O ex-sócio e ex-CEO do Mercado Bitcoin, Rodrigo Batista, está criando mais uma exchange para chamar de sua, a Digitra. E num mercado cada vez mais povoado de concorrentes. O executivo deixou o MB em 2019, quando vendeu sua participação aos irmãos Gustavo e Maurício Chamati. E na ocasião, Reinaldo Rabelo assumiu como CEO.
A empresa não informou a data de lançamento. Disse, no entanto, que o objetivo é ser uma plataforma global. Embora seu registro seja no Brasil, vai focar também em Europa e Ásia.
E informou também que o financiamento do projeto veio dos recursos dos sócios, mas que negocia a entrada de fundos. Além disso, afirmou que trará produtos inéditos, uma vez que acredita na junção das finanças tradicionais e dos ativos digitais.
A meta de Batista com a Digitra é bem ambiciosa: chegar a um cadastro de 1 milhão de clientes no final de 2022 e negociar R$ 30 bilhões nesse período. “O desafio é gigante. Mas era ainda maior quando entrei neste mercado e ajudei a dar o chute inicial dele no Brasil”, afirma.
A título de comparação, o MB, que é do grupo unicórnio 2TM, tem 2,8 milhões de cadastrados. A mexicana Bitso, também unicórnio, também veio para o Brasil. E há outros projetos do tipo em expansão ou de olho no Brasil.
Batista quer Digitra no mercado externo
O projeto da Digitra tem 16 pessoas. A Fireblocks, especializada na guarda e seguro dos ativos digitais, é parceira da bolsa. A tecnologia que vai usar, segundo Batista, é própria. para instituições financeiras.
Depois que saiu do MB, Batista estudou administração de empresas em Harvard, no OPM, em Harvard. Lá, também estudaram empreenedores como Beto Sucupira da Ambev e o publicitário Nizan Guanaes.
Batista também investiu na criação de startups, inclusive na Digitra. O executivo começou a se interessar por criptos quando criava softwares para negociações financeiras tradicionais.