Vórtx QR, primeira bolsa de tokens financeiros, busca investidores e emissores

Bolsa de tokens está no sandbox da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Vórtx QR Tokenizadora iniciou, nesta sexta-feira (1), o cadastro dos investidores e emissores interessados em atuar na tokenizadora, que tem previsão de ser lançada no próximo mês. Essa ação é a primeira fase da operação da exchange de tokens de títulos mobiliários, como cotas de fundos, que a startup está implantando. O projeto é um dos quatro que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) selecionou para seu sandbox em outubro de 2021.

A startup vai escolher doze emissores de ativos. O objetivo da empresa, com a bolsa, é tornar os processos mais simples e mais baratos. Isso pode trazer novos investidores para o segmento de tokens. Os próprio usuários – investidores e emissores – vão fazer as transações.

Para operar na tokenizadora, um projeto inovador não apenas no mercado brasileiro, investidores e emissores deverão abrir uma conta na Vórtx DTVM. A conta funcionará como uma carteira digital que receberá os recursos, que depois a exchange vai utilizar. O cadastro está disponível no site da tokenizadora.

A Vórtx QR Tokenizadora é uma joint venture entre a Vórtx, fintech de infraestrutura para o mercado de capitais que tem R$ 500 bilhões em ativos em sua plataforma, e a QR Capital. Essa última é uma holding do setor de blockchain e criptoativos e uma de suas empresas é a QR Asset, que oferece fundos com exposição a criptomoedas.

Vórtx Tokenizadora será bolsa para ligar investidores e emissores

Por estar no sandbox, o projeto teve dispensas regulatórias. Assim, a CVM permite a experimentar se o modelo funciona de forma a trazer inovação e mais eficiência para o mercado. Mas, sem destruir o o setor atual de valores mobiliários. E se der certo, a CVM precisa avaliar o que precisa adaptar na regulação atual para acomodar essas transações.

Especialistas do mercado afirmam com frequência que com blockchain, poderá haver um movimento de “tokenização de tudo”. Nos testes do real digital do Banco Central, por exemplo, também há um projeto de tokenização do Santander.

De acordo Juliano Cornacchia, CEO e co-fundador da Vórtx, a Vórtx DTVM é um dos projetos mais revolucionários de digitalização do mercado de capitais dos últimos anos. “Estamos embarcando muita tecnologia nesse projeto, de forma a tornar mais simples e com menor interferência todas as transações do nosso mercado. Esse produto cria a possibilidade de simplificar transações extremamente burocráticas e de reduzir drasticamente os custos envolvidos”.

Projeto tenta unir mercado tradicional e de cripto

Para Fernando Carvalho, CEO da QR Capital, “este é mais um passo
importante do mercado cripto em direção a uma futura e ambiciosa fusão com o mercado tradicional”.

O Blocknews acessou a plataforma das 15h30 às 17h30 e o sistema não estava realizando o cadastro. Procurada, a Vórtx afirmou que verificaria o problema.

Correção, 19h50: Após a publicação da matéria, a Vórtx enviou um novo comunicado à imprensa em que excluiu a citação de que as atividades da tokenizadora “serão reguladas, proporcionando a oferta, a intermediação de Valores Mobiliários Digitais (VMDs) para distribuição com esforços restritos com base na ICVM 476, além da custódia para investidores em plataforma digital, escrituração distribuída de VMDs, negociações e liquidação de negócios com de VMDs.” No comunicado corrigido, a empresa afirmou que “as atividades que poderão ser realizadas na tokenizadora, além de serem reguladas, serão realizadas diretamente pelos usuários investidores ou emissores.”

A empresa também excluiu a informação de que os doze emissores de tokens escolhidos serão prestados serviços de escrituração de debêntures, cotas de fundos de investimento fechados, cédulas e certificados de
depósito de valores mobiliários.

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