30 empresas, incluindo brasileira Vert, Paxos, Microsoft e Goldman Sachs criam rede blockchain global para finanças

Fernanda Mello (E), Martha de Sá (C) e Victoria de Sá (D). Foto: Vert.

Um grupo formado por bancos, como o Goldman Sachs, e empresas de tecnologia, consultoria e criptoativos, como Microsoft, a fintech brasileira Vert Capital, IntellectEU, Deloitte e Paxos, formou a Canton Network, que se define como a primeira blockchain que permite interoperabilidade e sincronização de mercados financeiros com privacidade dos dados. A Digital Assets está liderando a iniciativa e fornecendo sua solução Daml para o grupo. Os testes de interoperabilidade das aplicações começam em julho próximo.

A Canton inclui 3Homes, ASX, BNP Paribas, Broadridge, Capgemini, Cboe Global Markets, Cumberland, Deloitte, Deutsche Börse Group, The Digital Dollar Project, DRW, Eleox, EquiLend, FinClear, Gambyl, Goldman Sachs, IntellectEU, Liberty City Ventures, Microsoft, Moody’s, Paxos, Right Pedal LendOS, S&P Global, SBI Digital Asset Holdings, Umbrage, Versana, VERT Capital, Xpansiv e Zinnia.

De acordo com um comunicado do grupo, a Canton Network será uma rede de redes, fornecerá infraestrutura descentralizada para conectar aplicações independentes. A Daml, que a rede usará, é um contrato inteligente. Assim, a rede permissionada deverá permitir que sistemas isolados do mercado financeiro ganhem interoperabilidade com governança, privacidade e controles. Um dos benefícios será a sincronização e reconciliação de dados, ativos e valores.

Vert terá crédito rural na Canton Network

“No futuro, a plataforma da Vert para financiamento de crédito rural no mercado brasileiro vai alavancar a Canton Network para permitir maior participação com as instituições financeiras internacionais”, diz Martha de Sá, CEO e cofundadora da Vert.

Os resultados da rede Canton poderão ser a oferta de novos produtos, maior eficiência e melhor gerenciamento de risco. Por exemplo, hoje os registros de ativos e sistemas de pagamentos são diferentes e isolados. Assim, com a Canton, um título digital que nasce numa blockchain e um pagamento que está em outra aplicação podem passar por uma transação atômica.

Poderá haver conexão, por exemplo, entre a plataforma de pós-negociação D7, do grupo Deutsche Börse, e da GS DAP do Goldman Sachs, afirma a Digital Assets. Além disso, a empresa afirma que com o aumento de aplicações desenvolvidas sobre a Daml neste ano, o número de conexões poderá crescer exponencialmente. A conectividade entre blockchains é crucial para se construir infraestruturas distribuidas de ativos digitais, afirma Jens Hachmeister, diretor de novos mercados digitais da Deutsche Börse.

Segundo a Digital Assets, a Canton resolve três problemas que emperram o uso de blockchains públicas pelas instituições financeiras: falta de privacidade e controle de dados, escolha entre controle das aplicações e interoperabilidade e escala.

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