Coinbase é exchange de criptos de menor risco, diz estudo

Coinbase é a maior exchange dos EUA e a de menor risco no mundo.

A exchange de criptomoedas Coinbase recebeu a pontuação máxima no último relatório da CryptoCompare Research. O relatório, divulgado neste mês, mostrou que em seguida no ranking vêm corretoras Gemini, Bitstamp e Binance. Todas foram classificadas como AA, o melhor nível no ranking estabelecido pelo relatório divulgado neste mês.

De acordo com o relatório, a participação de mercado por volume das consideradas Top-Tier saltou de 89% em julho de 2021 – com bases nas classificações de agosto de 2021 – para uma média de 91% no período de setembro a fevereiro de 2022 (ranking de março). Essas exchanges negociaram um total de US$ 1,5 trilhão em fevereiro deste ano, enquanto as situadas na camada inferior negociaram US$ 62 bilhões.

O “Exchange Benchmark Report”, produzido desde 2019 pela CryptoCompare, classifica mais de 150 exchanges globais e busca trazer clareza ao setor de cripto ao prover métricas e estruturar a avaliação de riscos num mercado novo e que passa por enorme desenvolvimento. O relatório atribui notas que vão de AA a F para identificar as corretoras de menor risco no setor.

Entre as 79 exchanges de criptomoedas consideradas de primeira linha, quatro receberam classificação AA, 11 receberam classificação A, 27 receberam classificação BB e 37 receberam classificação B. Outras 80 exchanges foram classificadas como de nível inferior.

O relatório da CryptoCompare indica que os padrões estabelecidos pelo programa KYC (Know Your Customer, na sigla em Inglês), que devem proteger as instituições contra fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro, demandam melhorias nas corretoras.

Detalhamento de dados é necessário em exchange de criptomoedas

O estudo mostra que 35% delas foram classificadas com programas KYC ruins ou inadequados – eram 34% em agosto de 2021 e 33% em fevereiro de 2021. Além disso, 27% das corretoras enviaram fundos para entidades de maior risco em mais de 4% das transações, de acordo com o CipherTrace, enquanto eram 25% em agosto de 2021.

Conforme o documento de abril, a transparência dos dados no setor permanece relativamente inalterada, embora os padrões de qualidade dos dados precisem ser refinados. Isso porque 16% das exchanges enviaram algum tipo de dados propensos a erros ou atualizações não anunciadas por meio da chamada “API REST” ou dados via “Websocket” no último ano. No entanto, 71% das exchanges agora fornecem dados históricos na metodologia “candlestick” – eram 68% em agosto de 2021 e 53% em fevereiro de 2021.

O relatório aponta ainda que as normas legais e de regulação melhoraram de forma tímida nas exchanges de criptomoedas. De acordo com o estudo, 11% das exchanges oferecem formalmente alguma forma de seguro de criptomoeda – eram 10% em agosto de 2021 e 9% em fevereiro de 2021.

Enquanto isso, 7% delas afirmam segurar informalmente os usuários em caso de violação, com um fundo de seguro. Esse percentual estava em 9% em agosto de 2021 e 3% em fevereiro de 2021. As trocas via MSB (Money Services Businesses, na sigla em inglês), que são registradas junto à “Financial Crimes Enforcement Network” no Departamento do Tesouro dos EUA, também aumentaram de 36% em agosto de 2021 para 42%.

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