BEE4 faz parceria com europeia C-MORE para medir maturidade ASG de empresas listadas

Patricia Stille, CEO da BEE4. Foto: Sergio Zacchi, BEE4.

A BEE4, startup de negociações de ações tokenizadas de pequenas e médias empresas (PMEs), fechou uma parceria com a C-More, de Portugal, que mede o grau de maturidade ASG – práticas de respeito ao meio ambiente, social e governança – de empresas. Com isso, num projeto piloto, fará essa avaliação para as empresas listadas e PMEs da BBE4. Assim, permite que definam e implementem ações para crescerem com alinhamento a essas políticas.

A C-More é uma empresa B, ou seja, que busca equilibrar propósito e lucro. Neste primeiro ano do piloto, as empresas na BEE4 terão acesso à avaliação sem custo. Para isso, precisarão responder a um questionário de 40 questões sobre a adoção de boas práticas ASG.

De volta, recebem pontuações e relatórios com potenciais planos de ação. As recomendações estão também em linha com regulações internacionais, como a europeia, o Global Reporting Initiative (GRI) e o Pacto Global e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ONU).

As empresas listadas que aderirem ao diagnóstico realizarão o assessment e, como primeiro passo, receberão um selo da BEE4, demonstrando a participação da empresa na avaliação. A ação não é obrigatória e os resultados são privados, não sendo necessário divulgação dos mesmos.

A BEE4 já aplicou o diagnóstico. Ficamos satisfeitos com os resultados e com a experiência na plataforma. Tivemos bom desempenho em frentes como ‘Compromisso de Liderança’ e ‘Ação local’, além dos segmentos ‘Relatando o Progresso’, ‘Fortalecendo a Sociedade’ e ‘Negócios com Princípios’. Hoje, as mulheres já representam 60% da nossa liderança, reafirmando que diversidade é um valor estratégico para nós. Mas o interessante do processo é que identificamos oportunidades de evolução também e já estamos traçando os nossos planos de ação”, afirmou Patricia Stille, CEO da BEE4.

“Os princípios de práticas ASG não precisam chegar na pauta só quando as empresas se tornam maiores. Nessa jornada de evolução e crescimento, acreditamos que essas iniciativas e as políticas de diversidade são cada vez mais urgentes e os investidores estão cada vez mais atentos a isso, principalmente os institucionais”, segundo ela.

Além disso, completou, globalmente, novos produtos com foco em ASG estão surgindo, gestores estão lançando mandatos e precisamos apoiar as empresas já listadas e as futuras que estão por vir, a se tornarem alvo desses investidores”.

“O mais valioso é conhecer os pontos que podem ser aprimorados e, com isso, ter a oportunidade de desenvolver um plano de ação. Temos como objetivo, nesse momento, que as empresas participem do diagnóstico e aprendam mais sobre os temas relacionados a ESG”, afirmou Stille.

Por isso, a BEE4 vai desenvolver conteúdos sobre o tema, para promover conhecimento e provocar reflexões. “Sabemos que com o tempo, isso também trará como benefício mais atratividade para essas PMEs. Temos segurança de que essa iniciativa irá corroborar com nosso propósito de transformação do mercado de capitais”, apontou Stille.

Vários estudos indicam uma relação entre ASG e resultados financeiros mais positivos. Um deles é da Bain & Company com a EcoVadis. O levantamento mostra que companhias com mais mulheres entre os executivos, por exemplo, se classificaram entre as 25% melhores de seu setor. Além disso, têm crescimento da receita anual cerca de 2 pontos percentuais acima da que não adotam práticas de ASG, cujas margens de lucro EBITDA também são, em média, 3 pontos percentuais mais baixos.

“Fomos atrás de uma empresa especializada, validada e reconhecida pelo mercado, que tem metodologia testada e baseada em pesquisas e artigos científicos voltados a riscos e gestão ESG. Além disso, já atende empresas como Endeavor, Falconi e Cause, no Brasil”, afirmou a CEO da BEE4.

“Bolsas por todo mundo estão avançando nesse sentido, e o olhar para ESG é muito estratégico para a BEE4, por isso nos propusemos a ir mais a fundo nessas iniciativas. Estamos falando da construção de um futuro sustentável e responsável, beneficiando tanto as empresas quanto a sociedade e a economia”, avaliou a CEO.

A BEE4 já participou de iniciativas como o “Ring the Bell for Climate”, em dezembro passado, da World Federation of Exchanges (WFE). Em março passado, promoveu um “Ring the bell for Gender Equality”, pela igualdade de gênero, promovido pela Sustainable Stock Exchanges Initiative (SSE), World Federation os Exchanges (WFE), o Pacto Global, ONU Mulheres e International Finance Corporation (IFC).

“Pensamos um SaaS eficiente com capacidade de adaptabilidade e flexibilidade acima da média. Isso permitiu aos nossos clientes o acesso a financiamentos públicos e a capital de forma mais ágil, com condições mais favoráveis por serem ‘ASGíveis’. Nossa abordagem e avaliação de maturidade despertam as empresas para o início de suas jornadas. Ao capacitar toda a cadeia de valor, observamos um grande avanço em direção a um mundo – e uma economia – melhores”, explica Carolina Almeida Cruz, CEO e Cofundadora da C-MORE.

A C-MORE compilou dados financeiros e de ASG de mais de 10 mil empresas de todo o mundo com histórico de 6 anos. Nos últimos 12 meses, ganhou mais de 20 clientes no mercado LATAM, sendo pouco mais de 10 deles no Brasil. Entre seus clientes, estão a IBM global e Sociedade Interbancária de Serviços, que inclui 17 bancos nacionais e internacionais em Portugal, como Santander e Caixa Geral de Depósitos.

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