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Banco Interamericano busca projetos com criptoativos para proteção da natureza

Banco Interamericano poderá dar fundos a projetos escolhidos. Foto: Pantanal, José Sabino. Pixabay.

O IDB Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (IDB), está buscando soluções que usem tokens para promover a conservação da biodiversidade e facilite o combate à mudança climática. O desafio “Tokens Digitais para a Inovação da Biodiversidade“. O desafio está aberto até o próximo 12 de agosto e o anúncio dos projetos escolhidos será em setembro próximo. Esses poderão receber fundos para desenvolvimento. A iniciativa tem foco em 26 países da América Latina, inclusive no Brasil.

A instituição espera receber propostas em dois pilares. Um deles é o de promoção da conservação ou regeneração da biodiversidade com soluções inovadoras o uso apropriado da tecnologia blockchain e de ativos digitais. Além disso, esses projetos devem levar em conta, de forma especial, o contexto, a inclusão social e econômica de pobres e vulneráveis e participação das lideranças de comunidades locais na conservação dos recursos naturais.

Um outro pilar tem foco em aumentar a conscientização e criar redes de pessoas que trabalharão na indústria de tecnologia nas áreas de biodiversidade. Assim como favorecer a inclusão e o respeito a protocolos de governos nessa área, incluindo sistemas de monitoramento.

Banco Interamericano e rede blockchain LACChain fazem desafio

A iniciativa é do Natural Capital Lab, braço do IDB que fornece recursos para projetos que tenham relação com a biodiversidade, e a LACChain, a rede blockchain da região e que o IDB Lab coordena. Os ativos digitais “podem ser amplificadores de ações para parar ou reverter a perda da biodiversidade e promover soluções amigáveis ao meio ambiente. No entanto, as possibilidades desses instrumentos nesse campo foram pouco exploradas e na América Latina, isso acontece de forma mínima”, diz o IDB Lab no anúncio do desafio.

De acordo com o Natural Capital Lab, embora a América Latina e o Caribe representem apenas 16% das terras no planeta, têm 40% da biodiversidade biológica, sete das 25 reservas de biodiversidades ameaçadas de destruição, seis dos 17 países megadiversos e 11 dos 14 biomas terrestres. Além disso, tem mais de 30% da água fresca disponível no planeta e quase 50% das florestas tropicais. Isso tudo é riqueza para esses países, mas não apenas natural. Pode também ser econômica por meio de ações como turismos, pesquisa e até exploração econômica se feita de forma não destrutiva e sim protetiva e regenerativa.

Mas, não é o que tem acontecido, já que um estudo da WWF mostrou que as Américas do Sul e Central perderam 89% das populações de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios. Além disso, há a perda da floresta com a ação ilegal e abusada do ser humano. A consultoria McKinsey estima que preservar e restaurar os ecossistemas necessita de U$ 300 bilhões a U$ 400 bilhões ao ano. Mas a quantia fica em US$ $52 bilhões de dinheiro público e de filantropia.

As informações do desafio estão em https://convocatorias.iadb.org/en/bid-lab/digital-tokens-biodiversity

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