Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Samsung lança carteira de criptomoedas no Brasil; país é o primeiro da AL a ter o serviço

A Samsung anunciou, nesta sexta-feira (18), o lançamento de sua carteira de criptomoedas no Brasil, a Samsung Blockchain Wallet. A empresa afirma que o dispositivo oferece maior segurança nas transações de moedas digitais como bitcoin, ethereum, ER20 e tron.

O Brasil é o primeiro país da América Latina a ter o serviço, disse Bruno Costa, gerente sênior de conteúdos e serviços para a área de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

Segundo a empresa, quando o usuário abre o aplicativo, o smartphone reconhece o Samsung Blockchain Keystore, que armazena a chave privada. A partir daí, é habilitado o Samsung Blockchain Wallet. O dispositivo está disponível nos aparelhos Galaxy A71, Galaxy S10 Lite, Galaxy Note10, Galaxy Z Flip, Galaxy Z Fold2 e nas linhas Galaxy S20 e Galaxy Note20. A app é baixado pelo Galaxy Store.

A empresa sul-coreana também anunciou mudança do comando no Brasil. Em 2021, seu presidente será Kevin Seo, responsável pela divisão de inovação na venda de celulares. Essa é a área de dispositivos móveis da empresa na Coreia. Ele vai substituir Yoonie Joung, que assumirá a divisão de celulares da Samsung nos Estados Unidos. Joung ficou no Brasil por dois anos.

Coinbase faz pedido para registrar sua ação e Messari estima empresa em US$ 28 bi

A Messari, empresa de dados sobre criptos, estima que a Coinbase, maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos (EUA), pode levantar US$ 28 bilhões num oferta de suas ações.

O cálculo vem após a Coinbase, uma das mais antigas exchanges, pedir, ontem (17), à Securities and Exchange Commission (SEC), para registrar sua ação.

O pedido se tornará efetivo após a SEC analisar o processo, que está “sujeito a algumas condições, como a de mercado”. O anúncio foi feito por um comunicado de apenas dois parágrafos.

Ter uma exchange de criptos desse porte na bolsa nos EUA será mais um passo do transbordo da criptoeconomia para a economia tradicional. Além disso, será um tester crucial sobre a aceitação dos investidores do bitcoin, em especial, e outras criptomoedas.

Parâmetros para investidores

Dessa forma, a listagem servirá também para criar mais parâmetros sobre o olhar dos investidores sobre empresas do setor. Com esse passo, pode ser que investidores que têm receios de criptomoedas se sentiam mais confortáveis em aplicar recursos numa exchange que promete seguir as regras do mercado tradicional. Essas regras são mais claras e mais exigentes em relação à qualidade dos ativos e segurança para os investidores.

A Messari lembrou que a Coinbase fez recentemente mudanças em seu board, trazendo altos executivos da Cisco e Google. Isso costuma ser um dos sinais de que a empresa está se preparando para ir a mercado.

A empresa foi fundada em 2012 em São Francisco. Brian Armstrong, seu CEO e co-fundador, disse ontem em seu blog que a alta de bitcoin deveria ser vista com cuidado pelos investidores. Isso porque é um ativo com mais volatilidade do que aqueles que os investidores estão acostumados a lidar. Um alerta transparente, como deve ser o de um empresário e que no mesmo dia pediu para listar suas ações na bolsa.

Em seu site, a Coinbase diz que já movimentou negociações de US$ 300 bilhões e tem US$ 30 bilhões de ativos na plataforma. A exchange afirma também que tem 35 milhões de usuários em mais de 100 países. Além disso, tem 1 mil funcionários.

Preço do bitcoin bate novo recorde e CEO da maior exchange dos EUA faz alerta a investidores

O preço bitcoin bateu novo recorde em dólar nesta quinta-feira (17), quebrando barreiras e atingindo $23.770 (cerca de 142 mil). As altas em dólar da mais decana das moedas digitais estão também puxando os valores alocados em investimentos alternativos em criptomoedas neste ao.

Durante o dia, o valor retrocedeu – estava em US$ 27,04 às 20h28. Mas mesmo assim, isso significava alta de 6,5% em 24 horas e de 24,5% em uma semana. A capitalização de mercado (market cap) era de US$ 424,78 bilhões.

De acordo com o site DeFiPulse, o valor alocado em finanças descentralizadas (DeFis) chegou hoje a US$ 15.885 bilhões. No dia 2 de janeiro deste ano, bitcoin custava US$ 7 mil, US$ 691 milhões. Depois disso, em setembro, quando a moeda estava em cerca de US$ 10 mil, começou um rally.

Segundo o CoinDesk, as oito maiores exchanges que o site acompanhou hoje tiveram até determinado momento um movimento superior a US$ 3,5 bilhões. Isso representava uma alta de quase 20% sobre o valor de ontem.

Dinheiro institucional

Os especialistas do mercado atribuem o aumento em especial à entrada de investidores institucionais. Dentre eles estão a Microstrategy, que faz software para análise de dados, e a seguradora Mass Mutual

É fato que mais de 20% do dólar em circulação foi emitido em 2020 para reduzir dos efeitos da pandemia. Isso significa que tem dólar novo buscando um porto para atracar. Porém, tem também o antigo, que ficou parado, sem ser queimado em compras, e que está em busca de investimentos, inclusive os alternativos.

Mas, não é só o fato de haver dinheiro no mercado de capitais. A questão é também que as taxas baixas de retorno em outros investimento têm feito os investidores buscarem mais retorno e para isso, estão olhando para ativos mais arriscado.

O bitcoin já tinha experimentado um aumento no primeiro semestre com a expectativa do halving, a redução pela metade dos bitcoins ganhos em mineração. Ou seja, de novas entrando no mercado.  

Há quem questione se esse pico de preços é semelhante ao de 2017. Naquela época, o bitcoin chegou a US$ 19,8 mil. Depois caiu para menos de US$ 4 mil. A diferença, aparentemente, é que agora quem puxa a alta são os investidores institucionais. Mas até o fundador da Coinbase, maior exchange dos Estados Unidos, lembra que a alta não deve ser um sinal para que se coloque tudo em bitcoins ou outras criptos.

“Não há como enfatizar o suficiente o quanto é importante entender que investir em criptomoedas não deixa de ter riscos. Criptos podem ser ativos voláteis, em geral mais do que os instrumentos financeiros tradicionais que a maioria dos investidores está acostumado”, o co-fundador e CEO da Coinbase, Brian Armstrong.

Gestora de investimentos Magnetis inclui criptomoedas em seu portfolio

A Magnetis, fintech criada em 2015 e que faz gestão de investimentos, decidiu incluir criptoativos na sua estratégia de alocação de recursos. As moedas digitais como bitcoin farão parte do fundo Magnetis Diversificação Ações, focado em renda variável. Esse fundo inclui cotas de fundos de ações e ETFs (Exchange Traded Funds), que são baseados em índices de bolsas de valores. acompanham índices.

De acordo com Marcelo Romero, diretor de investimentos da Magnetis, a alocação em criptos será pequena. O percentual vai variar de 0,45% a 2,02% conforme o perfil do cliente. E como essas moedas não têm relação com os outros ativos, podem melhorar o rendimento das carteiras sem aumentar o risco, completou Romero.

Os valores serão alocados num investimento que replica a carteira do índice HDAI, da gestora Hashdex.

Segundo Romero, a criação desses veículos de investimento no Brasil permitiu adicionar as criptomoedas nas carteiras da Magnetis. Ele disse que a alta do bitcoin, que bateu recorde em reais recentemente, não foi o motivo para incluir criptos na carteira da gestora.

Até então, a Magnetis investia os recursos dos clientes em ações no Brasil e no exterior, renda fixa e previdência.

A fintech foi fundada por Luciano Tavares, que trabalhou 25 anos no mercado financeiro. Ele foi vice-presidente da Merrill Lynch no Brasil e fundador da gestora Nest Investimentos.  A empresa diz já ter montado mais de 400 mil planos de investimento e tem R$ 500 milhões sob gestão.

A fintech recebeu investimentos dos fundos Monashees, Vostok Emerging Finance e Redpoint E-ventures, além da aceleradora 500 Startups e de investidores-anjo.

Consensys lança solução para atrair investidor institucional para finanças descentralizadas

ConsenSys vai oferecer uma versão da carteira de criptomoedas da MetaMask para investidores institucionais. A MetaMask tem mais de 1 milhão de usuários ativos, sendo uma das mais populares de finanças descentralizadas (DeFi) na rede blockchain Ethereum. Esse passo busca atrair pelo menos parte da gigantesca quantia de US$ 70 trilhões alocados pelos investidores institucionais. Por exigirem segurança e boas práticas, eles têm se mantido distante dos criptoativos.

Com essa solução de DeFi, a empresa vai oferecer fundos de criptomoedas e custódia que buscam dar mais segurança, afirmou. Isso inclui soluções que envolvem questões como compliance, pagamento de impostos e relatórios de perdas e lucros. Todas são exigências dos investidores institucionais em suas alocações e a falta desses quesitos é um dos motivos para mantê-los longe das criptos.

A primeira de muitas

Será possível trocar, emprestar, tomar emprestado e investidor em aplicações Ethereum com as características operacionais, de segurança e controle de uma mesa de trading tradicional, disse a Consensys. A empresa, que é referência em solução em Ethereum, está agora com um programa de early adopters que queiram experimentarem a solução.

De acordo com Maurício Magaldi, mentor de startups baseadas em blockchain e host do BlockDrops Podcast, ainda não se tinha visto uma infraestrutura de DeFi para os investidores institucionais. “Essa versão cuida de ferramentas importantes para investidores corporativos e replicam o funcionamento de mesas de trading tradicionais”, completou.

Segundo ele, o mercado vai começar a ver outros tipos de estruturas como essa, já que as mesas de trading tradicionais têm entendimento muito apurado da dinâmica do dinheiro.

Explosão de DeFi

Os valores alocados em DeFis explodiram nos últimos meses. Passaram de US$ 690 milhões no dia 1 de janeiro deste ano, para US$ 14,3 bilhões em 13 de dezembro, segundo o DeFi Pulse. É mais do que hora de mostrar que esses investimentos têm riscos, mas que é possível diminui-los.

Em meio a essa explosão, que aconteceu a partir de setembro passado, a MetaMask lançou o MetaMask Mobile e uma solução de swap de tokens para facilitar a operação com criptoativos. Também criou o MetaMask Version 8, que segundo a empresa, aumentou a privacidade de sua Web3. 

O co-líder global de fintechs da Consensys, Patrick Berarducci, afirmou que o projeto inclui também a Curv. A empresa é especializada em infraestrutura de segurança de ativos digitais,

Bancos J.P. Morgan e BBVA anunciam que passarão a oferecer serviços com criptomoedas

Reportagem atualizada às 17h34 com informações sobre o J.P. Morgan

O J.P. Morgan e o banco espanhol BBVA anunciaram, nesta quarta-feira (10), que pretendem operar com criptomoedas. Essa é mais uma demonstração de que o mundo das finanças tradicionais está aderindo à criptoeconomia.

De acordo com o líder de pagamentos globais do JP, Takis Georgakopoulos, o banco quer oferecer serviços de pagamentos e de moedas digitais para as maiores plataformas de e-commerce do mundo. A afirmação foi feita durante o Singapore Fintech Festival, segundo o site e notícias Ledgers Insights.

Já o BBVA começa, em janeiro de 2021, a operar compra, venda e custódia de criptomoedas. Com isso, competirá com as exchanges de moedas digitais e será a primeira instituição financeira espanhola a entrar nesse mercado. Mas, a operação se dará pelo BBVA Suíça, onde a legislação é favorável a negócios – sérios – com criptoativos.

Como a Espanha ainda estuda a permissão de operação de criptomoedas, o caminho foi usar o hub internacional do BBVA na Suíça. Já a Comissão Europeia também propôs uma regulação em setembro. A reportagem completa sobre o BBVA está no BlockEconomia, site espanhol parceiro do Blocknews.

“Como você disponibiliza dinheiro?”

Enquanto isso, nos Estados Unidos (EUA) há serviços com criptomoedas permitidos. Tanto é que o JP Morgan já abriu contas de exchanges e tem sua própria moeda digital, a JPM Coin. Seu concorrente, o Goldman Sachs, também está investindo no tema para acelerar o uso de blockchain. Apesar disso, os reguladores disseram, na semana passada, que deverá haver uma nova regulação sobre o assunto nos EUA.

O plano do JP é separado do Projeto Ubin, um sistema de pagamentos de múltiplas moedas que o banco comercializa com o DBS Bank e a empresa de investimentos Temasek, em Singapura. Sua moeda JPM Coin também participa do projeto. 

“Como você disponibiliza o dinheiro? Não apenas por cartões de crédito, mas também por carteiras, criptos e tudo o mais”, disse Georgakopoulos. “E como você envia dinheiro e se conecta com todos os sistemas de pagamentos em tempo real e as com as CBDCs (sigla em inglês de Moedas Digitais de Bancos Centrais) que serão criadas em todo o mundo? E então, como você permite que vendedores e compradores nesses marketplaces interajam entre eles com a moeda que essa plataforma quer ter, fazendo isso de uma forma eficiente e em tempo real, permitindo que a plataforma traga todos os serviços de valor agregado que querem?”

Projeto multimoedas Ubin

O projeto Ubin foi coordenado pela Autoridade Monetária de Singapura (MAS) para o estudo de blockchain e DLT em clearing e liquidação de pagamentos e títulos. Foram cinco fases, a primeira lançada no final de 2016 com um grupo de instituições financeiras, entre elas o JP. A última fase foi finalizada em julho deste ano. Nessa ocasião, foi divulgado um relatório sobre o uso dessas tecnologias em sistemas de pagamentos multimoedas.

O objetivo era o eventual desenvolvimento de sistemas mais eficientes baseados em tokens, que sejam alternativos aos sistemas baseados no banco central.

Logo após esse anúncio, o JP informou, hoje, que fez a primeira operação intraday de recompra de títulos com blockchain.

Wozniak, co-fundador da Apple, lança tokens para financiar projetos de eficiência energética

Steve Wozniak, o “Woz” que criou a Apple com Steve Jobs numa garagem em 1976, colocou para funcionar sua segunda empresa, que desta vez opera no crescente e bilionário mercado de eficiência energética, em blockchain e com emissão de utility tokens.

A empresa, a Efforce, é uma plataforma que permite a qualquer investidor, grande ou pequeno, apostar em projetos de ganhos de eficiência energética e redução de emissão de carbono. Esses projetos podem ser também de qualquer tipo de empresa e em qualquer lugar do mundo. Wozniak disse que essa é a primeira plataforma do tipo no mundo.

O projeto está sendo gestado há três anos. Seu token, o Efforce – a sigla é Wozx -, foi listado nesta quinta-feira (3) na exchange HBTC.com. Nos primeiros 13 minutos, atingiu uma capitalização de mercado de US$ 950 milhões, dez vezes mais do que o preço listado. Segundo a empresa, serão emitidos 1 bilhão de tokens em 10 anos e nada mais. Na próxima semana, a listagem será na Bithumb Global.

Ganhos distribuídos para sempre

Quem tiver interesse em financiar os projetos apresentados na plataforma, compra os tokens como investimento futuro. As empresas implantam os projetos com os recursos dos tokens e o que for economizado é registrado em tempo real na blockchain. No final, um contrato inteligente redistribui os ganhos para quem tiver os tokens e para as empresas.

Os consumidores também poderão comprar os ganhos de energia gerados pelas empresas para compensar suas contas de eletricidade. Pelo menos 1% dos ganhos serão redistribuídos para todos que têm tokens e para sempre, segundo o white paper do projeto. Além disso, poderão ser usados como direitos de votos sobre a governança da plataforma, por exemplo.

A Efforce afirma que nos últimos 10 anos, o mercado de eficiência energética atingiu US$ 241 bilhões e aumentos anuais de 10%. A Agência Internacional de Energia estima que chegará a US$ 580 bilhões em 2025. A pressão dos consumidores para que as empresas sejam mais sustentáveis e políticas de governos como o da União Europeia para reduzir a emissão de carbono podem incentivar esse mercado.

No caso da Efforce, o sucesso da Apple também coloca expectativas de que tudo vai dar certo. Mas é sempre bom lembrar que tokens dependem do sucesso dos projetos, portanto, têm um risco embutido.

Emissão em fases

No primeiro ano do projeto serão emitidos 25% dos tokens. Até 20%, ou 200 milhões deles, serão usados para incentivar quem participa da plataforma. A mineração começará quando os projetos forem lançados e os ganhos vão caindo ao longo do tempo.

“Podemos salvar o meio ambiente fazendo simplesmente melhorias energéticas, sem mudar nossos hábitos”, afirmou Wozniak num comunicado.

“Neste momento, muitas empresas pequenas estão tendo dificuldades”, disse”, said Jacopo Visetti, co-fundador e líder do projeto. Isso significa que as empresas não conseguem nem mudar sua iluminação para LED, por exemplo, completou. A ideia, agora, é exatamente prover recursos para esses negócios.

A Efforce tem executivos com experiência em energia. Em 2010, Visetti fundou a AitherCO2, baseada em Milão, que presta serviços para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade das empresas. A empresa tem receita anual de US$ 240 milhões e não recebeu dinheiro de investidores. As duas empresas têm no time pessoas com experiência em energia.

S&P DJI, referência no mercado financeiro tradicional, cria índice de criptomoedas

Sinal de que as criptomoedas estão expandindo sua importância até mesmo para o mundo financeiro tradicional, a S&P Dow Jones Indices (S&P DJI), maior e uma das mais prestigiadas geradoras de índices do mundo, vai lançar um índice global de criptomoedas.

Esse projeto é uma parceria com a Lukka, empresa de software e de dados de ativos criptografados.

O mercado de criptos carece de índices e referências, diferentemente do mercado tradicional. Índices ajudam os investidores a acompanharem a resposta do mercado ao que aconteceu e ao que está para acontecer com os ativos. Por isso, ajuda a estabelecer estratégias de investimentos.

Classe emergente de ativos

A S&P DJI vai dar o nome, a customização do índice e soluções de benchmarking. Já a Lukka vai fornecer os preços dos ativos, segundo comunicado das empresas nesta quinta-feira (3).

Segundo as empresas, o interesse de investidores em índices e benchmarking de criptoativos cresceu e reforçou a necessidade de dados confiáveis. Serão usados os serviços Lukka Reference Data e Lukka Prime, o primeira metodologia de preço justo para criptoativos.

“As criptomoedas estão rapidamente se tornando uma classe emergente de ativos”, disse Peter Roffman, head global Head de inovação e estratégia da S&P Dow Jones Indices.

Projeto Libra agora é Diem e associação diz que foco é preparar lançamento da moeda

A então Associação Libra é agora Associação Diem. Diem é o novo nome para tudo que era chamado Libra, inclusive a moeda que o consórcio liderado pelo Facebook pretende lançar em 2021.

A palavra latina significa dia e representa um novo dia, diz a associação. Mas, o objetivo é mesmo o de descolar o nome do projeto da confusão causada no seu lançamento, no ano passado.

Nos últimos meses, a associação se esforçou para montar um time de executivos, boa parte vindos de grandes bancos, com experiência em compliance, regulação e risco. Agora, o foco é deixar tudo pronto do ponto de vista tecnológico e operacional para o lançamento, diz a Diem.

Lançamento em janeiro?

Reportagem no Financial Times, na última sexta-feira, afirmou que a expectativa é de lançamento da Diem em janeiro, com a aprovação do órgão regulador suíço, a FINMA, e que operará apenas com autorização para a moeda e o sistema de pagamentos.

Sem consultar os reguladores, Mark Zuckerberg e seus parceiros anunciaram que iriam criar uma moeda e um sistema de pagamentos transfronteiriços. Reguladores de diversos países deixaram claro que como havia sido pensado, a ideia não seria autorizada. E assim, o projeto mudou em fatores como a abertura da plataforma a indexação de cada moeda Diem a uma moeda fiat.

Segundo comunicado da associação, “a associação tem focado em assegurar que o projeto atenda às expectativas regulatórias”. Será uma plataforma simples para inovação financeira que permitirá transações instantâneas, a baixo custo e altamente seguras, disso o CEO da Diem, Stuart Levey. Segundo ele, o compromisso, é proteger a integridade do sistema financeiro e detectar e evitar crimes.

Mais sobre o projeto Diem:

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Facebook pode lançar libra em janeiro de 2021, dizem fontes ao Financial Times

O jornal britânico Financial Times publicou nesta sexta-feira (27) que a Associação Libra, consórcio fundado pelo Facebook, espera lançar sua primeira moeda digital, uma moeda estável lastreada em dólar americano, em janeiro de 2021. As fontes da reportagem não são identificadas e afirmam que a data está atrelada à expectativa de que o regulador da Suíça, Finma, onde a associação está baseada, dê a aprovação para o lançamento.

Atrelar datas a expectativas sobre reguladores é sempre algo questionável, em especial num caso como o da libra, que passou por um grande revés. Inicialmente, o Facebook e a associação haviam anunciado a moeda para deste ano.

Mas a resposta negativa dos reguladores dos Estados Unidos e Europa levou a uma mudança radical de planos. Alguns dos membros iniciais da associação, como Mastercard e Paypal – esta última fundadora do projeto – deixaram a iniciativa e houve um redesenho da moeda. Há outras ainda de peso, como Uber.

A princípio, a libra seria atrelada a uma cesta de moedas e títulos de governo e a rede seria aberta. Agora, a ideia é lançar moedas digitais, cada uma lastreada numa moeda fiat ou moedas digitais de bancos centrais, quando existirem e numa rede mais fechada.

Além disso, a associação está tendo o cuidado de conversar com os reguladores, algo que não fez para lançar o projeto, e está montando uma diretoria de peso, que vem de bancos tradicionais, em especial do HSBC, e muito experiente em questões regulatórias e riscos.

A princípio, a libra seria um dos, ou o maior projeto privado em blockchain do mundo, o que, sendo bem-sucedido, poderia contribuir para o conhecimento e adoção da tecnologia.

Segundo as fontes do FT, a carteira do projeto, antes Calibra e agora Novi, já obteve licença de funcionamento em vários estados norte-americanos, mas ainda faltam dez, incluindo o mais significativo, Nova York.