Taxa da rede bitcoin recua após recorde e preço da cripto se recupera

A cotação do bitcoin se recuperou ao longo do final de semana depois da queda que aconteceu após o halving, às 21h09 da última sexta-feira (19). Mas, o que bateu recorde depois do corte de 50% da taxa de compensação dos mineradores por bloco minerado, e depois despencou fortemente, foi a taxa de transação na rede. Essa, inclusive, foi a principal notícia do último final de semana pós-halving, afirmou a Kaiko Research.

O bitcoin era negociado numa faixa de US$ 66,3 mil às 16h (horário de Brasília) desta segunda-feira, uma alta de 2,48% em 24 horas. Chegou a US$ 66,8 mil pela manhã, melhor preço desde este halving, que foi o quarto na história da rede. A compensação agora é de 3,125 BTCs por bloco minerado. Segundo a Kaiko Research, a alta do preço do bitcoin no dia do quarto halving superou as registradas nos dias dos três halvings anteriores. O gráfico mostra essa variação.

Taxas da rede

Já as taxas da rede chegaram a um recorde de US$ 146 para as transações de prioridade média e também atingiu US$ 170 para as de alta prioridade.. No momento do halving, o bloco 840 mil o que mais pagou taxas na história de desempenho da rede até então, sendo o mais caro já minerado, disse Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio. Foram cerca de 37 bitcoins e mais a recompensa de 3.125 BTC, totalizando 40.7 BTC, completou. A taxa na Ethereum foi de US$ 3 naquele dia.

O anúncio de lançamento do Runes, protocolo que torna mais fácil emitir tokens fungíveis na rede Bitcoin, ajudou a aumentar a taxa. O criador do Runes é o desenvolvedor Casey Rodamor, que em janeiro de 2023 também criou Ordinals, uma forma de criar tokens não-fungíveis (NFTs) na rede bitcoin adicionando dados como imagens num satoshi, o “centavos” do bitcoin.

O gráfico abaixo da Kaiko Research mostra o desempenho das preços das taxas nas rede Bitcoin e Ethereum desde fevereiro passado. No Mempool.Space, as taxas médias de transações de média prioridade e de alta prioridade na rede bitcoin estavam em US$ 11,76 e US$ 12,60, respectivamente.

de Web3, apontou algumas curiosidades em relação ao halving do bitcoin, ocorrido na última sexta-feira (19).

Segundo Cauê Oliveira, líder de análise on-chain da edtech BlockTrends, durante o halving, quase 75% da recompensa dos mineradores veio de taxa naquele momento e por conta do lançamento do protocolo Runes.

“Muitas pessoas queriam ser as primeiras a emitir alguns tokens, bem no meio do halving, o que elevou consideravelmente a taxa de transação. Isso nos dá uma ideia de como o bitcoin funcionará quando a mineração não for mais possível ou muito custosa. A remuneração da rede se dará majoritariamente pelas taxas de transação, mantendo a sustentabilidade da rede para além da criação de novas moedas”, completou.

Recuperação do bitcoin

Com a alta das últimas horas, o bitcoin conseguiu recuperar também as perdas da semana passada, de 3,9% em sete dias até então. Logo após o halving, que aconteceu com a mineração do bloco 840 mil, a cotação caiu e encostou em US$ 60 mil. Agora, em sete dias a valorização da criptomoeda é de 5,26%, em um mês é de 4,41% e em um ano, de 140%.

Para Ana de Mattos, “caso o preço do bitcoin supere a resistência dos US$ 67.650 com bastante fluxo comprador, as próximas resistências estão nas extremidades do range que vem sendo respeitado desde 05 de março. Isso significa faixas de preços de US$ 70.700 e US$ 73.777”.

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