A BEE4, plataforma brasileira voltada ao mercado de capitais para pequenas e médias empresas (PMEs), obteve a licença definitiva da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar como balcão organizado. Assim, se torna a primeira a concluir com sucesso sua participação no sandbox regulatório com todas as autorizações necessárias para operar.
Em janeiro deste ano, a BEE4 já havia conquistado uma autorização inédita no país: o selo da CVM para operar como Central Depositária. Com essa liberação, a empresa passou a ser reconhecida como a primeira do Brasil a exercer esse papel de forma 100% digital, com uso da tecnologia blockchain.
Além da custódia dos ativos, a licença também dá à BEE4 a responsabilidade pelo tratamento de eventos corporativos e movimentações dos títulos, com o diferencial de registrar tudo na blockchain — uma inovação que a coloca na vanguarda da infraestrutura financeira regulada no país.
Ambiente regulado para PMEs
Agora, com o novo aval da CVM, a BEE4 passa a oferecer um ambiente regulado para negociação de produtos de renda fixa e variável, como debêntures, notas comerciais e ações. O foco está nos valores mobiliários de PMEs, setor frequentemente negligenciado pelas estruturas tradicionais do mercado.
Além disso, a plataforma está apta a prestar serviços de guarda, registro e liquidação de operações, em parceria com a câmara de liquidação da Câmara de Pagamentos da Núclea – uma das principais stakeholders da companhia. A atuação também conta com o tratamento de movimentações e eventos corporativos dos ativos negociados.
“A conquista das licenças definitivas de Balcão e Depositária representa um passo importante para o desenvolvimento de um novo mercado, criado para prosperar por gerações. Estamos prontos para impulsionar empresas que podem se tornar as futuras grandes companhias brasileiras, oferecendo tanto acesso ao crédito quanto alternativas para captação via ações”, afirma Patrícia Stille, cofundadora e CEO da BEE4.
Nos próximos meses, a companhia deve concluir a implementação da central depositária e expandir suas operações de mercado organizado para ativos de renda fixa. Paralelamente, aguarda a publicação da nova resolução da CVM, conhecida como Regime FÁCIL, que deve regulamentar o segmento de acesso com foco em empresas com faturamento de até R$ 500 milhões anuais.