Plataformas blockchain de instituições financeiras para créditos de carbono avançam

Créditos de carbono com blockchain se tornam foco de instituições financeiras.
Plataformas blockchain de instituições financeiras para registro e comercialização de créditos de carbono avançam em diferentes regiões.

A Carbonplace, plataforma global de compensação de créditos de carbono usando blockchain, que instituições financeiras criaram, inclusive o Itaú, tem mais três membros. UBS, BNP Paribas e Standard Chartered se juntaram ao grupo, que inclui ainda o canadense CIBC, o National Australia Bank e o americano NatWest. O nome Carbonplace também é novo, já que até agora se chamava Projeto Carbono. A previsão é a plataforma entrar em operação no final deste ano.

Créditos de carbono entraram no mundo das finanças por serem ativos que empresas podem gerar e negociar e que bancos e bolsas, por exemplo, podem participar disso. Além disso, bancos também consideram, cada vez mais, questões ambientais na hora de dar crédito a empresas. Mas, para isso, precisam de dados confiáveis.

Acontece que hoje falta transparência nas negociações. Também acontece de o mesmo crédito ser vendido para mais de uma instituição, ou seja, está nas mãos de empresas diferentes. E falta, ainda, um padrão de preços nas negociações. A plataforma pretende organizar isso tudo. Porém, só vai negociar créditos de carbono verificados de acordo com padrões internacionais.

De acordo com Chris Leeds, líder de Desenvolvimento do Mercado de Carbono do Standard Chartered, “a Carbonplace reduzirá as barreiras de entrada no mercado voluntário de carbono e dará aos desenvolvedores de projetos no hemisfério sul do planeta um acesso direto a um número maior de clientes”.

Bolsa da Espanha testa solução para créditos de carbono

Há diversos projetos de crédito de carbono que envolvem instituições financeiras e algumas envolvem blockchain, como também o caso da Bolsas Mercados Españoles (BME). A bolsa espanhola realizou prova de conceito (PoC) para registro e venda de créditos de carbono pelas empresas. Isso permite a compensação de carbono. E aconteceu por meio do seu braço Iberclear e da ClimaTrade, que usa blockchain em soluções para compensação de carbono pelas empresas.

Partindo de uma usina fotovoltaica, o teste envolveu medir, registrar e verificar as toneladas de CO2 despejadas na atmosfera. Para isso, se usou um software que se conectou à Iberclear por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicação. Assim, a Iberclear recebeu, validou e registrou os créditos verdes. Uma conexão automática com o sistema da ClimaTrade permite que as empresas coloquem os créditos à venda.

Além disso, é possível cancelar os créditos no Registro Voluntário de Iberclear. Isso, por sua vez, elimina o risco de dupla contabilidade, evitando a venda, mais de uma vez, dos mesmos créditos.

A BME é do grupo suíço SIX, de cerca de 120 instituições financeiras, que administra a maior bolsa da Suíça, a Six Swiss Exchange. Essa, por sua vez, tem testado blockchain em diferentes projetos.

“Para cumprir como Acordo de Paris, as empresas devem alcançar o objetivo de emissão zero de carbono até 2050. A solução E2E (de ponta a ponta) permite às empresas compensar as emissões por meio de créditos verdes. A Acciona Energía e a SGS Tecnos também participaram do projeto.

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