Transações de BRZ, stablecoin pareada em real, triplica em 2022

O número registrado de operações da BRZ (Brazilian Digital Token), principal stablecoin pareada ao real, praticamente triplicou entre 2021 e 2022. Entre janeiro e abril de 2021 foram 64.672 transações, enquanto no mesmo período de 2022 foram 194.897. Há indícios também que mais usuários do varejo fizeram transações. A cripto é emitida pela Transfero, um ecossistema de soluções financeiras baseadas em moedas digitais e quem foco em B2B.

O número de transações neste ano supera o de USD Coin (USDC), uma das referências em criptomoedas que tentam ser pareadas ao dólar e que chegou a 88.456. Theter (USDT), maior stablecoin, registrou 285.673 operações no período.

Em valores, as operações com BRZ de janeiro a abril de 2022 chegaram a R$ 2,4 bilhões, enquanto em igual período de 2021 foram R$ 1,33 bilhão. No total, há R$995,600,918 de BRZ em circulação.

“O BRZ está seguindo a trajetória para a qual foi desenhado, ou seja, para ampliar as alternativas de negociação dos investidores brasileiros e conectar o mercado local com as exchanges globais”, disse Safiri Felix, diretor de Produtos e Parcerias da Transfero.

Uma das informações da Receita Federal é de que o valor médio por transação de BRZ caiu. Em dezembro de 2019, o valor era de R$ 528,65 mil. Já em abril de 2022, era de R$ 13.060,44. Para Felix, está aí um indicador de maior entrada de investidores de varejo no mercado.

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