A Credix, plataforma de empréstimos para fintechs de crédito baseada em blockchain, lançou nesta semana seu pool de liquidez com foco em investidores de alta renda. E a Transfero, grupo internacional de soluções financeiras baseadas em blockchain e criptomoedas e fundado por brasileiros, vai disponibilizar o Credix LP Token, investimento de dívida privada tokenizada. Assim, a ideia é que o Credix LP Token gere liquidez para as fintechs de crédito e para o investidor. A valorização acontece ao se colocar os ativos no pool de liquidez.
O token “é um investimento de dívida privada com retornos sustentáveis e lastreados em ativos reais de crédito por meio das finanças descentralizadas”, diz Chaim Finizola, cofundador e CGO da Credix. “É uma alternativa para investidores tradicionais que querem fazer parte do mercado de criptoativos”, completou.
Segundo a Transfero, a empresa vai distribuir o Credix LP Token pela Transfero Prime, seu serviço de compra, venda e custódia de criptoativos com estratégia personalizada de acordo com o perfil de cada investidor, para pessoas físicas e jurídicas. Essa é uma das áreas de negócios mias relevantes da Transfero, com 600 investidores e 17 mil criptoativos. “Temos investidores com perfis variados e esse é justamente um dos nossos diferenciais, pois trabalhamos com um atendimento totalmente personalizado”, afirmou Victoria Schulz, Head de Prime da Transfero.
Para a executiva, o token pode ser uma porta de entrada para que os investidores brasileiros terem acesso às finanças descentralizadas. “Atuamos em um mercado revolucionário, especialmente quando falamos de tecnologia e liberdade, e muitas vezes o investidor quer entrar no setor, mas ainda não sente tanta segurança para fazer sozinho. O Credix LP é oportunidade de ter a experiência com o mercado de criptoativos somado ao mercado de crédito em que ele já está mais familiarizado”.
Victoria lembra que finanças descentralizadas são um caminho sem volta. No projeto do real digital que o Banco Central está desenvolvendo, a ideia é colocar a nova versão da moeda brasileira em operações de finanças descentralizadas.
Chaim afirma que dada a natureza do negócio e das regulações de compliance, há verificação de identidade dos investidores. A Securitize é que faz o processo de KYCB digital e o onboarding.
A Credix foi fundada com o objetivo de conectar instituições financeiras e investidores e o mundo das fintechs de crédito que têm dificuldade de levantar recursos por conta de seus tamanhos. E faz isso usando blockchain e tokenização. Recentemente, recebeu uma nova rodada de investimentos de R$ 60 milhões.