Se houver potencial de riqueza, terrenos no metaverso poderão ser tributados, diz especialista

Imagem: Julien Tromeur, Unsplash.

Terrenos no metaverso poderão ser tributados no futuro, porque uma vez que se identifica potencial de riqueza, há possibilidade de tributação. A afirmação é da procuradora do Paraná e especialista em blockchain e criptoativos, Dayana Undre, que participou de um painel sobre o assunto no Smart Summit, que neste ano a XP Investimentos e a QR Asset Management promoveram no início deste mês, no Rio de Janeiro.

Embora seja digital, os ambientes que estão em plataformas de metaverso acabam por reproduzir certas questões do mundo real e, por tabela, levantam questionamentos jurídicos. Além da questão da tributação, um dos outros temas é o de assédio nesse ambiente.

Durante o painel “Impactos da Regulamentação do Mercado Cripto”, Karen Duque, head de Política Pública da Bitso, também defendeu a importância da legalidade para o avanço e a usabilidade das criptomoedas. Para Rodrigo Vieira, Partner da FC²MLaw, é importante se estabelecer a segregação patrimonial, para dar maior segurança aos clientes.

Pela primeira vez, o Smart Summit contou com um palco exclusivo para o universo Web3, produzido pelo BlockchaIn Rio. Com capacidade para 100 pessoas, o espaço trouxe palestras importantes sobre criptoativos e tecnologias descentralizadas como formas de investimentos, tendências do mercado cripto em 2023 e utilização de NFTs para fidelizar clientes.

EVE é a primeira e maior DAO só de mulheres

Numa apresentação, Cintia Ferreira, fundadora da EVE, Organização Autônoma Descentralizada (DAO) destacou o empreendedorismo feminino e como a primeira DAO só de mulheres se tornou a maior da América Latina.

A educação com foco em tecnologia também foi tema das discussões, no painel “A importância da educação no mercado de ativos digitais”. Carol Santos, fundadora e CEO da ONG Educar+, disse que neste ano, “as crianças do Educar+ vão aprender a usar impressoras 3D e terão aula de stopmotion (técnica de animação). Isso porque o Educar+ tem um compromisso com a comunidade do Complexo do Chapadão, em que tudo o que é novo, elas têm que conhecer, não devem ser os últimos. Então, tudo o que eu vejo como uma janela de oportunidade, eu levo para o meu território”. A ONG foi fundada em 2017 e atua em Anchieta, no Rio de Janeiro.

Chicão Bulhões, secretário econômico e de inovação do Rio de Janeiro, disse no Smart Summit que a intenção é transformar o Rio na capital da inovação e da tecnologia. “A prefeitura já tornou possível o pagamento de impostos em cripto. Se a sua empresa converte cripto em reais, faça a sua inscrição na prefeitura”, completou.

Durante o painel “Cripto Rio”, o secretário também citou iniciativas como o Programadores Cariocas, o Maravara, o WebSummit – evento internacional que terá uma edição no Rio – e outros que estão acontecendo na cidade sobre criptoativos.

*Larissa Barros é fundadora e CEO da Agenda Crypto, parceira de conteúdo do Blocknews.

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