Mineradoras de bitcoin usam mais energia renovável, diz estudo

Mineradoras de bitcoin usam mais fontes renováveis, diz estudo.

O alto consumo de energia na mineração de bitcoins, um dos principais pontos destacados pelos seus críticos, parece estar no foco dos players do setor. Estimativa do último relatório do Bitcoin Mining Council (BMC) aponta que a indústria global de mineração da primeira criptomoeda utiliza atualmente 58,4% de um mix de energia sustentável no seu trabalho e captura da moeda, uma alta de 59% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.

A pesquisa do BMC, que reúne 44 empresas de mineração de bitcoin, usa em sua metodologia dados de consumo de eletricidade, eficiência tecnológica e mix de energia sustentável. Mas, considerando somente as empresas participantes da pesquisa, que representam 50% da rede global de bitcoin, a taxa é de 64,5% de uso de um mix de energia sustentável na mineração.

Na mesma comparação anual, o estudo estima que a eficiência tecnológica da rede global de bitcoin cresceu 63%, passando de 12,6 exahash (EH) por gigawatt (GW) no primeiro trimestre de 2021 para 20,5 EH por GW. O dado é indicativo de que a rede vem se tornando mais eficiente ao longo do tempo.

“No primeiro trimestre de 2022, o hashrate (medida de processamento da dados da rede) e a segurança relacionada à rede bitcoin melhoraram 23% em relação ao ano anterior, enquanto o uso de energia diminuiu 25%. Observamos um aumento de 63% no ano na eficiência devido aos avanços na tecnologia de semicondutores, à rápida expansão da mineração norte-americana, à saída da China e à adoção mundial de energia sustentável e técnicas de mineração de bitcoin”, afirmou Michael Saylor, CEO da MicroStrategy e integrante do Bitcoin Mining Council.

Segundo informações da pesquisa, o BMC coletou pela primeira vez dados de 50% da rede global de bitcoin, representando 100,9 exahash (EH). Alguns dos membros do BMC são a Galaxy Digital, a BlockFi e Bit5ive.

Bitcoin e a indústria de mineração da moeda passam por uma série de críticas e pressões para barrar a atividade, por conta do que se considera um alto uso de eletricidade na operação de consenso da mineração chamada de Proof of Work (PoW). Ocorre que parte dessa eletricidade vem de fontes como carvão ou até hidrelétricas, como as brasileiras, que demandam desmate de florestas e alagamentos de grandes áreas, matando a vegetação e a vida animal. Assim, com as pressões por mais sustentabilidade, o parlamento da União Europeia, por exemplo, chegou a discutir barrar criptomoedas ligadas ao sistema PoW, portanto, bitcoin.

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