Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Startups têm até 8 de fevereiro para se inscreverem em desafio cripto do Prosegur

O Grupo Prosegur está com inscrições abertas, até 8 de fevereiro, de um desafio para o desenvolvimento de soluções que deem segurança às criptomoedas.

As soluções poderão ser agregadas à Prosegur Crypto, que a empresa criou no final de 2020 para custódia e gestão de ativos digitais. Com esse braço, o grupo, conhecido por focar em dinheiro vivo, passou a olhar o mundo das moedas digitais. Agora, com o desafio, poderá ter novas linhas de negócios.

Startups de todo o mundo podem se inscrever. Para isso, o pré-requisito é apresentar um protótipo funcional para o mercado B2B. Os casos escolhidos serão testados no grupo.

Quem vencer, receberá um financiamento de 30 mil euros. A startup poderá também fechar um acordo para a distribuição de sua solução nos 26 mercados em que a Prosegur trabalha. Além disso, há a possibilidade de o grupo comprar uma fatia da startup.

De acordo com Raimundo Castilla, CEO da Prosegur Crypto, “temos que somar a nossa liderança tecnológica global ao talento e criatividade do ecossistema empresarial”.

Dynasty Global integraliza capital social com criptomoeda para operar no Brasil

A Dynasty Global Investments, plataforma de investimento em token fundada na Suíça, integralizou seu capital social no Brasil com seus tokens D¥N. Para isso, transferiu o equivalente a R$ 1,026 milhão para iniciar a operação aqui.

A startup vai centralizar no Brasil a parte operacional do negócio, a tokenização de imóveis. Com isso, evita o custo suíço, muito alto em comparação ao Brasil.

Aqui, deverão ficar, por exemplo, tesouraria, gestão de ativos, financeiro e jurídico, disse ao Blocknews Eduardo Carvalho, um dos fundadores da empresa.

A possibilidade de integralização de capital social com criptomoedas era uma dúvida das juntas comerciais. Mas, em dezembro passado, o Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI) do Ministério da Economia confirmou a possibilidade.

A integralização na Dynasty foi feita no último dia 21. Assim, a empresa transferiu, da tesouraria da Suíça, 3.136 de D¥Ns para a carteira da empresa no Brasil.

Integralização pode crescer

Até agora, não se sabe quantas dessas operações de integralização com criptos já foram feitas no Brasil. De acordo com o advogado Hélio Moraes, sócio da PK Advogados, o ofício Ofício Circular SEI nº 4081/2020/ME pode levar mais empresas a realizar esse tipo de operação. Moraes é também advogado da Dynasty.

“Entendíamos que a integralização era possível. Tanto que fizemos parecer sobre o assunto. Mas, nenhum cliente havia tido coragem de tentar antes do ofício”, disse Moraes ao Blocknews.

“A operação foi feita em cerca de 15 minutos, porque a rede blockchain estava bem lenta, e custou U$ 7,60 (em torno de R$ 35)”, disse Carvalho.

Foco na Europa e Ásia

Carvalho e Fábio Asdurian criaram a Dynasty no Crypto Valley, na Suíça. A região promove projetos com criptos e blockchain e, portanto, se tornou referência global no assunto.

O registro na junta comercial saiu ontem (1). Portanto, a empresa está contratando 30 pessoas para seu time que já tem 20 em São Paulo.

Segundo Carvalho, a startup já tem investidores interessados em seus tokens Dyn. Agora, espera a autorização da Swiss Financial Market Supervisory Authority (FINMA) para fazer a oferta pública.

A oferta terá foco na Europa e Ásia. Mas, os imóveis serão comprados no Brasil. No entanto, a startup não informa quantos investidores e quais valores se comprometeram a investir. Dentre eles há os 21 sócios da startup.

O endereço do contrato da Dynasty é 0x65167e381388bc803aa2f22cd99d093068e98007. O O D¥N é diferente da moeda DYN, que já está listada e que não é da Dynasty Global*.

Parte dos investidores é da rede de contatos dos fundadores em suas atividades anteriores à Dynasty. Carvalho, por exemplo, trabalhava com imóveis de alto padrão. Já Asdurian, fundou redes de calçados e tênis.

Dynasty Global olha o futuro

Assim como ter uma operação no Brasil reduz seu custo, a Dynasty está melhor posicionada para eventual aprovação desse tipo de token no país. Portanto, pode ficar mais fácil ter uma posição de liderança na eventual liberação desses tokens.

“O mercado está começando a entender o que é cripto. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou o sandbox. Além disso, é possível integralizar capital social com criptos. Os fundos nacionais podem, ainda, investir em fundos internacionais de criptos”, mencionou Carvalho.

“Tem um cenário se moldando para aceitar empresas de criptos. Com nosso conhecimento, entendemos que para nos posicionarmos para participar do mercado brasileiro no futuro, é interessante abrir a empresa aqui”, completou.

O preço do D¥N é de 55 francos suíços, ou seja, de cerca de US$ 61 ou R$ 360.

*Reportagem atualizada no dia 5 de fevereiro de 2021, às 10h55, com a informação sobre o número do contrato da D¥N e correção de sua grafia.

Coinbase decide listar suas ações na bolsa, ao invés de optar por um IPO

A Coinbase, maior corretora de criptomoedas dos Estados Unidos (EUA), pretende listar suas ações diretamente na bolsa. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (28), por comunicado. Em dezembro passado, a empresa apresentou à comissão de valores mobiliários do país, SEC, pedido de registro de ações.

Portanto, a empresa optou por colocar na bolsa apenas as ações já existentes, sem emitir nova. É o mesmo processo que novas empresas, como a Spotify, por exemplo, escolheram.

Assim, a corretora também não vai embarcar nos longos, complexos e mais caros processos de oferta inicial de ações (IPO, em inglês).

Os IPOs são tocados por bancos que, dentre outras atividades, fazem roadshow das empresas para mostrá-las a potenciais investidores. dessa forma, esperam cravar melhores preços para as ações.

Coinbase aguarda retorno da SEC

A Coinbase ainda aguarda retorno da SEC sobre seu pedido.

A entrada de uma corretora de criptos numa bolsa do mercado financeiro tradicional será um grande teste para o segmento. A listagem permitirá, dentre outros coisas, medir o apetite dos investidores pelo mundo das criptos, em especial dos institucionais.

De acordo com o site da corretora, a empresa já movimentou negociações de US$ 300 bilhões e tem US$ 30 bilhões de ativos na plataforma. A exchange afirma ainda que tem 35 milhões de usuários em mais de 100 países. Além disso, tem 1 mil funcionários.

Quando a Coinbase anunciou que estava pedindo registro na SEC, a Messari, empresa de dados sobre criptos, estimou que a exchange pode levantar US$ 28 bilhões num oferta de suas ações.

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Mercado Bitcoin recebe aporte de R$ 200 mi e vai se expandir na América Latina

O Mercado Bitcoin, maior exchange de criptoativos da América Latina, anunciou hoje (21) que recebeu um aporte de R$ 200 milhões de diferentes investidores. A rodada foi co-liderada pela gestora GP Investimentos e Parallax Ventures. Além deles, participaram o Fundo Évora, de Zé Bonchristiano, o FIP da HS Investimentos, o Banco Plural e Gear Ventures, que já é sócia da empresa.

O investimento será usado na expansão internacional da startup, que quer atuar em outros países da América Latina. Em 2020, a empresa contratou Bernardo Quintão, especialista em criptomoedas, para a função de embaixador internacional. Sua missão é buscar oportunidades fora do Brasil.

“Queremos ser uma das cinco maiores bolsas digitais do mundo. Vamos olhar para s mercados como Chile, México e Argentina, que têm uma cultura regulatória mais próxima da nossa”, disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Investimento em custódia e carteira

“Nosso propósito de longo prazo é participar da construção de uma nova infraestrutura para o mercado financeiro (FMI), baseada em blockchain, smart contracts e criptoativos”, completou.

De acordo com o comunidado da MB, os investimentos serão em dois pilares: um deles é na Bitrust, que faz custódia. O objetivo é atrair investidores institucionais ao mundo dos ativos digitais. Bolsas em todo o mundo dizem que esses investidores estão aumentando suas exposições a criptos.

O segundo pilar é a carteira digital Meubank, que ainda aguarda regulação do Banco Central. Além de guardar criptos, a carteira também poderá guardar ativos como milhas e colecionáveis de games. E, também, fazer conversões, investimentos, pagamentos de contas e transferência de dinheiro.

Mercado Bitcoin vê aumento de transações

Os irmãos Gustavo e Maurício Chamati fundaram o Mercado Bitcoin em 2013. Em 2017, três executivos do mercado financeiro investiram na empresa: Reinaldo Rabelo, hoje CEO, Roberto Dagnoni e Mauro Negrete. Todos da Gear Ventures e ex-executivos da B3. Antes da B3, venderam a GRV para a Cetip e a Sascar para a GP. Com a incorporação da Cetip pela B3, foram para a bolsa. Mas saíram para investir em startups. Arnaldo Rocha, sócio da DealMaker também faz parte do grupo.

Em 2017 a empresa tinha pouco mais de 1 milhão clientes cadastrados e a soma de R$ 10 bilhões transacionados em quatro moedas. Hoje, são 2,2 milhões de cadastrados e só no ano passado as transações somaram R$ 6,4 bilhões. Com o boom de preços das criptos, em janeiro foram negociados mais de 50% do valor de 2020.

Os ativos na bolsa também são mais variados. Além da incorporação de mais criptomoedas, o MB negocia tokens de ativos como consórcios, precatórios e direitos de jogadores descobertos pelo Vasco. E deve incluir novos clubes para a venda desses tokens do mecanismo de solidariedade da Fifa. Também tem autorização para operar uma plataforma de crowdfunding para startups, a Clearbook.

Investidores em startups colocam blockchain e cripto no topo das tecnologias mais promissoras

Investidores em startups nos Estados Unidos (EUA) colocaram blockchain e criptoativos como o segmento de tecnologia mais promissor em 2021. Já os fundadores de startups, será o quinto principal. Esse é o resultado de um levantamento do venture capital Nfx com 526 entrevistados, no final de 2020. A resposta positiva foi dada por 30,25% dos investidores.

Além dessa previsão, a maioria dos fundadores (71,56%) e dos investidores (64,18%) acreditam que nos próximos três anos, blockchain será uma tecnologia comum. O restante nesses dois grupos acredita que o uso de blockchain não vai progredir.

Um exemplo desse interesse é o da PayPal Ventures, que hoje (7) anunciou investimento na startup TaxBit. A empresa tem um software que calcula os imposts sobre criptos para usuários e lojistas.

Quando a pesquisa foi feitas, os entrevistados nem sabiam ainda do anúncio de IPO da Coinbase, o que poderia ter influenciado ainda mais as respostas.

Investidores estão mais animados do que fundadores de startups. Imgem: NFX

A pesquisa não mostra porque os investidores em startups veem blockchain com tão bons olhos. É possível que o rally de preços do bitcoin desde o final de 2020, o boom de finanças descentralizadas no semestre ano passado e o maior conhecimento sobre a tecnologia contribuam para essa percepção. Uma vez que venture capitals olham para negócios escaláveis, os de criptos podem estar chamando a atenção deles.

Depois de passar pelo período de hype, em que muita gente achou que podia resolver qualquer problema com blockchain, a tecnologia caiu num limbo. Isso é normal, conforme mostra levantamento do Gartner. Mas agora, parece que volta a ser a bola da vez ou algo assim. Porém, volta de uma forma, aparentemente, mais madura. Há mais pessoas entendendo do que se trata blockhain e quando é recomendável usá-la.

Investidores em startups de criptos

Se o interesse dos investidores é em criptoativos, houve movimentos em 2020 que indicaram potencial de maior uso. Dentre estão a aceitação de criptos pelo PayPal e Visa. Assim como também houve confirmações do regulador bancário dos EUA de que as instituições podem realizar determinados operações e serviços que envolvem empresas do setor ou moedas estáveis.

Agora, se o movimento se deve ao frenesi causado pelo rally do preço do bitcoin, que anda batendo recorde sobre recorde, a visão também deve ser muito positiva, apesar da volatilidade da cripto.

Disputa com ouro

Segundo uma análise do J.P. Morgan, que faz comparações com o ouro, o preço do bitcoin teria de chegar a US$ 146 mil para ter um market cap equivalente ao do metal nas mãos de investidores. Esse market cap é US$ 2,7 trilhões. O do bitcoin está agora (18h11) em US$ 1,04 trilhão quase um terço do valor em ouro.

Só que a sua alta volatilidade afugenta investidores institucionais que gostam de ouro. Portanto, o banco diz isso essa redução de volatilidade, aumento de demanda e de preço só poderá acontecer no longo prazo. O JP lembra também que as novas gerações preferem ativos digitais, como o “ouro digital”, no caso bitcoin e isso pode ajudar a aumentar seu market cap no futuro.

Investidores e fundadores acham que em três anos, blockchain será tecnologia comum. Imagem: Nfx

Em sua análise desta semana, o Mercado Bitcoin indica que os preços estão esticados e pode haver uma correção, assim como diz o J.P.

“Caso queira entrar a qualquer custo (no mercado de criptos), comece com um aporte menor durante esta alta. Espere uma correção para aumentar mais intensamente as posições. Evite ser vítima do Fomo (sigla em inglês para medo de perder uma chance).

E aí vem uma informação importante de mercado: “historicamente, as correções do BTC costumam durar cerca de 25% a 40%, mas agora com a entrada em massa dos institucionais, podemos estar iniciando um novo padrão de correções menores.”

A pesquisa da Nfx também trouxe outros dados interessantes, como o de que a maioria dos investidores estão interessados em diversificar seus investimentos geograficamente. Eles dizem que querem colocar dinheiro em startups fora de hubs como Bay Area, em São Francisco, Nova York, Los Angeles e Seattle. Alguns fundadores e investidores até dizem que vão sair de Bay Area.

LCX, bolsa de criptoativos de Liechtenstein, anuncia lançamento após obter licenças

A Bolsa de Criptoativos de Liechtenstein Cryptoassets (LCX) anunciou, hoje (5), o lançamento de sua exchange digital regulada e alinhada a regras de compliance. A empresa diz que conseguiu oito licenças que seguem as novas leis de blockchain do país. Dentre as primeiras moedas que vai negociar estão bitcoin, ethereum (ETH), USD Coin e o token LCX Token.

De acordo com a LCX, as licenças incluem a de bolsa de cripto, de custodiante de ativos digitais e criptos e de oráculo que oferece contratos inteligentes. Além disso, a LCX tem autorizações para serviços de tokenização e de distribuição de tokens, assim como para outros projetos, como identidade.

Seu token LCX Token pode ser usado para pagar os serviços da bolsa.

A LCX saiu de uma ideia num guardanapo, onde Monty Metzger, CEO e fundador da empresa, desenhou seu projeto, em 2017. Um ano depois, ele fundou a empresa.

A partir daí, criou um portfolio de criptos, um terminal para moedas e DeFi e outros produtos. Hoje, a sede da empresa fica em Vaduz (Liechtenstein), mas há duas filiais no Crypto Valley em Zug, na Suíça, e em Nova Delhi, na Índia.

A bolsa quer ser a primeira a oferecer security tokens com licença e que opera sob supervisão dos reguladores. “2021 vai ser o ano da inovação em blockchain e vemos o compliance em cripto como peça-chave para o sucesso”, disse Meztger.

Wozx, token do co-fundador da Apple para eficiência de energia, entra em mais uma exchange

Os tokens Wozx da Efforce, empresa do co-fundador da Apple, Steve Wozniak, estão agora listados em três exchanges. Além da HBTC, onde a empresa lançou os tokens em 3 de dezembro, a plataforma listou os criptos na Bithumb Global e agora, na Gate.io. O foco desses ativos é investir os recursos levantados em projetos de eficiência energética.

O Wozx é um token ERC-20, da rede Ethereum. Quem tiver interesse em financiar os projetos apresentados na plataforma, compra os tokens como investimento futuro. Dessa forma, as empresas implantam os projetos com os recursos dos tokens e a economia de energia é registrado em tempo real na blockchain.

No final, um contrato inteligente redistribuirá os ganhos para quem tiver os tokens e para as empresas. Logo no início, a Efforce criou 100 milhões de Wozx. A empresa vai emitir 1 bilhão de tokens em 10 anos e nada mais.

Wozx vale US$ 1,30

O negociação do token começou em US$ 0,10. Na sequência, o valor se multiplicou e chegou a US$ 3,62 no dia 9. No entanto, os preços caíram depois e às 9h32 desta segunda-feira (28) o valor era de US$ 1,30.

Além de “Woz”, os outros co-fundadores da Efforce vêm da AitherCO2, baseada em Milão. A empresa presta serviços para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade das empresas.

Efforce afirma que nos últimos 10 anos, o mercado de eficiência energética atingiu US$ 241 bilhões e aumentos anuais de 10%. De acordo com a Agência Internacional de Energia estima que chegará a US$ 580 bilhões em 2025.

O que pode incentivar esse mercado é a pressão dos consumidores para que as empresas sejam mais sustentáveis. Isso também tem feito governos, como o da União Europeia (UE) e China, se comprometerem a reduzir a emissão de carbono.

SEC processa Ripple e dois executivos; reguladora quer aplicar penalidades por causa do XRP

A Securities and Exchange Commission (SEC) divulgou, nesta terça-feira (22), que abriu processo contra a Ripple Labs Inc. e dois de seus executivos. Isso porque eles levantaram US$ 1,3 bilhão na venda do token XRP desde seu lançamento, em 2013. De acordo com a reguladora, o XRP é um titulo de investimentos e a empresa tinha de registrá-lo*.

A reguladora do mercado dos Estados Unidos (EUA) diz que a empresa violou o Securities Act de 1933. Dessa forma, pede uma medida cautelar, pagamentos de juros e penas civis. Enquanto a SEC diz que o XRP é um contrato de investimento, a Ripple diz que é uma criptomoeda.

Na segunda-feira à noite, o CEO da Ripple, Bradly Garlinghouse, tinha antecipado que a SEC deveria processar a empresa. O executivo disse que está “pronto para lutar”. Assim como Garlinghouse, a reguladora também está processando Christian Larsen, co-fundador, presidente do conselho e ex-CEO da Ripple.

O XRP era o terceiro com maior market cap (valor da moeda x oferta de moedas). Mas nas últimas horas perdeu o lugar para a Tether. Às 12h35 de hoje estava em US$ 15,39 bilhões. Isso representou uma queda de 31% em 24 horas dos cerca de US$ 21,7 bilhões. Por outro lado, o da Tether subia 0,26% para US$ 20,47 bilhões.

Ripple no Brasil

O XRP ajudou a financiar a Ripple. A empresa foi criada como uma startup para transferências internacionais. Como utiliza blockchain, seu objetivo é oferecer serviços mais eficientes e baratos do que os da Swift.

Segundo a empresa, sua rede inclui mais de 300 bancos em mais de 40 países. No Brasil, Bradesco, Santander e Rendimento estão entre as instituições que usam a plataforma. Porém, o Brasil é um dos países que proíbe o uso de tokens como o XRP.

Num comunicado, a SEC também disse que a Ripple distribuiu bilhões de XRP em troca de serviços. Além disso, a reguladora afirma que os executivos realizaram vendas não registradas de cerca de US$ 600 milhões de XRP.

Exposição de investidores

“Emissores que buscam benefícios de ofertas públicas, incluindo acesso a investidores do varejo, ampla distribuição e mercado secundário, precisam seguir as leis federais de títulos. Essas leis demandam o registro de ofertas, a menos que haja uma exceção”, disse Stephanie Avakian, diretora da divisão de Execução da SEC.

A reguladora afirmou ainda que a falta de registro das vendas de XRP levou a uma exposição dos investidores sem informações a respeito da Ripple. Portanto, eles ficaram sem as proteções adequadas. Essas proteções “são fundamentais para nosso sistema de mercado público”, completou

*Reportagem atualizada às 12h40 com valores de mercado do XRP