Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

XDEX, da XP, encerra suas operações por competição e falta de regulação

A XP encerrou hoje as atividades da XDEX, sua plataforma de transação de criptoativos. O aviso está na página “Institucional” do site da XDEX, que alega que “a projeção do mercado, competição e os poucos avanços regulatórios diminuíram as oportunidades encontradas no início do projeto.”

O projeto durou 17 meses e era uma parceria da XP com o fundo de private equity General Atlantic.

Segundo a empresa, os clientes receberam a comunicação completa do cronograma de encerramento. Eles devem encerrar suas posições em criptomoedas e sacar o saldo em reais em 30 dias a partir de hoje. Ao pedir a retirada, os recursos vão para a conta bancária cadastrada na XDEX em até 1 dia útil.

Se o cliente não fizer a venda de ativos em 30 dias, a XDEX vai fazer a operação e enviar o dinheiro para a conta cadastrada em até 3 dias úteis.

A empresa diz que pode ser contatada para dúvidas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, pelo site, aplicativo e telefone.

Mercado Bitcoin planeja 8 ativos digitais alternativos em 2020; token de consórcio é o primeiro

O Mercado Bitcoin lançou, ontem (25), o primeiro de oito ativos digitais alternativos, em formato de token, que pretende distribuir neste ano. Os R$ 816 mil em tokens de cotas de consórcio serão são vendidos ao preço unitário de R$ 100. O retorno esperado é de cerca de 190% a 209% do CDI, algo como de 8,11% a 8,9% ao ano, com o investidor recebendo o valor num prazo de 5 a 6 meses.

A empresa esperar lançar R$ 500 milhões em ativos digitais alternativos em 2020. Outros lançamentos que pretende fazer incluem um token relacionado a fluxo de pagamentos, semelhante a uma operação de recebíveis, e um token de direitos que clubes de futebol têm de receber sobre a venda de jogadores que formou, o chamado mecanismo de solidariedade. O Mercado Bitcoin já está conversando com 4 clubes da Série A para isso, disse ao Blocknews Reinaldo Rabelo, CEO da empresa.

No caso desse token, o clube antecipa potenciais valores de vendas futuras ao longo da carreira do jogador. Como não se sabe quantas serão, o investidor tem de planejar um número ao investir. Se houver mais vendas do que imaginava, sai ganhando. Do contrário, pode ficar no empate ou perder.

Entendendo o mercado

O preço do token representa 0,012% de uma cota. O valor total de recebimento do crédito da cota é calculado em cerca de R$ 845 mil, portanto, o investidor pode receber cerca R$ 103,61.

Essas cotas são de quem desistiu do negócio, inclusive porque não consegue mais pagar. A taxa de desistência no Brasil é de em torno 50%, segundo o Mercado Bitcoin. O prazo de retorno está relacionado ao fato de que as cotas são compradas, quitadas e o que é tokenizado é a carta de crédito, que deve ser paga em até 180 dias, segundo norma do Banco Central.

“Estamos lançando o primeiro lote para entender a percepção do mercado, fazer a leitura dos clientes, e depois vamos lançar volumes maiores”, disse Rabelo.

Tokens imobiliários e de energia

A empresa também avalia lançamento de tokens relacionados ao mercado imobiliário, “sem oferender nenhuma norma da CVM (Comissão de Valores Mobiliários)”, disse Rabelo. E olha ainda para oportunidades no mercado de energia e de  ativos bancários, como contratos “estressados”.  

O Mercado Bitcoin está distribuindo o que considera investimentos alternativos com algum risco, variável conforme o tipo de token, mas com possíveis retornos maiores do que os investimentos tradicionais. E são ativos que apenas grandes investidores costumam ter acesso. Nos consórcios, o risco é o da Caixa Consórcios, que é da Caixa Econômica Federal (CEF) e quem paga a cota contemplada, quebrar. Portanto, bem baixo.

Acontece que ao tokenizar, a empresa muda também lógica das negociações tradicionais, completa Rabelo, e isso pode ser mais interessante para quem vende e quem compra o ativo.

Tanto em precatórios como em consórcios, há mais dinheiro de investidor disponível do que ativos no mercado tradicional, afirma. Porém, o grupo de investidores é limitado e com muito dinheiro em caixa. A partir dos fundos levantados se vai atrás dos ativos. O resultado é que o dono do ativo o vende por um deságio alto e quem compra, como FDICs, ficam com tudo encarteirado e não distribuem.

Nova lógica de mercado

Na lógica do Mercado Bitcoin, a Concash vai atrás de ativos de quem quer vender, esse ativo é tokenizado e distribuído a investidores pequenos. Segundo Rabelo, se consegue reduzir em cerca de 50% o deságio de venda pelo dono do ativo. Esse deságio é de 40% a 80% no caso de consórcio.

“Como temos propósito de democratizar o mercado, estamos provocando a distribuição. Então, o volume disponível para comprar não é o problema”, afirma Rabelo. “Vamos ver se com o novo mercado que estamos abrindo haverá mais opções e redução de spread no mercado tradicional”.

Coronavirus

Há uma expectativa de empresas de consórcio de que pode haver um aumento de inadimplência ou desistência de detentores de cotas devido ao impacto econômico da pandemia do coronavírus. “Mas não é nossa função buscar spreads mais altos. Pode até haver aumento, mas não seria saudável para o ecossistema. Não é onde esperamos ganhar”, disse o executivo.

O Mercado Bitcoin distribui as cotas que o Mercado Bitcoin Digital Asset (MBDA) tokeniza. A plataforma usada é Ethereum O token pode ficar custodiado numa carteira digital de quem compra e ser pago na moeda criptografada Ether.

Rabelo diz que o Mercado Bitcoin sabia que o mercado alternativos era promissor e tem investido nele. “Foi interessante encontrar originadores de ativos que se beneficiaram também disso”. Do lado difícil está trazer inovação para um mercado conservador de investimento, completou.

O Mercado Bitcoin é pioneiro no lançamento de ativos digitais alternativos. Em precatórios, lançados no ano passado, já foram vendidos cerca de R$ 25 milhões de tokens.

Mulheres são 11% das investidoras do Mercado Bitcoin

As mulheres representam 11% dos investidores em criptoativos do Mercado Bitcoin, segundo um levantamento feito pela empresa. É um percentual bem abaixo, por exemplo, dos 20% apurados por uma pesquisa feita na Europa. Mas o percentual está acima da média internacional, de 5%.

Segundo o Mercado Bitcoin, 60% das mulheres pensam em investir até 25% de sua renda mensal e 44% buscam investimentos seguros, mas topam correr algum risco para terem mais retorno.

Das investidoras, 32,5% têm de 35 e 44 anos, enquanto as mulheres de 45 a 55 anos representam 21,5% do total.

Digitalização e falta de ação de governos da AL alimentam crimes com criptomoedas

Grupos de crime organizado na América Latina estão utilizando criptomoedas para lavar dinheiro e usam a dark web para contratar hackers e realizar crimes cibernéticos, segundo um estudo da IntSights, empresa de inteligência cibernética e blockchain, e da CipherTrade, empresa de inteligência de criptomoedas. Esse cenário é resultado da rápida adoção de tecnologias digitais e da falta de respostas dos governos aos crimes na internet, o que ajuda a fazer da região a pior em termos de lavagem de dinheiro no mundo,

Segundo o estudo, o Brasil é o país da América Latina que melhor está se preparando, em termos de legislação, para garantir a privacidade de dados. Há mais de 40 regulações nesse sentido e está prevista a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em agosto próximo.

A América Latina tem cerca de 460 milhões de usuários de internet, o equivalente a 70% da população da região. O Brasil e Colômbia respondem pela maior parte desse número e são, respectivamente, o segundo e o quarto no mundo no ranking de tempo que o usuário fica internet diariamente.

Sppyns, startup criada por brasileiros, obtém licença de órgão regulador suíço

A Sppyns, startup criada em 2017 por brasileiros da área de tecnologia e que negocia criptoativos, conseguiu a licença de operação da Autoridade Supervisora do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA, na sigla em inglês).

A licença é opcional, mas a Sppyns quer ter reconhecimento global, disse o diretor geral e co-fundador da empresa, Rodrigo Csizmar Borges, em comunicado. A startup tem um marketplace de criptoativos e uma plataforma de tokenização de ativos.

A Suíça é a base de outras empresas de criptoativos por ter criado um ambiente regulatório que facilita o desenvolvimento e a operação desses negócios. A Associação Libra, por exemplo, criada pelo Facebook para a o lançamento da stablecoin Libra, escolheu o país como sede.

Em Zug, uma região conhecida como paraíso fiscal, o governo local incentiva a instalação dessas empresas, o que criou o chamado “crypto valley”. A Sppyns é parte da Crypto Valley Association, que tem o apoio do governo e mais de

FC Barcelona entra na plataforma blockchain de esportes Socios.com

O FC Barcelona aderiu à blockchain. O clube espanhol, que estima ter 300 milhões de fãs em todo o mundo, entrou na maior base de engajamento de fãs de esportes e entretenimento em blockchain do mundo, a Chiliz. Por meio do aplicativo Socios.com, fãs podem votar e participar de pesquisas relacionadas ao time. Quanto maior o engajamento, mais prêmios os fãs ganham.

Em entrevista recente ao Blockchain Economia, o CEO da Chiliz e Socios.com, Alexandre Dreyfus, disse que a plataforma oferece aos clubes receitas adicionais e uma maior participação dos torcedores. Como a plataforma é digital, e portanto global, pode ser acessada por fãs de todo o mundo.

O lançamento comercial da plataforma foi no último trimestre de 2019 e já tem cerca de 50 clubes de 20 países, como o Atlético de Madrid, Paris St German, Juventus, West Ham United e o Galatasaray.

Na Socios.com, o Barcelona poderá emitir os $BAR Fan Token Los, que os fãs ganham conforme se engajam na plataforma e podem trocar por produtos e serviços do clube.

Chiliz é uma moeda digital que impulsiona a Socios.com. A Binance.com., trader de criptomoedas, é umas das sócios da empresa.

Agenda: Evento em SP vai discutir blockchain e criptoativos

A BRQ Digital Solutions, especializada em transformação digital de empresas, e a Redpoint eventures, fundo que investe em empresas digitais, vão realizar na próxima terça-feira (18), em São Paulo, o evento “Década Nova, Novos Mercados – Blockchain, State of the Market & Foresights, 2020”. O evento vai discutir as perspectivas sobre blockchain, DLT e criptoativos.

Entre os palestrantes estão Courtney Guimarães, da BRQ e especialista em blockchain e criptoativos, Anderson Thees, sócio diretor da Redpoint, Marcelo Sampaio, co-fundador da HashDex, Taynaah Reis, fundadora do Banco Moeda Seeds e Maria Alice Frontini, do MIT e investidora.

As inscrições podem ser feitas pelo http://bit.ly/38lbUN4

Mercado Bitcoin Digital Assets vai lançar token de consórcios

A MB Digital Assets (MBDA), braço do Mercado Bitcoin para ativos digitais atrelados a ativos reais, vai iniciar neste semestre a venda de tokens de cotas de consórcios excluídas. Essas cotas são de pessoas que deixam de pagar o consórcio. Os ativos estão sendo definidos e devem ser de até R$ 50 mil, como carros e motos. O piloto poderá ser na faixa de R$ 5 milhões.

O projeto é comprar com desconto a parte já paga pelo consorciado, terminar de pagar o que falta e depois resgatar o valor cheio. De acordo com a MBDA, há cerca de 15 milhões de cotas de consórcio no país, mas praticamente a metade é cancelada.

É um processo semelhante ao que a MBDA faz com os tokens de precatórios que começou a vender em agosto de 2019. Os ativos da MBDA são negociados pela plataforma do MB, a maior do país para criptoativos.

“Estamos pegando o que funcionou na nossa experiência com precatórios, como vender frações de R$ 100,00, valor inspirado nos fundos imobiliários”, disse ao Blocknews Fabrício Total, diretor de OTC (mercado de balcão), do MB.

A operação será em conjunto com a Concash, que compra cotas de consórcios inadimplentes ou canceladas, e que será a originadora dos ativos. O teto de R$ 50 mil das cotas a serem tokenizadas se deve ao fato de que até aí, o cotista aceita perder parte do que pagou.

A MBDA, que tem entre seus sócios pessoas que já foram do mercado financeiro, tem ainda uma lista de cerca de 7 ativos em análise. Em 2018, a empresa começou a identificar o que poderia fazer com a tecnologia e o conhecimento que tem com as criptomoedas para diversificar seu negócio.

“Olhamos em especial os tokens e estudamos o que a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) permitia e não permitia, o que tem representatividade e é útil para o investidor e o detentor do ativo real. Vimos que sobrava muita coisa interessante”, completou Tota. A concentração é em ativos grandes e de mercados conhecidos dos executivos da MBDA.

“Inovação não pede licença, mas fazemos com muito cuidado”, disse Tota. A empresa busca se garantir de que o ativo não tem valor mobiliário. No caso dos precatórios, já houve conversas com a CVM e, segundo o executivo, “até agora, tudo bem”.

Esse levantamento é ajudado pelo fato de a empresa contar com executivos que passaram pelo mercado financeiro, em empresas como a Cetip ( Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos), que foi comprada pela B3.

Tota afirma que embora os investidores da MBDA sejam em boa parte os da base de clientes em criptomoedas. Mas são pessoas em geral que conhecem sobre investimento de forma mais abrangente. “Miramos um público que busca alternativa à renda fixa, que busca uma alocação mais estratégica, não tanto de especulação”. O investidor de criptomoedas, em geral, é alguém que está mais interessado em no sobe e desce do mercado.

Uma outra diferença entre os dois segmentos é o esforço exigido para estruturar a venda de tokens, muito mais trabalhosa do que o negócio da bolsa de criptomoedas.

Precatórios

No caso dos precatórios, a empresa consegue descontos na compra do ativo de cerca de 15% a 20% em títulos federais. É desses títulos que deve vir o primeiro pagamento aos investidores, já que se espera o pagamento pela união ainda neste ano, segundo Tota. Quem compra uma fração, consegue ver exatamente qual precatório ela representa, disse a MBDA.

Em estaduais o desconto é maior, podendo chegar a 40%, porque os atrasos de pagamento também são.

A MBDA calcula que o retorno para o investidor é de cerca de 16% ao ano bruto, porque considera o desconto na compra do ativo e as correções e juros do título quando é pago.

A empresa vendeu 4 tokens de precatórios da união e dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, num valor de R$ 25 milhões. Em novembro começou a negociação do mercado secundário dos títulos. A preferência é pelo precatório alimentar, de salário não pago, porque tem prioridade no pagamento dos governos.

O plano para 2020 é fechar o ano com um volume total de negócios – tokens e criptomoedas – de R$ 9 bilhões, o dobro de 2019, e com 3 milhões de clientes, ante os 1,8 milhão do ano passado. A empresa não revela números de transações em criptomoedas.

Documentário: Silk Road mostra história crucial do bitcoin, diz consultor

O final de semana chegou e é hora de colocar a lista de filmes em dia. Para quem gosta dos gêneros com dark web, suspense e investigação, Silk Road: Drugs, Death and the Dark Web (2017) é um prato cheio.

O documentário conta a história do Silk Road, site norte-americano de compras na dark web criado em 2011 e que vendia de tudo, inclusive drogas. Seguia o pensamento libertário de que a privacidade é lei, cada um faz suas regras e o governo deve ser ignorado – portanto, enfrentado.

O site combinava o software Tor – que garantia anonimato com segurança – e o uso de bitcoins. Segundo Pedro Birindelli, consultor sênior da Cosin Consulting e entusiasta de blockchain, a venda de bitcoins apreendidas nas contas do site acabaram legitimando a moeda (foram cerca de 170 mil, que na época valiam algo como US$ 32 milhões e calma, isso não é um spoiler).  

Ross Ulbricht, acusado de ser o responsável pela plataforma, foi preso em 2013 e condenado a perpétua sem chances de perdão. Ele se diz inocente de todas acusações. Há um movimento que pede sua libertação e acusa o processo de injusto . Até agora, 250 mil pessoas já assinaram o pedido de libertação.  

Chega ao mercado a Tunacoin, moeda lastreada no atum pescado pelo RN

Em fevereiro próximo, a Companhia Industrial Atuneira, do Rio Grande do Norte, fará o pré-lançamento da Tunacoin, uma utility coin (moeda de utilidade) que vai correr em plataforma blockchain Ethereum. *

O investimento no Tunacoin foi de R$ 240 mil.

A estimativa é de que sejam lançadas inicialmente 6 milhões de Tunacoins que, poderão ser usadas no comércio e que ajudem a financiar pesquisas para a pesca sustentável do atum, disse ao Blocknews o presidente da Norte Pesca, Rodrigo Hazin. Rodrigo e seu irmão Cássio Hazin são os donos da Cia. Atuaneira industrial.

“ Nosso lançamento é bastante conservador. A moeda é cotada na proporção de 1 tunacoin para 1 quilo de atum e está lastreada no peixe existente no Atlântico, um mercado de US$ 6 bilhões ao ano. Vamos também deixar uma parte da moeda em reserva”, afirmou Hazin. 

Rodrigo Hazin

O site oficial do projeto é o https://www.tunacoin.io/, que está sendo atualizado – as datas corretas de pré-venda, por exemplo, ainda serão divulgadas.

Em março será o lançamento da moeda, junto com o Tracktuna, aplicativo em blockchain para rastreabilidade do peixe, do Tunalert, o e-commerce, e do Tuna Intelligence, empresa de soluções tecnológicas e consultoria, todos da Cia. Industrial Atuaneira.

De acordo com Hazin, da moeda ao rastreamento por blockchain, as ferramentas ajudarão a reforçar a visibilidade das ações sustentáveis com que o grupo busca pescar e tratar o atum.

O whitepaper da moeda está sendo finalizado em conjunto com a NBC Bomesp (Bolsa de Moedas Virtuais Empresariais de São Paulo https://www.bomesp.com.br). Será possível conseguir a moeda participando de transações na plataforma blockchain do projeto. “Será uma bonificação por quem usar a plataforma”, explicou Hazin. Além disso, o projeto é que a moeda seja negociada aqui e no exterior por meio da NBC Bomesp.

*Esta é a primeira parte da reportagem sobre os projetos da Companhia Industrial Atuaneira e da Aliança do Atlântico para o Atum Sustentável. A primeira versão desta reportagem, que afirmava que o Tunacoin era uma iniciativa da Aliança do Atlântico, foi corrigida. A Cia Industrial Atuaneira também informou que o projeto do Tunacoin foi atualizado, com a paridade sendo de 1 Tunacoin x 1 quilo de atum, e não mais de 1 Tunacoin x R$ 1.