Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Parfin, que quer ligar mercado financeiro a criptomoedas, recebe aporte de R$ 34 milhões

Alex Buelau, CTO, Marcos Viriato, CEO, e Cristian Bohn, CPO da Parfin. Foto: Parfin.

A Parfin, fintech que oferece serviços de custódia, negociação e gestão de cripto, recebeu um aporte de R$ 34 milhões. O valor será usado para expandir a equipe, em especial na área de tecnologia. Assim, a operação é uma extensão da rodada de captação de R$ 8 milhões de março ano.

“Os valores captados são essenciais para a expansão da empresa, desenvolvimento de produtos e soluções, o que inclui expansão dos serviços ligados a finanças decentralizadas (DeFi) e suporte a novos protocolos blockchain com staking (disponibilizar criptoativos numa rede e ter rendimento com isso)”, afirmou Marcos Viriato, CEO da Parfino CEO.

Nos próximos meses, a Parfin também vai lançar soluções para facilitar a troca instantânea de cripto. Em especial moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e stablecoins. O Banco Central do Brasil começará em 2022 os testes com sua CBDC, ou seja, o real digital.

O líder da captação é o fundo global de venture capital (VC) Valor Capital Group, que já investiu em outras empresas de ligadas a criptomoedas. Dentre elas estão, por exemplo, a bolsa mexicana Bitso, a americana Coinbase, a empresa de finanças descentralizadas (DeFi) BlockFi, a Celo, responsável pela cripto Celo (cUSD) e a Circle, da cripto USDC.

Também está no grupo de investidores o fundo brasileiro de venture capital Alexia, que começou a investir há um ano. Entres suas investidas estão a Gaivota, de inteligência artificial para o agronegócio, e a Carbonext.

Parfin tem mesas de OTC usando sua solução para cripto

De acordo com Viriato, há grande demanda pelas soluções da empresa no Brasil, Europa e Estados Unidos (EUA). O executivo e seus sócios vieram do mercado financeiro convencional. Dessa forma, um objetivo da empresa é oferecer soluções que facilitem a entrada de investidores do mercado tradicional no de criptomoedas, fazendo a ponte entre os dois.

“No Brasil, já temos as maiores mesas de OTC (operação de balcão) utilizando nossa solução Crypto Plug & Play”, diz o executivo. A bolsa de cripto Foxbit usa esse serviço da Parfin. E, afirma Viriato, diversas plataformas de investimentos e bancos digitais estão em fase de implantação, com lançamento no primeiro trimestre de 2022.

No mês passado, a Parfin anunciou uma parceria com a dinamarquesa Sepior. Assim, passou a ser a única empresa brasileira que oferece custódia de ativos digitais com a tecnologia de computação multipartidária (MPC). Essa tecnologia permite armazenamento distribuído de partes de uma chave privada, para reduzir furtos e fraudes.

Além disso, a empresa tem o Parfin Terminal, para gestores de fundos e mesas de negociação, que consolida e gerencia um portfolio digital e câmbio automático através de parceiros bancários.

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