Nodle, que usa celulares para conexão em rede descentralizada, planeja expansão no Brasil

A Nodle, primeira empresa do mundo a construir uma rede descentralizada em smartphones planeja expandir sua operação no Brasil. O motivo é a alta conectividade dos brasileiros e os 242 milhões de dispositivos móveis ativos, portanto mais do que a população do país. A empresa afirma que recentemente chegou a 500 mil detentores de seu token, o NODL e que está em cerca de 4 mil cidades em 184 países.

A fundação da startup foi em 2017, por Micha Benoliel e Garret Kinsman, que dizem acreditar que no futuro, as máquinas compartilham conectividade, dados e serviços umas com as outras autonomamente. Ao baixar o aplicativo da Nodle, o usuário se torna um nó na rede por permitir a conexão dos aparelhos na rede. E por isso ganha o token como compensação com base na conectividade e disponibilidade, que varia conforme o local onde está.

A oferta total de NDOLs é de 21 bilhões. Desse total, 60% ainda não foi minerado e 24% está no caixa sob controle do conselho de governança dos detentores dos tokens. O objetivo é estimular o crescimento do ecossistema Nodle, o que pode gerar mais utilidade para o token.

A Nodle, que tem sede na California, é a patrocinadora master do BlockchaIn Rio Festival, evento que acontece de 1 a 4 de setembro de 2022, no Píer Mauá do Rio de Janeiro. “Os aparelhos celulares são considerados o único elo com a internet em muitos lares brasileiros e, exatamente por isso, o projeto é considerado inovador e democrático. Para contribuir e ganhar criptomoedas não é necessário nenhum conhecimento prévio ou equipamento adicional, basta ter um celular com Bluetooth”, diz Carolina Mello, Head de conteúdo e comunicação da Nodle.

“Como a premissa da Nodle é de não afetar a experiência dos usuários durante os momentos de uso, o aplicativo Nodle Cash é parte de um futuro tecnológico que mudará desde a forma como nos conectamos, entretemos, trocamos informações, enviamos e recebemos pagamentos, até o jeito como interagimos e executamos atividades cotidianas. O aplicativo consome pouca bateria e funciona perfeitamente em segundo plano, enquanto a pessoa executa todas as suas atividades do dia a dia com a diferença de que no final do dia ela estará com mais criptomoedas do que quando começou”, enfatiza Carolina Mello.

A rede é a segunda parachain com mais tokens ativos na Polkadot. Parachains são blockchains construídas sobre a Polkadot e que podem trocar informações. E estimula conexões via Bluetooth Low Energy (BLE), um tipo de bluetooth que consome menos energia.

A rede atua principalmente com conectividade para dispositivos inteligentes, criptografia e geolocalização. Portanto, é possível construir soluções que aprimoram sistemas de rastreamento de objetos, que podem ser carros, artigos de luxo, eletrônicos ou pessoas. A conexão entre pessoas e o gerenciamento do tráfego delas também são alternativas interessantes que podem ser exploradas por prestadores de serviços ou em campanhas de marketing, ativações de marca, eventos patrocinados, jogos desafiadores, provas ou testes.

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