Eletrobrás usará blockchain no Selo Procel; licitação aberta para contratar fornecedor

A Eletrobrás vai contratar uma plataforma de orquestração e de solução para desenvolvimento de uma rede permissionada (fechada) blockchain que será usada no processo de análise e concessão do Selo Procel, que mostra o consumo energético de equipamentos e eletrodomésticos. Assim, a empresa espera que blockchain facilite o gerenciamento de dados, reduza custos, acelere o processo de concessão do selo e aumente a transparência e auditabilidade do processo.

Mas, esse seria o primeiro passo. Uma vez que o selo se adaptar à rede, novas funcionalidades poderão surgir, diz a empresa. Isso incluiria, por exemplo, certificação de novos equipamentos e categorias, avaliação de equipamentos e acompanhamento do ciclo de vida e checagem de dados. Um dos exemplos, diz a empresa, é o uso de IoT “como sensores integrados ao sistema para aferições de equipamentos”. Assim como conscientização do usuário com interfaces de resposta pelo lado da demanda”.

O edital está aberto desde o último dia 25. A entrega de propostas e documentação deve acontecer até às 10 horas de 23 de março pelo site de compras do governo. E é nesse dia e hora que começa a sessão pública. A princípio, o contrato é de 18 meses. Além do desenvolvimento da plataforma, quem ganhar deverá prestar serviços técnicos de certificação de atributos de eficiência energética. E que sejam “potencialmente escaláveis para suportar o reposicionamento do Selo Procel”.

Eletrobrás diz que blockchain fechada não ter dono é vantagem

Dados do Selo Procel estarão em blockchain para maior confiabilidade.

Neste caso, diz a Eletrobrás, a blockchain permissionada é a tecnologia “que melhor atende às necessidades do processo”. Isso porque é totalmente distribuída e assim, altamente tolerante a falhas. Não há autoridade centralizada, ou seja, não há um “dono” do sistema, afirma a empresa. E outros participantes podem entrar na rede, inclusive o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel).

Além disso, a Eletrobrás cita o fato de ser uma rede apenas para transações por organizações legalmente habilitadas e com baixa barreira de entrada e com escalabilidade. A elétrica elenca ainda outros pontos, como a “impossibilidade de um registro ter informações conflitantes”, inexistência de taxa por transações.

O uso de blockchain no setor de energia do Brasil e no mundo encontra cada vez mais adeptos. No Brasil, Furnas já teve mais de um edital convocando soluções em blockchain. Projetos como o primeiro balcão organizado em blockchain do país para negociação de energia, da AES Brasil e Fohat, também são um exemplo. O projeto teve investimento de R$ 3,4 milhões da AES dentro do programa de P&D da agência reguladora do setor, Aneel. A agência estabelece que um percentual do faturamento das empresas deve ir para P&D.

Compartilhe agora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *