Securitizar, Fido, Bolsa OTC, NF e 7COMm emitem tokens financeiros de valores atrativos para PFs

Tokens são de CCBs no valor médio de R$ 10 mil. Imagem: StockSnap, Pixabay.

No início deste mês, a Securitizar, especializada em captar recursos para securitizadoras, estruturou três operações privadas de tokenização de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), com valores reduzidos e focadas na alocação em pessoas físicas. O emissor foi a NF Securitizadora, que utilizou como lastro recebíveis performados, ou seja, que representam serviços e produtos que já foram entregues. As transações tiveram ainda as participações da Fido Sociedade de Empréstimo Entre Pessoas, que foi a emitente das CCBs, da Bolsa OTC Brasil, que forneceu a infraestrutura, e da 7COMm, que prestou apoio de desenvolvimento e suporte.

O valor médio das emissões tokenizadas de CCBs foi de R$ 10 mil cada. A partir daí, cada emissão foi fragmentada em tokens bem menores, segundo disse o grupo ao Blocknews. Dessa forma, testou-se algo que o mercado costuma apontar como uma das vantagens de blockchain, que é o fracionamento de ativos. Isso pode dar acesso a mais pessoas aos produtos do mercado financeiro. Os valores unitários dos tokens não foram revelados.

“Foram emissões direcionadas a facilitar o acesso a crédito, mas também avaliar o potencial de distribuição desse novo tipo de ativo digital”, afirmou Valmir Duarte Costa, CEO da Securitizar. Assim, o grupo provou um modelo que pode apontar como a criptoeconomia vai operar no futuro.

A Fido, uma plataforma de conexão para empréstimos entre pessoas, foi a responsável pela emissão e liquidação do ativo financeiro. “Foi um passo importante para compreendermos a nova cadeia de valor que se forma a partir da emissão e tokenização de um ativo financeiro tradicional, no sentido da democratização do acesso e da facilitação de um mercado secundário”, disse Gabriel Barja, fundador da empresa.

Já a Bolsa OTC Brasil registrou, fragmentou e alocou a titularidade dos tokens das CCBs. A empresa é uma tokenizadora que fornece infraestrutura para ativos digitais regulados para o mercado financeiro por meio de tecnologia de livro-razão distribuído (DLT) e está no sandbox do Banco Central (BC). Para seu CEO, Paulo Oliveira, “a tokenização abre a possibilidade para que as pessoas tenham acesso a novas opções de investimentos, aliada à liquidez de seus tokens de renda fixa”.

“A infraestrutura DLT que desenvolvemos proporciona o controle de titularidade e cadeia de endosso, garantindo que a negociação seja totalmente rastreada. Porém, mantendo o sigilo necessário de cada transação efetuada”, completou Nayam Hanashiro, CTO da Bolsa OTC Brasil.

Como parceira estratégica da Bolsa OTC, a 7COMm participou da viabilização da arquitetura tecnológica da empresa. “A tokenização de ativos impulsionará novos negócios financeiros”, disse Sergio Yamani, diretor de Inovação da 7COMm, que provê soluções relacionadas a tecnologia blockchain há mais de cinco anos. Entre os projetos dos quais participa está o piloto do Drex, no consórcio com o Banco Inter.

As empresas afirmaram que a colaboração não para por aí. Ao contrário, vai avançar para criar volume de emissões, permitindo fomento ao acesso ao crédito e a um mercado secundário de ativos digitais regulados no Brasil. “Além disso, a parceria impulsionada pela eficiência no uso da DLT transforma a oferta pura e simples de um produto e viabiliza a composição de vários atores, explorando a especialidade de cada um deles, criando operações estruturadas que atendem tanto a ponta tomadora do crédito, quanto  o investidor de pequeno porte”, segundo o grupo.

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