A blockchain já é uma realidade, não adianta mais tentar fugir dela

Evento terá mais de 100 palestrantes e 12 trilhas.
Continuando minhas andanças pelo mundo de blockchain e criptomoedas, participei do Blockcrypto Expo 2019, evento de dois dias em São Paulo, na semana passada. O que vi foi uma ebulição que está mudando o dia a dia das empresas e das pessoas. Por isso, você pode correr, se esconder, se disfarçar, mas não vai adiantar, porque a tecnologia blockchain vai te pegar.

Continuando minhas andanças pelo mundo de blockchain e criptomoedas, participei do Blockcrypto Expo 2019, evento de dois dias em São Paulo, na semana passada. O que vi foi uma ebulição que está mudando o dia a dia das empresas e das pessoas. Por isso, você pode correr, se esconder, se disfarçar, mas não vai adiantar, porque a tecnologia blockchain vai te pegar.

Vou citar algumas informações interessantes apresentadas por lá:

· 2019 é o ano das security tokens, as moedas digitais securitizadas e que são mais estáveis, disse o economista Gustavo Cunha, especialista em blockchain e criptos.

· Há várias instituições no Brasil usando blockchain para criar suas tokens. Só para lembrar, blockchain é a tecnologia inventada para viabilizar as Bitcoins, a primeira moeda digital. E o melhor exemplo para explicar o que são tokens é o das fichinhas da quermesse. Alguns exemplos de tokens: tem gente no agronegócio, mineração e indústria farmacêutica se mexendo para colocar isso funcionando. Permite trocas ágeis entre quem tem o token e rastreabilidade precisa e rápida de produtos, um sonho de consumo das empresas. Muito desperdício pode ser evitado com esse controle, diz Fernando Barrueco, CEO da BOMESP, bolsa de moedas digitais empresariais.

· Blockchain pode tirar negócios da Swift, sistema global de informações de transações interbancárias. A empresa foi criticada em todos os painéis em que a ouvi ser citada. A opinião geral é de que é cara e tem muitas falhas, por isso, ou se adequa, ou enfrentará uma concorrência duríssima da blockchain. Os bancos já calculam o quanto substituir a SWIFT por blockchain para transações internacionais reduz custo e evita falhas e erros.

· O sistema bancário está entre os pioneiros no uso de blockchain no Brasil, disse Carlos Rischioto, líder técnico dessa tecnologia na IBM. E você, leitor, achou que eles iriam só reclamar da concorrência? Que nada. Eles estão a levando para dentro de casa e dispensando intermediários, afirmou Marcos Paulo Soares, gerente de cash management do Banco do Brasil.

· As empresas começaram a olhar para blockchain como solução de problemas de processos em 2014 e agora muitos projetos estão em produção, completou Rischioto.

· Os reguladores estão mostrando disposição em ver o que e como este mercado pode ser fomentado, disse André Portilho, sócio do BTG Pactual e responsável pela iniciativa de cripto-ativos do banco. O BTG lançou neste ano o token ReitBZ, um criptoativo lastreado em imóveis. Segundo Portilho, a maior barreira nessa área é a custódia. Mas o que há no mercado financeiro tradicional pode ser adaptado para as novas tecnologias. O desconhecimento da tecnologia também é uma barreira para investidores individuais (pessoa física).

· Da Libra, moeda digital de um consórcio de 28 empresas, incluindo o Facebook, falta saber muita coisa. Mas o fato de que será lastreada em ativos reais e terá uma rede de câmbio ajuda muito a colocá-la em outro patamar em relação às criptos que existem hoje. As informações sobre a Libra, incluindo o lastro, estão no white paper de apresentação da moeda em https://libra.org/pt-BR/white-paper/. Libra é a paz universal ao unir concorrentes como Visa e Mastercard, Vodafone e Iliad, disse Courtney Guimarães, especialista do mundo da blockchain. Concorrentes num mesmo negócio diz muito sobre esse negócio, certo?

· Lastro, acesso fácil a clientes, atratividade para desbancarizados, ativo global, custos menores … não é à toa que os governos têm tanto receio de a moeda circular como quiser e dar um olé nos bancos centrais e nos bancos tradicionais. Zuckerberg já tem nas mãos seus dados pessoais. Vai ter também os financeiros, fazer política monetária e manipular as economias? Essa pergunta foi repetida constantemente no evento. E tem também os receios com o uso da tecnologia para lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, já que o princípio da tecnologia blockchain é a privacidade, disse Fábio do Nascimento, Executivo Sênior de TI do Santander.

· Criptomoedas e tokens podem ser uma solução para as pessoas desbancarizadas. Permitem fazer transações e ter ativos com valor sem precisar passar por bancos. Aliás, o Libra diz que quer focar nesse público, o que pega a América Latina em cheio.

· E por fim, a pergunta que não quis calar: O Brasil tem sido inovador no sistema financeiro, com iniciativas como o Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP) e a TED. Será que vai ser pioneiro também no mundo da tecnologia blockchain e criptomoedas?

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