Circularise vai criar blockchain para rastrear metais raros

Circularise vai rastrear materiais que indústria de eletroeletrônicos usa.

A Circularise, startup holandesa que rastreia materiais e produtos em cadeias de suprimentos usando blockchain, vai desenvolver uma plataforma para rastrear os chamados metais raros terrosos, ou terras-raras. Esses são materiais químicos que as indústrias usam – e que até nem podem ser substituídos – para produção, por exemplo, de celulares, computadores, caros elétricos e turbinas.

De acordo com a Circularise, estimativas indicam que a demanda por esses materiais, que são 17, vai explodir e até 2030 deve chegar a 315 mil toneladas. Com aumento de demanda, os preços também estão subindo. “O crescimento da demanda, junto com a escassez das fontes e interrupções nas cadeias de suprimentos significam que precisamos contar com metais minerados e processados de forma sustentável”, afirma a startup.

Para isso, a Circularise terá como parceiros a BEC GmbH, alemã com foco em interação entre humanos e robôs e a, Grundfos, dinamarquesa e maior fabricante de bombas do mundo e Minviro, britânica de softwares que calculam e minimizam os impacto ambientais de projetos que envolvem metais e mineração. Além disso, está no projeto a Associação global das Indústrias de Terras-Raras (REIA). Cada participante entra com suas tecnologias para, juntos, elaborar um novo modelo de raastreametno e avaliação de uso dos materiais.

Mas, o que a startup e empresas como a Minviro querem não é apenas rastrear e calcular o impacto desses materiais. Isso porque, no final das contas, buscam gerar a economia circular, ou seja, aumentar a vida útil dos materiais. Isso significa um modelo de negócio em que as empresas e governos buscam o compartilhamento, reuso, conserto, renovação e reciclagem de materiais. Dessa forma, buscam diminuir desperdícios e exploração de materiais.

O projeto deverá criar o Sistema Circular para Avaliação da Sustentabilidade de Terras-Raras (CSyARES, na sigla em inglês). “Isso vai ajudar as empresas a aumentarem a transparência e sustentabilidade de suas cadeias de suprimentos quando se fala de materiais críticos e de terras-raras”, de acordo com a Circularise.

`À medida que as empresas e governos caminham para um futuro mais sustentável, um software para rastrear a mudança climática na cadeia de suprimentos, que aproveita os dados e usa blockchain para medir impacto ambiental pode acelerar a transição para uma economia circular”, afirmou Jordi de Vos, fundador da Circularise.

Compartilhe agora

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *