquer pedaço de um imóvel de forma simples? Isso destrava inúmeras possibilidades”, completa David. 

Operação a partir de R$ 100 milhões

A AmFi já planeja fazer operações tokenizadas maiores, de ao menos R$ 100 milhões para captação de recebíveis imobiliários. “A ideia é colocar outros produtos imobiliários no ar. Isso inclui, por exemplo, home equity, que ajuda a usar imóveis para acessar capital de maneira mais barata, diz David. Além disso, o CEO da AmFi cita antecipação de aluguel para investidores que já tenham tokens de um imóvel. Um outro serviço o é o de auxiliar condomínios e outros projetos imobiliários a acessarem liquidez, de acordo com ele.

A plataforma da fintech já fez mais de 35 operações e processado mais de 3 mil ativos financeiros em 2023.

Tokenização de recebíveis

A AmFi também anunciou, nesta quarta-feira (3), o lançamento de sua primeira oferta pública de tokens de recebíveis. Isso acontece após autorização da CVM para esse tipo de operação com todos os tipos de investidores. A estreia aconteceu com a fintech Stockash. A captação é de R$ 215 mil e o ativo alvo da tokenização foi uma nota comercial. A nota é de uma holding que detém ações da startup EducBank, com o prazo de 23 meses.

“Além do retorno previsto, o token confere um ganho adicional se o educBank tiver um aumento de liquidez em uma janela de até cinco anos, o que pode levar o ganho para mais de 36%”, segundo João Pirola, CPO e Fundador da AmFi.
“A parte fixa oferece um retorno de 26,68% ao ano, enquanto a parte variável está relacionada ao desempenho das ações da edtech. É uma abordagem inovadora”, afirmou Luiz Gidrão, fundador e CEO da Stockash.

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