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Wozniak, co-fundador da Apple, lança tokens para financiar projetos de eficiência energética

Woz investe num mercado que movimenta US$ 240 bi ao ano. Foto: Efforce.

Steve Wozniak, o “Woz” que criou a Apple com Steve Jobs numa garagem em 1976, colocou para funcionar sua segunda empresa, que desta vez opera no crescente e bilionário mercado de eficiência energética, em blockchain e com emissão de utility tokens.

A empresa, a Efforce, é uma plataforma que permite a qualquer investidor, grande ou pequeno, apostar em projetos de ganhos de eficiência energética e redução de emissão de carbono. Esses projetos podem ser também de qualquer tipo de empresa e em qualquer lugar do mundo. Wozniak disse que essa é a primeira plataforma do tipo no mundo.

O projeto está sendo gestado há três anos. Seu token, o Efforce – a sigla é Wozx -, foi listado nesta quinta-feira (3) na exchange HBTC.com. Nos primeiros 13 minutos, atingiu uma capitalização de mercado de US$ 950 milhões, dez vezes mais do que o preço listado. Segundo a empresa, serão emitidos 1 bilhão de tokens em 10 anos e nada mais. Na próxima semana, a listagem será na Bithumb Global.

Ganhos distribuídos para sempre

Quem tiver interesse em financiar os projetos apresentados na plataforma, compra os tokens como investimento futuro. As empresas implantam os projetos com os recursos dos tokens e o que for economizado é registrado em tempo real na blockchain. No final, um contrato inteligente redistribui os ganhos para quem tiver os tokens e para as empresas.

Os consumidores também poderão comprar os ganhos de energia gerados pelas empresas para compensar suas contas de eletricidade. Pelo menos 1% dos ganhos serão redistribuídos para todos que têm tokens e para sempre, segundo o white paper do projeto. Além disso, poderão ser usados como direitos de votos sobre a governança da plataforma, por exemplo.

A Efforce afirma que nos últimos 10 anos, o mercado de eficiência energética atingiu US$ 241 bilhões e aumentos anuais de 10%. A Agência Internacional de Energia estima que chegará a US$ 580 bilhões em 2025. A pressão dos consumidores para que as empresas sejam mais sustentáveis e políticas de governos como o da União Europeia para reduzir a emissão de carbono podem incentivar esse mercado.

No caso da Efforce, o sucesso da Apple também coloca expectativas de que tudo vai dar certo. Mas é sempre bom lembrar que tokens dependem do sucesso dos projetos, portanto, têm um risco embutido.

Emissão em fases

No primeiro ano do projeto serão emitidos 25% dos tokens. Até 20%, ou 200 milhões deles, serão usados para incentivar quem participa da plataforma. A mineração começará quando os projetos forem lançados e os ganhos vão caindo ao longo do tempo.

“Podemos salvar o meio ambiente fazendo simplesmente melhorias energéticas, sem mudar nossos hábitos”, afirmou Wozniak num comunicado.

“Neste momento, muitas empresas pequenas estão tendo dificuldades”, disse”, said Jacopo Visetti, co-fundador e líder do projeto. Isso significa que as empresas não conseguem nem mudar sua iluminação para LED, por exemplo, completou. A ideia, agora, é exatamente prover recursos para esses negócios.

A Efforce tem executivos com experiência em energia. Em 2010, Visetti fundou a AitherCO2, baseada em Milão, que presta serviços para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade das empresas. A empresa tem receita anual de US$ 240 milhões e não recebeu dinheiro de investidores. As duas empresas têm no time pessoas com experiência em energia.

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