Binance anuncia compra de corretora de investimentos Sim;paul

"A mídia é essencial para construir ampla compreensão e educação dos usuários, diz CZ, fundador da Binance sobre Forbes.

A Binance está comprando a corretora Sim;paul Investimentos. A startup tem permissão de operação no país. Assim, a bolsa de criptomoedas terá um braço local que opera dentro das regulações locais. A empresa é a maior em transações de criptos no Brasil, mas já teve suspensão de oferta de produtos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A operação precisa de aprovação tanto da comissão, quanto do Banco Central (BC).

A Sim;paul chegou ao mercado há cerca de dois anos e pelas mãos de profissionais que passaram pelo setor financeiro. Pretendia ser uma forma mais simples de investimentos para os clientes. Mas, ao longo do tempo afirmou que no seu mercado entraram concorrentes de peso. Assim, há um mês anunciou a venda de sua carteira de clientes, com cerca de R$ 1,2 bilhão de ativos sob custódia para a plataforma Guide. O perfil desses clientes era de wealth management, ou seja, com renda ou patrimônio altos.

Em entrevista ao Valor em agosto de 2021, a Sim;paul afirmou que a nova ambição da plataforma era a de servir como incubadora para gestoras de patrimônio. Dessa forma, ofereceria a estrutura tecnológica que construiu para o transacional ou de serviços fiduciários. O objetivo era ter 50 parcerias até o final de 2022.

As empresas não deram detalhes da transação e nem o atual tamanho da Sim;paul. De acordo com fundador da Binance, Changpeng Zhao, o CZ, em comunicado, “em um mercado em rápido desenvolvimento como o brasileiro, o ecossistema blockchain, que inclui mas não se limita a criptomoedas”.

A aproximação entre investimentos tradicionais e criptomoedas só avança. Em maio passado, o próprio 2TM, holding do Mercado Bitcoin, anunciou a compra da gestora de recursos ParMais, além de se tornar sócia minoritária por dívida conversível do FIDD Group, que faz administração, controladoria, custódia e distribuição de fundos.

Assim, essas empresas criam um ecossistema em que podem oferecer um leque maior de investimentos aos cientes, que podem montar uma carteira parte tradicional, parte em criptomoedas. Além disso, se aproximam do mundo regulado, o que pode ser um benefício no relacionamento com os reguladores.

No Brasil, em julho de 2020, a CVM determinou que a empresa parasse de oferecer a clientes do país derivativos de criptomoedas por não ter autorização local para isso.

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