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Socialtech Ribon capta R$ 20 milhões e quer ser DAO

Fundadores da Ribon, que vai se tornar DAO.

A socialtech brasileira Ribon, que criou uma plataforma de doações usando gamificação, concluiu uma rodada pós-semente de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 20 milhões) liderada pelo Valor Capital Group e com participação de empresas como a 2TM, holding do Mercado Bitcoin. O modelo de negócio da Ribon foi considerado uma das 10 soluções digitais mais criativas e inovadoras na área de doações diárias no mundo pela Fundação Bill e Melinda Gates. “Migramos todo o nosso modelo de negócios para um modelo descentralizado, em blockchain. Foi com isso em mente que levantamos mais uma rodada com investidores internacionais de cripto”, disse Rafael Rodeiro, cofundador e CEO da socialtech.

Na plataforma, os doadores, que a Ribon chama de promotores, colocam dinheiro num pool de doações. Plataformas integradas à Ribon recompensam seus usuários do pool com a experiência de doar o recurso que está lá disponível. Esses usuários escolhem para onde e quanto deve ir a doação. A doação é em Ribons, créditos digitais.

“A Ribon tem um modelo de negócio inédito, que não existe em outros países. E é um dos primeiros protocolos DAO (Organização Autônoma Descentralizada) do Brasil a levantar um aporte. Os investidores não estão familiarizados com a proposta”, afirma Rodeiro. 

A socialtech está migrando o modelo para blockchain e cripto. Em junho próximo, está prevista a publicação do código aberto em blockchain. Em agosto haverá o envio das primeiras doações por meio do protocolo da startup. Em outubro deste ano, é o lançamento do token de governança. A descentralização para tornar a socialtech uma DAO começa em novembro, modelo que vai gerir a plataforma.

O Valor Capital é um fundo que já investe em várias startups de blockchain. Além dele e da 2TM, entraram na rodada a Bitkraft, Kenetic e investidores anjos como Gabby Dizon (CEO da YGG) e Fernando Martinelli (CEO da Balancer). O dinheiro vai para o crescimento aqui e internacionalização da Ribon.

De acordo com Rodeiro, apesar da mudança para DAO, a experiência de doação permanece a mesma com blockchain. Mas, o protocolo da Ribon fica aberto e com isso as empresas poderão fazer as integrações de forma mais fácil. “Além disso, as pessoas que utilizam a plataforma receberão tokens, que de certa forma representam uma parte do protocolo.”

Rodeiro criou a socialtech em 2016 junto com Carlos Menezes e João Moraes. A startup diz que consegue aumentar em até 60% o volume de doações institucionais que fundações filantrópicas e empresas fazem. Ao mesmo tempo, estimula a cultura da doação individual por meio da gamificação. Como exemplo, Rodeiro diz que se uma empresa tem um valor para doar, a Ribon transforma isso em vouchers e distribui para pessoas na sua plataforma ou em canais de empresas parceiras. A startup diz que tem quase 60 mil usuários, ou doadores individuais, ao mês. 

Em seu site, a informação é de que 318.985 pessoas fizeram alguma doação por meio da Ribon, enquanto 218.582 foram impactadas e R$ 951.463 foram doados. E afirma ainda que ajudou 29 instituições ou projetos, com destaque para PACE, Pão é Vida e Living Goods.

Seu objetivo é que quem escolhe para onde vai o dinheiro do pool também se anime e faça doações. E é disso que vem 60% a mais gerados pela socialtech sobre o valor que os parceiros doam. “Após ter essa experiência, muitas pessoas se interessam pelo movimento e começam a doar do próprio bolso. A maneira mais fácil de mostrar que fazer caridade é uma coisa boa e eficaz é criar uma experiência positiva”, diz Rodeiro. 

Nesse cenário, todos ganham: fundações e empresas arrecadam mais dinheiro, mais projetos sociais e comunidades recebem ajuda e mais pessoas se conectam por um senso de responsabilidade social que, mais do que nunca, exige um compromisso constante.

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1 comentário em “Socialtech Ribon capta R$ 20 milhões e quer ser DAO”

  1. Fico me pergutnando o que um fundo de investimentos tem de interesse numa plataforma de Doações para projetos ESG?

    As DAOs são hoje, sem sombra de dúvida, a nova fronteira do crime corporativo contra a poupança pública.

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