Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

ETF de Ethereum da Hashdex será lançado na B3 na próxima semana

A Hashdex, que já tem dois fundos de índices (ETFs) relacionados a criptomoedas na B3, lança dia 18 o ETF com 100% de exposição a Ethereum. O ETHE11 tem exposição ao Nasdaq Ethereum Reference Price (NQETH), que foi desenvolvido pela bolsa norte-americana e busca seguir o preço da criptomoeda em tempo real.

A XP, o Itaú BBA e o Banco Genial serão os coordenadores da oferta desse ETF. A taxa de administração é de 0,7%. A previsão é que a aplicação inicial por cota seja de pouco mais de R$ 50,00, na faixa mesma faixa do Hash11, primeiro ETF do país.

Portanto, este será o terceiro ETF de criptoativos que a Hashdex disponibiliza na B3. Na semana passada, começou a operar na bolsa o ETF de bitcoin que promete ser um produto sustentável em relação a pegada de carbono. Sua concorrente no segmento, a QR Capital, tem dois ETFs. Assim, o Brasil é um dos países que mais tem ETF de criptomoedas.

ETF da Hashdex buscará refletir refência da Nasdaq

O prazo de reserva de cotas do ETHE11 vai até a próxima sexta-feira (13). De acordo com a Hashdex, a empresa investirá no mínimo 95% do patrimônio em cotas do fundo de índice alvo, o Hashdex Nasdaq Ethereum ETF. Esse, por sua vez, investe em ativos financeiros emitidos ou negociados no exterior, em Ethereum ou em posições compradas no mercado futuro. E assim busca refletir o NQETH.

A Hasdhex foi a primeira a lançar um ETF de criptomoedas no Brasil, o Hash11. A empresa tem R$ 3,8 bilhões sob gestão com 230 mil cotistas. Além de ETFs, tem outros fundos de investimentos.

“Ethereum é uma das principais plataforma que servem como base para uma nova evolução da internet, a chamada Web 3.0. O token Ether é o combustível que move essa internet. E tem grande potencial de valorização conforme a tecnologia evoluir e sua adoção aumentar”, disse em comunicado Samir Kerbage, CTO da Hashdex.

Blocknews discute criptoativos em podcast do Canal Futura

Como as criptomoedas e outros criptoativos, como os tokens não-fungíveis (NFTs), estão atraindo investidores e estimulando novos negócios?

No PodTech, podcast do Canal Futura e da Fundação Roberto Marinho, discutimos esse assunto com o artista gráfico Fesq e com os apresentadores Bernardo Menezes, e Henrique Almeida.

O podcast discute inovação e tecnologias sociais. Outros semanas incluíram, por exemplo, inteligência artificial, 5G e lixo eletrônico. O episódio pode ser acessado no link abaixo.

Brian Brooks deixa a Binance dos EUA depois de três meses

Brian Brooks, que há três meses assumiu o posto de CEO da Binance dos Estados Unidos (EUA), avisou que deixou o cargo. É mais uma informação que coloca dúvidas sobre as operações da maior corretora de criptomoedas do mundo. E se soma à saída do ex-diretor no Brasil, Ricardo da Ros, após seis meses de corretora.

Brooks avisou que deixou o cargo pelas redes sociais. “Avisando a todos que pedi demissão da Binance.US. Apesar das diferenças sobre a direção estratégica, desejo a meus ex-colegas muito sucesso.”

O executivo havia se juntado à Binance.US num momento em que a empresa é pressionada por reguladores do todo o mundo. O motivo é que cobram que sigam as regras e tem boas práticas de compliance.

A Binance.US começou a operar em 2019 e está sendo investigada por autoridades do país.

Até 14 de janeiro passado, Brooks era um dos reguladores dos Estados Unidos (EUA). Isso porque era o responsável pelo Escritório do Controlador da Moeda (OCC, na sigla em inglês). Nessa posição, deu espaço bancos atuarem com criptomoedas.

Durante sua gestão na OCC, Brooks emitiu comunicados em que permitiu, por exemplo, que bancos dos EUA custodiem ativos digitais, tenham reservas em moedas estáveis e participem de redes blockchain dessas moedas como nós. Assim, permitiu aos bancos atenderem à demanda crescente de seus clientes por criptomoedas.

Antes da Binance e da OCC, Gordon foi, por 19 meses e até maio de 2020, responsável pela área jurídica da Coinbase, maior corretoras de criptomoedas dos EUA.

Já o CEO da Binance, Changpeng Zhao, também se pronunciou por um post nas mídias sociais: “O trabalho de Brian para a Binance.US foi incalculável e esperamos que ele continue a fazer parte do crescimento da indústria de criptomoedas, advogando por regulações que levem nossa indústria para frente. Desejamos a ele o melhor em seus projetos futuros.”

Volume de negócios de opções de ether crescem depois de hard fork

O volume de negócios de contratos de opções de ether amanheceram em alta nesta sexta-feira (6), um dia após o chamado hard fork de Londres, que aconteceu para melhoria da rede da criptomoeda.

Já o valor da cripto era negociado em alta de 5,81% nas últimas 24 horas, segundo o CoinMarketCap, a US$ 2.773,22. O percentual ainda era inferior ao do bitcoin, que registrava alta de 8,17%, a US$ 40,8 mil.

A expectativa é de que a melhoria do Ethereum 1559 (EIP-1559) reduza as taxas da rede, que são consideradas altas pelos usuários, chegando a inviabilizar determinadas operações. Além de tornar a criptomoeda deflacionária.

De acordo com as dados da Debrit, maior bolsa de opções de criptos, às 10h48 o volume de call de contratos em aberto (ainda não liquidados) era de 723,4 mil e os de puts era de 391 mil, conforme o site Laevitas. Isso para todas as datas de vencimento dos contratos.

Enquanto isso, da manhã de ontem para a manhã de hoje (horário de Brasília), o volume de calls dobrou para para 100 mil e os de put estavam em 62 mil, um aumento de 20% em 24 horas.

“A moeda começa a ter agora um princípio de ativo deflacionário, o que é característica do bitcoin, e que vai colaborar para a Ethereum subir tanto em valor de mercado como em capitalização”, afirma Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move.

O hard fork aconteceu no bloco 12.965.000. E na sequência, a rede registrou 2 mil ethers queimados, o equivalente a cerca de US$ 5,6 milhões.

BRZ e Solana anunciam fundo de US$ 20 milhões para projetos de criptos

BRZ, moeda estável (stablecoin) emitida pela Transfero Swiss, e a Solana Foundation, responsável pela blockchain pública Solana, anunciaram hoje (4) um fundo conjunto de US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões) para o Brasil. O objetivo é financiar projetos de criptomoedas em estágio inicial e feitos na Solana.

A escolha será com base nos inscritos na etapa brasileira do hackathon Solana. O evento aconteceu de 15 de maio a 7 de junho. E também com base em inscrições diretas pelo site do BRZ Solana Crypto Fund.

De acordo com as empresas, é o maior projeto de financiamento de projetos de criptomoedas já feito no Brasil. Os recursos vêm de empresas do setor como a Hacken Foundation, Gate.io e a Coin DCX. e fazem parte de uma ação de US$ 60 milhões (cerca de R$ 380 milhões) da Fundação Solana. Essa ação é em um grupo de países em desenvolvimento que inclui, por exemplo, como Rússia, índia e Ucrânia.  

“Temos os meios para ajudar os projetos locais pensar globalmente e dimensionar suas soluções internacionalmente. Esse é o ethos de empresas que já nasceram no meio dos criptoativos. Estamos nessa jornada desde o começo”, disse Thiago Cesar, CEO da Transfero. “Os mercados emergentes têm um potencial imenso”, afirmou Anatoly Yakovenko, presidente da Fundação Solana.

O fundo já escolheu os primeiros quatro projetos. São eles o FTT, criptomoeda criada pela exchange FTX, a Serum, exchange descentralizada, DeFi Land, jogo que simula o ambiente de finanças descentralizadas, e Parsiq, plataforma de dados e automação. Os investimentos nesses projetos somam US$ 2 milhões nos projetos.

A moeda estável BRZ tem lastro em reais, na proporção de 1 BRZ valendo R$ 1. Desde o início do ano integrou a Solana. A BRZ foi lançada pela Transfero Swiss, que tem sede no Crypto Valley, em Zug (Suíça).