iCoLab e instituições do RS avançam em carteira digital de saúde de pacientes

Dados de atendimento e de resultado de exames organizados e concentrados numa única carteira, com o paciente consentindo o compartilhamento de informações para quiser e para quem quiser. Esses são os primeiros resultados de um projeto-piloto de interoperabilidade de dados de saúde, com interação centrada no paciente e estruturado em tecnologia blockchain que o iCoLab (Instituto Colaborativo de Blockchain) liderou e que contou com a participação de diversas instituições do setor de saúde pública e privada do Rio Grande do Sul. E poderá ser também um proejto que pode contribuir para um futuro Open Health, como acontece com o Open Finance.

Fruto de um Acordo de Cooperação Técnica, o Minha Saúde Digital integrou as informações da linha do cuidado, Covid e Covid Longa num aplicativo para o paciente e para o profissional de saúde. Nesta primeira fase do piloto, contou com a participação, grupo que incluiu o HED – Hospital Ernesto Dornelles, GHC – Grupo Hospitalar
Conceição, Santa Casa de Porto Alegre, Unimed Central de Serviços RS, unindo participantes do setor público, do privado e do terceiro setor.

O projeto usa a blockchain Hyperledger. O parceiro de tecnologia é a healthtech IAsis Health Brasil, plataforma de saúde digital, interoperabilidade transversal e blockchain que foi aprovada e validada no piloto para a fase de ampliação do projeto, dado o êxito do piloto.

“A integração dos dados dos pacientes aconteceu de forma simples, auditável, rastreável, imutável e com o consentimento do cidadão”, diz Sandra Heck, cofundadora e presidente do iCoLab, instituto colaborativo de ciência, tecnologia e inovação, sem fins lucrativos, que desenvolve projetos de inovação aberta, blockchain e tecnologias emergentes. “Desde a sua concepção, o projeto Minha Saúde Digital tem sido marcado por aplicar, na prática, os conceitos de ecossistema aberto de inovação, trazendo resultados concretos, úteis e mensuráveis não só para os atores da saúde, mas principalmente para a sociedade”, completou.

De acordo com Sandra, o projeto reduz a assimetria de informações entre as instituições para construir novas possibilidades na saúde pública e privada no Brasil. E colabora para incentivar o que se tornará o Open Health no País nos próximos anos. No piloto, a interoperabilidade conectou todos os participantes, recuperando e padronizando os dados de saúde

. Isso incluiu, por exemplo, informações como nome do estabelecimento de atendimento, data e hora de entrada e saída do estabelecimento, seu Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e modalidade da assistência, como urgência, emergência e internação. Além disso, inclui outros dados como o código interncional da doença (CID 10), desfecho clínico, procedimentos realizados, resultados de exames, dados de imunização, prescrição, dispensação de medicamentos e nota de alta.

“Para o cidadão, além da privacidade e segurança, a entrega de seus dados de saúde, enquanto único e legítimo titular, armazenados na sua carteira digital de saúde permite que com o seu consentimento, os dados sejam compartilhados com profissionais e/ou estabelecimentos de saúde”, afirma Sandra. No caso de resultados de exames laboratoriais, o piloto demonstrou que caso o paciente tenha um ou mais exames nos participantes do projeto, é possível reuní-los e apresentá-los de forma cronológica. Há, ainda, visualização padronizada para facilitar a leitura
por meio de um gráfico ou tabelas.

No caso dos médicos, o Minha Saúde Digital se mostrou relevante também para auxiliar na hipótese diagnóstica. Com ferramentas de inteligência artificial (IA) e blockchain permissionada, foi possível demonstrar a sugestão de hipóteses diagnósticas e possíveis complicações de saúde. Assim, por meio do cruzamento dos dados de saúde do cidadão, ficam disponíveis as probabilidades de determinado evento acontecer.

Nas próximas fases, outras instituições participarão do projeto. Além da ampliação da participação, o escopo também vai crescer. Essas informações serão apresentadas durante o Blockchain Rio Festival, que acontecerá entre os próximos dias 1 e 4 de setembro no Rio de Janeiro. Já os detalhes dos resultados do piloto foram apresentados em webinars que estão nos links https://www.youtube.com/watch?v=BH3kvmWMcDA e
https://www.youtube.com/watch?v=l7UtXZbB4No

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