Parfin, que tem de blockchain a custódia e negociação de criptos, levanta R$ 80 milhões

Marcos Viriato, CEO da Parfin. Imagem: Parfin.

A Parfin, que tem uma plataforma para custódia, negociação, tokenização e gestão de ativos digitais e uma blockchain permissionada para instituições reguladas, levantou US$ 15 milhões, cerca de R$ 80 milhões com um grupo de investidores que inclui a bolsa de valores brasileira B3. A fundação da empresa foi em 2019 e seus sócios, em 2021, afirmavam que queriam conectar a “Faria Lima”, ou seja, o mercado financeiro tradicional, com o de criptoativos. Com os sandbox e o avanço da regulação no Brasil, isso acontece com cada vez mais força.

A B3 fez o investimento por meio do seu fundo de investimentos L4 Venture Builder e a operação precisa da autorização dos reguladores locais. “A Parfin é um excelente parceiro com time e stack tecnológico sólidos” disse Pedro Meduna, Co-founder da L4 Venture Builder.

A líder do investimento é a Framework Ventures, venture capital de San Francisco (EUA) focada em criptoativos. A empresa tem em seu portfolio investidas como Aave e o Maple, protocolo que permite empréstimos subcolaterizados para investidores institucionais. Também participaram o Valor Capital, que investe em empresas como CloudWalk, Coinbase e Credix, e a Alexia Ventures, que já investiu na Pods. 

De acordo com a empresa, os recursos irão para continuar o desenvolvimento de produtos existentes e novos e para expansão global. Uma dos produtos é a blockchain permissionada Parchain, uma Ethereum Virtual Machine (EVM) para finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos regulados.

A Parfin está num dos projetos de testes do real digital, a moeda digital do Banco Central (CBDC). O projeto é com o Santander e testa a tokenização e negociação de direitos de propriedade de bens como automóveis e imóveis. “Captar esses recursos em um mercado complexo e desafiador nos dá ainda mais confiança na estratégia, tecnologia e produtos da Parfin”, diz Marcos Viriato, CEO e co-fundador da Parfin.

O produtos da Parfin incluem também Crypto as a Service (CaaS), uma API para instituições oferecerem cripto aos usuários finais, a MPC (Multi-Party Computation) Custody, gestão de tesouraria, negociação em mais de 20 exchanges, OTC desks e bancos, relatórios de atividade dos usuários e reports fiscais.

“Apesar do forte crescimento do DeFi e da indústria de cripto estar mais acessível, a maioria das instituições ainda não adotaram e não se integraram totalmente ao web3, devido à uma série de preocupações sobre requisitos regulatórios e riscos técnicos de segurança,” afirmou Brandon Potts, Principal na Framework Ventures.

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