Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

BlockNotas: Apple tem vaga para cripto; PayPal anuncia novidade e Lupa vende NFT

Tem vaga na Apple para quem tem mais de cinco anos de experiência com criptomoedas. A vaga é de Gerente de Desenvolvimento de Negócios – Pagamentos Alternativos, na sede da empresa, o Apple Park, na Califórnia. Não é de hoje, no entanto, que a Apple vê potencial em cripto em seu negócio.

Quem levar a vaga deverá desenvolver negócios de ponta a ponta, negociar e fechar acordos comerciais e lançar programas. Além de cripto, a Apple pede mais de dez anos de experiência, sendo mais de seis em desenvolvimento de negócios ou mercado em empresas de serviços financeiros. Assim como conhecimento “profundo” em ecossistema de pagamentos alternativos como carteiras digitais.

PayPal avança em criptomoedas

O PayPal vai emitir que seus clientes façam transferências de carteiras digitais de terceiros para as da empresa. De acordo com o Vice-presidente e diretor geral de blockchain e moedas digitais da empresa, Jose Fernandez da Ponte, ainda não há data para isso ocorrer.

A afirmação aconteceu no Consensus 2021, evento do site de notícias CoinDesk. Atualmente, os clientes já podem usar algumas criptomoedas, como por exemplo bitcoin, em pagamentos. PayPal, Visa e Mastercerd avançam no uso de criptos dizendo que o objetivo é permitir aos usuários fazerem pagamentos como quiserem.

NFT de fake news checada

Lupa, primeira agência de checagens de notícias do Brasil, já vendeu três tokens não-fungíveis (NFTs) de suas checagens. Com outras agências de checagem, criou a Facts-NFT, plataforma que oferece NFTs de seus trabalhos de verificação de dados. Isso porque o objetivo é diversificar a receita dos negócios.

A agência começou oferecendo 6 NFTs. Agora são 11. Uma das checagens vendida foi sobre falsos benefícios da hidroxicloroquina contra a Covid-19. A outra era sobre informação falsa sobre a jornalista e ex-candidata a presidente, Manuela D’Ávila (PCdoB). A terceira é sobre imagens falsas de animais que teriam sido vítimas dos incêndios de 2020 na Amazônia.

Diem muda de ideia de novo: Diem dólar existirá só até chegar a CBDC dos EUA

Era, mas é não é mais. De novo. Christian Catalini, economista-chefe da Associação Diem (antes Libra) disse que a moeda estável (stablecoin) Diem lastreada em dólar vai ser apenas temporária. Assim que houver uma moeda digital do banco central (CBDC) dos Estados Unidos (EUA), é isso o que o projeto adotará.

Catalini também disse nesta quarta-feira (26) que a ideia inicial de moeda digital da Libra era “ingênua”. O economista deu a entrevista num evento que é parte do Consensus 2021, evento do site de notícias CoinDesk.

Depois de ouvir críticas e receber pressão de órgãos reguladores, o projeto de uma stablecoin atrelada a uma cesta de moedas foi repensada. Assim, se transformou num projeto de diferentes moedas, cada uma com lastro em uma moeda fiduciária (fiat).

Além disso, uma CBDC facilita a operação e reduz custos embutidos em ter uma moeda lastreada em fiat, já que é necessário ter reserva.

Diem dólar deve entrar em teste ainda neste ano

Há algumas semanas, a Diem anunciou que neste ano começaria a testar a Diem com lastro em dólar. Agora, diz que é uma opção temporária. Isso, disse Catalini, se deve ao que a associação aprendeu e a Diem será um sucesso no longo prazo.

Na primeira fase do projeto, a Diem dizia que poderia interligar sua rede de pagamentos – que é o que está a também gestando – com a dos emissores de CBDCs. Em entrevista ao Blocknews, o então diretor, Dante Disparte, disse que a Libra seria para o varejo. Portanto, a CBDC facilitaria a vida da então Libra no acesso a moedas no atacado, afirmou. Mas, ainda assim haveria a moeda da associação.

Agora, Catalini diz que o que a Diem está realmente sugerindo “é mais uma parceria público-privada. Vemos isso quase como um exercício temporário, no qual emissores como a  Silvergate emitiria o Diem dollar.”

Depois, isso mudaria com a emissão da CBDC dos EUA. “Somos os únicos emissores de uma moeda estável, até onde eu sei, que se comprometeu publicamente a acabar com seu próprio token e substitui-lo por CBDC”, comentou.

Goldman Sachs pergunta se criptomoedas são classe de ativo e diz que Ethereum vai dominar

As criptomoedas são uma classe de ativos institucionais? Num relatório divulgado pelo Goldman Sachs (GS), especialistas dão suas opiniões. Uma delas, é a de que a rede Ethereum tem potencial para ser um grande mercado para provedores de informações confiáveis, “como a Amazon é para produtos de consumo.” Assim, poderá ser a criptomoeda dominante.

Essa afirmação é de Jeff Currie, Líder global de Pesquisa de Commodities Research do GS. O banco vai e volta em sua relação com as moedas criptografadas. Primeiro gostou e ofereceu. Depois, cancelou o serviço e disse que não era classe de ativos. Mas, recentemente voltou a negociar com a explicação de que segue a demanda de clientes institucionais.

Um dos autores de artigo no relatório é Michael Novogratz, co-fundador e CEO da Galaxy Digital Holdings. A empresa negocia, investe e faz gestão de criptomoeas. De acordo com o executivo, “o mero fato de que uma massa crítica de investidores com credibilidade e instituição estão se engajando com criptoativos cimentou suas posições como uma classe oficial de ativos”.

Para ele, os investidores institucionais não vão se afastar de bitcoin enquanto o cenário político e macroeconômico continuar. Isso significa um cenário em que o governo não tem como parar os gastos sociais que o banco central, o Fed, está financiando em boa parte.

Para ele e para Zach Pandl, co-líer global de taxas de câmbio do GS, bitcoin é um reserva de valor. Isso porque “o mundo escolheu acreditar nisso”. Além de ter uma marca forte, questões como segurança, facilidade de transferência e privacidade ajudarão a moeda a crescer, completou Pandl.

No entanto, Currie o o analista de commodities Mikhail Sprogis acreditam que a reserva de valor existirá apenas se houver uso da criptomoeda. E, assim, redução da volatilidade do preço. Mas, um dos desafios para o crescimento das criptomoedas está nas questões legais.

Já aclamado economista Nouriel Roubini, professor da Stern School of Business da Universidade de Nova York (NYU), discorda de tudo. Para ele, algo que não tem renda, utilidade ou relação com os fundamentos da economia não pode ser uma reserva de valor.

Em 2000, Roubini começou a prever que alguma coisa ia mal na economia dos Estados Unidos e fez vários alertas. Disse que tinha algo errado com o mercado imobiliário e que isso isso dragar a economia do país. Foi criticado. Até explodir a crise financeira de 2008, que tem efeitos até hoje no mundo. Daí passou a ser visto como sábio.

O economista tem dúvidas sobre o interesse da maioria das instiuiçoes num mercado tão volátil e arriscado. A drástica queda da cotação da moeda nos últimos dias foi, para ele, um aviso sobre isso.

O relatório ainda não é público, embora esteja circulando em grupos de Whatsapp e chegou às mãos dos jornalistas.

Em tempestade perfeita, preço do bitcoin despenca para US$ 31 mil e arrasta DeFi, futuros e ETF

Aparentemente, foi uma tempestade perfeita: uma série de eventos levou a um derretimento praticamente generalizado do mercado de criptomoedas nesta quarta-feira (19). O bitcoin, a moeda-mãe, despencou em torno de 35% para um patamar abaixo de US$ 40 mil, chegando a cerca de US$ 31,9 mil, segundo diferentes sites de cotações.

Uma demonstração do nervosismo do dia foi que mais de US$ 1 trilhão saíram do mercado de criptomoedas. Além disso, houve impacto em contratos futuros e no fundo de índice de criptomoedas da Hashdex na B3, único do Brasil.

Houve uma recuperação do preço do bitcoin ao longo do dia, com as compras de quem aproveitou o preço mais baixo. Mas, ainda assim o bitcoin estava cotado bem abaixo de US$ 40 mil às 21h36, menor patamar desde o início de fevereiro.

Nesse horário, o CoinMarketCap cotava o bitcoin a U$36.613,07, uma queda de 14,88% em 24 horas e 27,81% em uma semana. Com isso, o valor de mercado da moeda caiu para US$ 733,9 bilhões. A capitalização total do mercado era de US$ 1,69 trilhão, redução de 17,9% em 24 horas.

Já a queda da ethereum era ainda maior. Cotada a US$ 2.322,25, registrada redução de 31,43% e 40,96% respectivamente.

De acordo com o DeFi Pulse, o valor alocado nesse segmento passou de US$ 78,6 bilhões para US$ 63,45 bilhões em 24 horas, até 21h40. Isso representou queda de 20%.

Já a cota do fundo de índice de criptomoedas da Hashdex, o Hash11, fechou o dia a R$ 41,10, queda de 9%. A variação durante o dia foi de R$ 37,06 a R$ 41,50. No lançamento, em 26 de abril, a cota valia R$ 47.

Bitcoin atinge preço de fevereiro com China proibindo criptomoedas

A queda no preço do bitcoin de suas altas históricas não é de hoje. Mas, a diferença é que a queda desta quarta-feira foi dramática.

De acordo com o CEO da BitcoinTrade, Bernardo Teixeira, o anúncio do CEO da Tesla de que não vai mais aceitar bitcoin como pagamento mudou o mercado.

Até ali, bitcoin vinha andando de lado e havia altcoins em alta. No entanto, afirmou que depois das altas registradas, “uma correção não poderia ser evitada e descartada”.

Mas, ontem China também reiterou a proibição de instituições financeiras e empresas de pagamento de fornecerem serviços relacionados a criptomoedas. E foi além, ao falar sobre os riscos desses criptoativos, diz Teixeira.

Americanos estão vendendo cripto com volta da economia ao normal

Para Bruno Milanelo, da área de Investimentos do Mercado Bitcoin, um outro fato desfavorável à cotação do bitcoin é o começo do retorno da economia norte-americana ao normal.

“O dinheiro recebido dos estímulos econômicos (nos EUA) foram parar, em parte, em criptomoedas, com bitcoin comprado a cerca de US$ 20 mil. A US$ 60 mil, US$ 50 mil, US$ 40 mil, essas pessoas começaram a vender para retomar a vida”, completou.

Porém, Teixeira acredita que em comparação com o baque de 2017, o cenário atual é mais positivo. Isso porque há investidores institucionais no mercado.

“Ontem (18), a MicroStrategy comprou mais US$10 milhões em bitcoin. Além disso, recentemente o Mercado Livre também entrou para esse mercado, e temos a Square e a Tesla armazenando bitcoin”.

Elon Musk diz que Tesla mantém bitcoins na tesouraria e preço sobe

Elon Musk, CEO da Tesla, voltou a causar na manhã desta segunda-feira (17). Depois de questionado se a empresa mantinha seus bitcoins, após dizer que não aceitar a criptomoeda como pagamento, o empresário afirmou que sim.

Depois de uma queda da moeda nos últimos dias, a cotação voltou a subir. Mas, ainda está bem abaixo de seu recorde. Às 11h12 desta segunda-feira, a cotação estava na faixa de US$ 44.822,27 no CoinGeko, uma queda de 0,5% na última hora, de 8,5% em 24 horas e de 23,2% em sete dias.

Enquanto no CoinMarketCap o valor era de $44,534.42, uma queda de 8,82% nas últimas 24 horas e de 22,82% em uma semana. No entanto, a criptomoeda mais famosa do mundo ainda opera cerca de 30% abaixo de seu recorde histórico.

Em fevereiro, o que a Tesla tinha em bitcoins na tesouraria valia US$ 1,5 bilhão. Uma queda da cotação não é ruim para a empresa pelas normas contábeis dos Estados Unidos. Isso porque perdas do tipo são registradas como prejuízos, o que diminui impostos a pagar.

Empresas criam tokens para fãs de futebol e MMA

A Liqi Digital Assets, deve anunciar nesta semana o lançamento de pelo menos um token de time de futebol. A empresa foi fundada por Daniel Coquiere, fundador da BitcoinTrade, que a argentina Ripio comprou.

De acordo com Coquiere, a PLURI Consultoria fez a análise financeira do token. A estruturação jurídica ficou com o Vaz, Buranello, Shingaki e Oioli Advogados – VBSO Advogados. A BitPreço deve cuidar da abertura do mercado secundário. O Banco Genial , que coordenou a oferta do ETF de criptomoedas da Hashdex, vai manter a conta escrow na oferta primária. Já o RW Advogados fiscalizará a operação.

O anúncio deve acontecer na Semana da Tokenização que a Liqui realizada de hoje (17) a sexta-feira (21), às 19horas. O acesso ao evento é pelo link https://liqi.com.br/semana-da-tokenizacao.

Para fãs de MMA

A АМС Fight Nights Global, maior promotora de MMA da Europa, está lançando uma série de produtos ligados ao mundo cripto. Isso inclui o AMC token. De acordo com a empresa, a plataforma terá, por exemplo, DeFi e NFTs. Assim os fãs poderão investir em produtos “Fight Nights”.

Segundo a empresa, esse é o primeiro projeto de criptomoedas do mundo do MMA. E quem tiver interesse no token, pode já se cadastrar para comprar. Na pré-venda, o preço será de US$ 0,20. A empresa limitou a 2% o número de tokens para compra. Depois de duas semanas, sobe para US$ 0,40 e no lançamento, para US$ 1.

Para quem compra o token, um dos benefícios é participar num reality show e assinar um contrato com a AMC Fight Nights. Um outro é ter descontos nos ingressos para os eventos da empresa, além de roupas e acessórios da marca.

Nova investigação da Binance nos EUA é mais uma de sua lista

A investigação pelo Departamento de Justiça e pela Receita Federal (Internal Revenue Service) dos Estados Unidos (EUA) é mais um capítulo da série que a Binance acumula pelo mundo. A investigação, revelada nesta quinta-feira (13) pela Bloomberg, se refere a lavagem de dinheiro e fraudes fiscais.

Os oficiais estariam entrevistando pessoas que conhecem o negócio da Binance, maior corretora de criptomoedas do planeta. Assim, o objetivo é combater esses crimes na rede. As fontes da reportagem pediram para não serem identificadas.

Não é a primeira vez que autoridades dos EUA e concorrentes ficam de olho na Binance ou nas transações que passam por sua rede. A empresa, num gesto significativo, até contratou o recém ex-responsável pela Escritório do Controlador da Moeda (OCC, na sigla em inglês), Brian Brooks, como presidente da Binance.US.

Na Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) também há uma investigação da Binance. Mas, lá o foco é verificar se a corretora está permitindo aos norte-americanos fazer negociações de derivativos de criptos. Isso não é permitido nos EUA.

O mesmo acontece em outros países, inclusive no Brasil. Aqui, em julho de 2020, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de oferta de serviços de intermediação de valor mobiliários.

Binance passa por investigação em diversos países, inclusive no Brasil

Isso porque a Binance estaria captando clientes daqui para seus derivativos. Só quem pode fazer isso são instituições do sistema de distribuição de valores mobiliários, o que a corretora não é.

Em março passado, a associação de corretoras, ABCripto, encaminhou denúncia a autoridades brasileiras pedindo fiscalização, suspensão e cancelamento da operação. A alegação dos concorrentes é de que a empresa não tem autorização para ser instituição financeira e de pagamentos aqui.

Já a CVM da Alemanha, a Bafin, comunicou, no último dia 28, que a Binance não poderia oferecer tokens de ações, como está fazendo. Para isso, antes do lançamento teria de publicar um prospecto aprovado pela autoridade.

No melhor estilo das comunicações nesses casos, a postura da Binance em suas defesas é a de negar as irregularidades ou dizer que seguiu outras empresa do setor que já fazem o que está fazendo. Além de dizer que provará sua inocência ou se adequará a regras se constatar que errou.

Empresas de criptomoedas operam em mercado pouco regulado

O fato é que empresas como a Binance operam num mercado ainda pouco regulado. Assim como fazem as empresas em geral, no mundo dos criptoativos montam negócios com base no que a regulação diz e na brecha da não-regulação.

Acontece que no mundo das criptomoedas, por ser novo, o espaço da não-regulação é muito maior do que no mercado financeiro tradicional. Portanto, há muita experimentação de produtos e serviços e até uma “forçação de barra”. Isso significa que operaram testando também a atenção e o limite do regulador,

Por conta de regulação, a Binance vai mudando sua quartel-general, que insiste dizer que não existe porque seus trabalhos são descentralizados. Assim, começou na China em 2017. Quando a regulação apertou, mudou o escritório e infraestrutura para o Japão.

Como o Japão também apertou o certo, logo se mudou para Taiwan. Em 2018, disse que abriria um escritório em Malta, por causa de restrições no Japão e na China. Sabe-se que a empresa também tem registros nas Ilhas Cayman e Seychelles.

Em 2018, também assinou um acordo com o governo de Bermuda. Além disso, criou a Binance Jersey, uma plataforma de criptomoedas com foco no mercado europeu. E tem ainda um braço similar em Singapura.

Associação Diem sai da Suíça, vai para EUA e Silvergate emitirá sua moeda

A Associação Diem mudou de rota. O projeto, que nasceu em 2019 na Suíça como Libra, anunciou hoje (12) que vai tirar sua operação do país e levar para os Estados Unidos. Além disso, sua subsidiária Diem Networks US fez parceria para que o Silvergate Bank, que trabalha com criptomoedas, vai emitir sua moeda estável Diem USD.

Segundo a Diem, essa parceria é importante para fazer um piloto da moeda lastreada em dólar. Quanto à mudança para os EUA, está em linha com sua estratégia inicial de focar no país, disse comunicado da Associação. Assim como reflete “a evolução do ambiente regulatório” norte-americano, afirma o grupo que tem o Facebook como líder do projeto.

De acordo com o comunicado da Associação, o Silvergate será o único emissor da Diem USD e vai fazer a gestão das reservas. Já a Diem Networks US vai operar a Rede de Pagamentos Diem (DPN, na sigla em inglês).

A DPN é uma rede blockchain permissionada (fechada) de pagamentos. A transferência das moedas acontecerá, portanto, entre participantes aprovados para operarem na rede.    

“Diem vai para EUA porque ambiente regulatório mudou”

Stuart Levey, CEO da Associação Diem, afirmou que a rede levará a pagamentos mais baratos e rápidos, já que usa blockhain. “Acreditamos num futuro com moedas estáveis lastreadas em dólar e no potencial delas de transformar os sistemas de pagamentos”, disse Alan Lane, CEO do Silvergate.

A Associação disse ainda que está retirando seu pedido de licença para uma sistema de pagamento da autoridade do mercado financeiro da Suíça, FINMA. Isso porque essa licença não é necessária no novo modelo.

No modelo atual, o projeto conta com o fato de o Silvergate ser um membro do Federal Reserve. Enquanto que a DPN pedirá registro de negócio relacionado a serviço monetário no Department do Tesouro.  

A associação disse que recebeu retorno sobre seu projeto tanto da Finma quanto de outros 12 autoridades regulatórias de outros países que a autoridade suíça chamou.

Hashdex recebe investimentos de Coinbase, Softbank e Valor Capital

A Hashdex, gestora de investimentos com foco em criptoativos, recebeu um aporte de R$ 135 milhões. O objetivo, diz a empresa, é expandir sua atuação internacional, o que inclui parcerias com a Nasdaq, além de triplicar o número de funcionários.

O líder da rodada foi o fundo de venture capital Valor Capital Group. O fundo investe em outras empresas do setor, como a Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos (EUA), na BlockFi, de finanças descentralizadas e na Celo.

Além do Valor Capital, entraram na rodada a própria Coinbase pelo seu braço de investimentos, o Softbank, que investe em empresas como Rappi e Loggi e o Globo Ventures. Entraram ainda os fundos Canary, Igah, Alexia, Fuse e Endeavor Catalyst.

O aporte se refere a um investimento Series A, ou seja, numa startup que já tem produto, clientes e está consolidando seu mercado. Para isso, precisa crescer, por exemplo, essa base de usuários.

A Hashdex tem fundos de criptomoedas, lançou o primeiro ETF de criptomoedas do mundo na Bermuda Stock Exchange (BSX) e o primeiro ETF desse tipo no Brasil, o HASH11.

Os ETFs seguem um índice feito com a Nasdaq. Até o lançamento da oferta do ETF brasileiro, em 26 de abril, tinha captado cerca de R$ 600 milhões. O valor cresceu 75% em uma semana.

Hashdex marcou inovação em criptos do mercado tradicional

O HASH11 marcou também a entrada de grandes bancos brasileiros no mundo de investimentos em criptoativos. Isso inclui, por exemplo, Itaú, Banco do Brasil e Safra. O Itaú gostou tanto que continua a fazer publicidade sobre o produto na grande mídia.

“Tivemos um papel importante no amadurecimento da regulação do setor”, afirma Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex, de acordo com comunicado da empresa.

“Tendo em vista a natureza descentralizada das blockchains, bem como os mecanismos e seus incentivos, há valor criado tanto para os participantes do ecossistema como para os detentores de ativos de cripto. A Hashdex lidera o movimento de popularização dessa classe de ativos para investidores brasileiros e internacionais”, disse Scott Sobel, sócio-fundador do Valor Capital Group

A Hashdex foi criada por profissionais do mercado financeiro tradicional e de tecnologia. A empresa afirma que hoje tem sob gestão mais de R$ 3,5 bilhões.