Bitso recebe autorização do BC para ser instituição de pagamentos no Brasil

Daniel Vogel, cofundador e CEO da Bitso, que será IP.

A exchange de criptomoedas Bitso recebeu a autorização do Banco Central (BC) para operar como instituição de pagamentos (IP) no país. Assim, poderá emitir moeda eletrônica, ou seja, administrar contas de pagamento pré-pagas, e emitir instrumentos de pagamentos pós-pagos como cartão de crédito. Essa e a segunda exchange que obtém o aval de IP e a terceira com foco em serviços em blockchai

Assim como a Bitso, outras exchanges pediram para serem IPs, como a Ripio e o Mercado Bitcoin, como noticiou o Blocknews com exclusividade no ano passado. Na ocasião, Daniel Vogel, CEO global da Bitso e um dos fundadores, afirmou que tinha pedido também para a empresa ser uma sociedade de crédito. Como IP, a empresa começa com capital social de R$ 65,9 milhões.

Quando contou que tinha feito o pedido para ser IP, Vogel afirmou que o plano é aumentar a oferta de serviços que estão conectados à realidade financeira dos usuários, caminhando para algo mais próximo a um banco digital. O serviço de IP, disse, não seria apenas para usuários pessoas físicas, mas também para clientes institucionais. “No Brasil, esse segmento de clientes é especialmente o que mais cresce para a empresa”, afirma.

Para Thales Freitas, CEO da Bitso Brasil, “essa chancela do mercado reafirma o reconhecimento da Bitso como uma empresa de serviços financeiros baseados em cripto e marca uma conquista importante na nossa jornada de crescimento”. No Brasil, a exchange anunciou sua instalação no final de 2020 e começou a operar para valer em 2021.

Ao expandirem seus serviços para IP, as exchanges abrem novo braço de negócios que pode ser ou não com uso de criptomoedas, além do status de provedoras de serviços financeiros. Dessa forma, além de novas receitas, ficam menos expostas à volatilidade das criptos e dos momentos de baixa das transações.

A autorização é para a Nvio Brasil, uma subsidiária da Bitso no mercado brasileiro. De acordo com a publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (23), sua sede é em Osasco (na Grande São Paulo). O controladores são Vogel e os co-fundadores da Bitso Pablo Gonzalez e Benjamin Peters. Esse último é também o diretor de tecnologia da empresa.

A Bitso é uma das mais longevas e maiores exchanges da América Latina, ao ser fundada em 2014. A empresa afirma ter seis milhões de clientes na região. Os números por países não são revelados. Entre seus investidores estão Coinbase, Tiger Global Management, Valor Capital Group, Kaszek e Pantera Capital. Segundo o Crunchbase, a Bitso levantou US$ 314,5 milhões em sua trajetória.

A Bitso também foi uma das premiadas na edição 2022 do Prêmio Banking Transformation – antes Prêmio Relatório Bancário – realizado pela Cantarino Brasileiro e que tem foco em inovação no ecossistema financeiro.

A Bitso teve reconhecimento em três categorias. Recebeu o prêmio Empresa do Ano na categoria Ecossistema Financeiro, um dos principais, além de ser reconhecida como Top 3 na categoria Tecnologias do Futuro pelo case ‘Primeiro ingresso para jogo de futebol comprado com criptomoedas no Brasil’. Na categoria ESG, também teve reconhecimento pelo case ‘Inovando e investindo em benefícios pioneiros para promover a inclusão e igualdade de direitos na força de trabalho’.

A exchange e o banco digital Zro Bank foram os primeiros premiados até agora do setor cripto. Assim, se juntaram a nomes como Agibank, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), Nexo, 7COMM, Stefanini e Brinks.

Caso você tenha se interessado sobre, este tema será abordado mais a fundo no evento presencial Bancos Digitais – Disrupção: a estratégia para a sobrevivência, que será realizado no dia 18/5, no CIEE, pela Cantarino Brasileiro.

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