Vórtx QR Tokenizadora lança token regulado de debênture da Pravaler; Itaú BBA coordena operação

Vórtx QR Tokenizadora, que opera dentro do sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), lançou mais um token regulado. Desta vez é um token de debênture, ou seja, dívida, da Pravaler, plataforma de financiamento estudantil. É, portanto, o primeiro para esse setor. O coordenador da oferta é o Itaú BBA, que também participou do primeiro token da empresa e que acabou de lançar uma unidade de ativos digitais, área em que diz querer ser líder.

A tokenizadora começou sua operação oficial no dia 1 de junho com a emissão de de R$ 60 milhões representados por 60 mil tokens, portanto, de R$ 1 mil cada um deles. Essa é a terceira emissão da Vórtx QR Tokenizadora, que fez duas primeiras emissões em junho passado. Foram 74 mil debêntures tokenizadas, de R$ 1 mil cada, da Salinas Participações, também com coordenação do Itaú BBA. E 8 mil cotas também de R$ 1 mil do fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) QR Rispar Crédito Cripto, lançado pela QR Asset e com lastro em bitcoin, em uma operação de R$ 8 milhões.

O Pravaler tem 21 anos. No final de 2020, criou uma área de M&A e comprou a edtech Amigo Edu. Comparando o 1º semestre de 2021, a empresa diz que teve 160% de crescimento em novos estudantes. 

Já o Itaú BBA realizou recentemente um primeiro teste de tokenização de debêntures de cliente do banco e espera lançar a unidade no mercado até o final do ano, anunciou n quinta-feira passada (14), Vanessa Fernandes, CEO do braço de negócios. Até onde se sabe, é o primeiro banco do Brasil e, segundo ela, do mundo a lançar um negócio que abrange a emissão de tokens, distribuição e custódia tanto de ativos de seu portfolio. Mas, que também poderá atender outras instituições financeiras.

“É possível mudar o sistema financeiro com plataformas mais simples e investimentos alternativos”, afirmou a executiva. Segundo ela, que fica em Nova York, há muitos bancos entrando no segmento de criptomoedas, mas não em criptoativos. “Entendo que vão se inspirar no que estamos desenvolvendo aqui.”

Além disso, o banco confirmou que estuda a possibilidade de, num futuro ainda indefinido, oferecer também criptomoedas, uma vez que está vendo interesse dos clientes nesses produtos.

O objetivo é conquistar com a área de digital assets é atrair clientes pessoa física que queiram mais uma alternativa de investimentos, disse Michel Cury, superintendente de mesas e produtos do Itaú Unibanco. O tipo de cliente vai depender de cada ativo que for lastro dos tokens. Luciano Diafeira, superintendente de mesas e produtos e tesouraria, disse que o a unidade é um braço inserido na estratégia de inovação e busca de eficiência pelos bancos.

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