Apesar do crescimento frenético do mercado de games play to earn (jogar para ganhar) em 2021, um dos desafios para essa expansão continuar é preciso melhor a experiência do jogador. “Os usuários são principalmente homens com mais de 30 anos com forte background em tecnologia. É uma população de nicho. Mas ser mais acessível, é preciso torná-la mais simples”, disse Katleen Evers, líder do fundo de desenvolvedores de jogos da The Sandbox, durante do Ethereum Rio.
“Todo mundo pensa em infraestrutura. Mas as barreiras vão diminuir quando o setor pensar na acessibilidade das plataformas”, afirmou João Borges, co-fundador da Bayz. E nisso, olhar para a experiência do usuário no celular “é chave”, completou, durante o painel “Atualizações sobre Jogos e Metaverso”. O Ethereum Rio é o primeiro evento do gênero sobre a tecnologia no Brasil e acontece desde o último dia 11 até o próximo dia 20.
Outro ponto é que os jogos Web 3, como são chamados, serem também inclusivos, afirmou o CEO da Kokku, Thiago de Freitas. “A diversificação é muito importante. Se oferecermos a mesma experiência para todos, é sempre a mesma população que terá acesso. A Web 3 tem que ser como a Netflix, ter ofertas para todo mundo, ou seja, ter opções como hubs sociais, galerias de arte e games”, disse Katleen.
E precisa ter diversão, segundo Vinicius Ribeiro, líder de expansão da Cartesi. “A diversão é fundamental porque só jogar para ganhar é trabalho.”
Todos os palestrantes concordaram que os jogos Web 3 não vão acabar com os games tradicionais, porque há espaço para todos. Os jogos são importantes para a Web3, não o contrário”, afirmou Borges.
Em relação ao movimento de grandes empresas como Sony e Microsoft de comprarem empresas na área, Freitas considera que buscam usuários e não integração ou colaboração. “Se você compartilhar sua base de usuários, a companhia perde valor de mercado. Então, o que eles querem é ganhar usuários e aumentar seu valor. É um movimento de consolidação”, disse ele.