Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Wirex divulga lista das 10 mulheres de maior destaque no mercado global de cripto

A empresa de pagamentos digitais Wirex e o hub de notícias The Fintech Times anunciaram as 10 principais mulheres em ascensão no mercado global de cripto, escolhidas dentre 367 inscritas. São mulheres em papéis relevantes e de destaque em diferentes áreas, como consultoria, pesquisa e implantação de projetos, e que atuam na Europa, Ásia, Estados Unidos e Israel.

Mulheres no mundo cripto são minoria tanto no mercado de trabalho, quanto como investidoras, o que faz empresas do setor buscarem atraí-las para seus portfolios, carteiras digitais e corretoras.

A escolha das 10 mulheres se baseou em suas conquistas, potencial, capacidade de liderança, ambição, influência e inovação, segundo a Wirex. São elas, em ordem aleatória:

  • Noelle Acheson, Diretora de Pesquisa da CoinDesk
  • Tonya M. Evans, Professora da Penn State Dickinson Law
  • Lucy Gazmararian, Diretora Associada da PWC Crypto & Fintech Advisory
  • Susan Crew, Criadora de Conteúdo da Crypto Granny
  • Simone Maini, CEO da Elliptic, empresa de análise de dados com foco em compliance
  • Inbal Polak, Diretora do Fundo para Ativos Digitais da YRD Capital
  • Elizabeth Kukka, Diretora Executiva da empresa de soluções Ethereum Classic Labs
  • Sofie Blakstad, CEO da hiveonline, que desenvolve soluções para comunidades, com foco em finanças sustentáveis
  • Christina Lomazzo, Líder de Blockchain Lead da UNICEF
  • Lenka Hudáková, Gerente de Eventos da Maker Foundation

O “Rising Women in Crypto Power List de 2020” é parte da campanha “Women in Crypto”. O site da campanha traz diversos conteúdos sobre mulhers que trabalham a Wirex e influenciadoras no segmento cripto e fintech e fica no ar até domingo (8).

Mercado Bitcoin e Vasco vão emitir primeiro token de mecanismo de solidariedade de jogador do mundo

O Mercado Bitcoin, maior plataforma de criptomoedas e ativos digitais da América Latina, fechou parceria com o Club de Regatas Vasco da Gama para fazer a primeira tokenização do mundo de direitos de mecanismo de solidariedade de jogadores de futebol.

Serão criados 500 mil tokens de 12 atletas formados nas divisões de base do clube e o lançamento está previsto para dezembro. O valor inicial é de R$ 10 milhões, ou seja, R$ 20 por token, mas segundo os parceiros, poderá superar R$ 50 milhões. A compra pode ser feita por brasileiros e estrangeiros na plataforma do Mercado Bitcoin.

O mecanismo de solidariedade é uma regra da Fifa e prevê que a cada transferência de um jogador, 5% do valor negociado vá para o clube que contribuiu para formar o atleta. O valor é proporcional ao tempo que o jogador ficou no time.

Como o Vasco não tem mais ingerência nas negociações desses jogadores, porque já estão em outros clubes, quem tiver o token receberá sua parte pelo mecanismo de solidariedade se e quando as operações acontecerem.

Os jogadores tokenizados do Vasco já estão em outros clubes, inclusive fora do país. Cada token corresponderá a uma parte dos direitos de mecanismo de solidariedade de atletas como Philippe Coutinho, Douglas Luiz, Alex Teixeira e Allan, que atuam na Europa e Ásia e já foram convocados para a seleção brasileira.

Jogador / Atleta Clube Atual
Josef de Souza Dias Beşiktaş, Turquia
Douglas Luiz Soares de Paulo Manchester City F.C, Inglaterra
Philippe Coutinho Futbol Club Barcelona, Espanha
Alex Teixeira Santos Jiangsu Suning, China
Paulo Henrique Sampaio Filho
(Paulinho)
Bayer 04 Leverkusen, Alemanha
Allan Marques Loureiro Everton, Inglaterra
Evander da Silva Ferreira FC Midtjylland, Noruega
Luan Garcia Teixeira Sociedade Esportiva Palmeiras, Brasil
Mateus da Silva Vital Assumpção Sport Club Corinthians Paulista, Brasil
Alan Kardec de Souza Pereira Jr. Chongqing Lifan FC, China
Marrony da Silva Liberato Silveira Clube Atlético Mineiro, Brasil
Nathan Santos de Araújo Boavista Futebol Club, Portugal

A tokenização será feita pelo Mercado Bitcoin Digital Assets (MBDA). Os tokens estão na plataforma do MB, que já fez uma pré-compra de 20% das 500 mil unidades. O acordo também prevê que o MB tenha sua marca na camisa do Vasco por até 8 jogos. O MBDA vai receber 5% dos tokens pela prestação dos serviços de operacionalização. O Vasco ficará com os 75% restantes dos tokens.

“Esse é um token que deve mudar a maneira como o futebol trata o mecanismo de solidariedade. O Vasco é o primeiro clube do mundo a contar com esse token, mas queremos que outros clubes possam ter acesso a ele. Confiamos que estamos criando uma nova fonte de receita para os clubes”, afirma Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Segundo o presidente do Vasco, Alexandre Campello, “desde 2018, o clube vem buscando possibilidades de utilização de criptoativos para gerar novas receitas e recursos financeiros”.

Para implantarem o projeto, os parceiros buscaram pareceres jurídicos de advogados especialistas em futebol, moedas digitais e regulamentação de valores mobiliários, além de consultarem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para confirmar o entendimento de que o token não se caracteriza como valor mobiliário.

Rabelo, CEO do MB, diz que empresa fará pré-compra de 20% dos tokens. Foto: MB

Para calcular o valor dos tokens, a MBDA e o Vasco da Gama usaram o valor dos jogadores estimados no Transfermarket, site especializado no assunto, e o potencial de valorização ou desvalorização estimado para os jogadores, considerando-se avanço da idade e possíveis transações futuras. Assim é que se chegou ao valor atual de R$ 50 milhões.

O MBDA vai receber 5% dos tokens pela prestação dos serviços de operacionalização. O Vasco ficará com 75% (20%, além dos 5%, serão do MBDA, por conta da pré-compra).

Tokenizar ativos de todos os tipos – ou dividir algo em pedaços – é uma das possibilidades que blockchain oferece. Com isso, além de se criar um instrumento financeiro que pode gerar renda, o preço para se ter uma parte do que foi tokenizado é mais acessível, democratizando o investimento.

“DeFi vai acontecer além do Ethereum, com interoperabilidade entre blockchains”

Em entrevista ao Blocknews, Solange Gueiros, desenvolvedora e professora sobre plataformas blockchain na Blockchain Academy e Fiap, fala do crescimento, da segurança e da necessidade de educação financeira relacionada das finanças descentralizadas, que surgiram no mundo dos blocos, conhecidas como DeFi.

A entrevista a seguir faz parte da série sobre os 12 anos de publicação do white paper de Satoshi Nakamoto sobre bitcoin, completados no último dia 31 de outubro.

BN: Qual é o cenário de DeFi no mundo? 

SG: No final de 2019, aproximadamente 3 milhões de Ethers (ETH) estavam alocados em DeFi. Em outubro deste ano, este número já passou de 9 milhões, segundo o site Defipulse, Ou seja, DeFi está em crescimento exponencial. Estamos falando de um movimento mundial e não por país. Os usuários fazem operações usando endereços blockchain, que não tem nenhum KYC (sigla de Know your customer, método de identificação de clientes usado no setor financeiro). Logo não é possível saber de onde eles são.

BN: E qual o cenário no Brasil?

SG: A recuperação do ecossistema cripto culminou neste mês de outubro com o bitcoin atingindo suas máximas históricas no Brasil, embora a valorização do BTC em dólar ainda esteja longe do seu valor máximo, demonstrando a desvalorização do real em relação ao Dólar.

BN: Quais os projetos DeFi que você destacaria?

Os principais que aparecem na lista da Defipulse são Uniswap (US$ 2,79 bilhões), Maker (US$ 2,12 bilhões), WBTC (US$ 1,45 bilhão), Aave (US$ 1,11 bilhão) e Compound (US$ 1,09 bilhão).

Uniswap é um protocolo para troca de tokens baseado em provedores de liquidez e market makers automatizados e pode ser utilizado por qualquer um, é open-source. Podemos dizer que Bitcoin é DeFi, mas eu diria que Bitcoin é o ancestral de DeFi, e que a MakerDAO é o projeto origem de DeFi. É uma plataforma de crédito para emissão de DAI, uma moeda estável cujo valor está atrelado ao dólar americano, hoje colateralizado por ETH e outros criptoativos .

BN: Qual a vantagem de DeFi em relação ao sistema financeiro tradicional?

SG: As diferenças entre DeFi e CeFi podem ser colocadas da seguinte forma:

  • Finanças descentralizadas contra finanças centralizadas;
  • Um opera sem censura e o outro pode ser censurado ou controlado;
  • DeFi é econômico e CeFi é caro;
  • E um sistema é baseado em blockchain enquanto o outro está construído sobre fundações arcaicas.

BN: Quais são as barreiras de entrada em DeFi do ponto de vista dos consumidores?

SG: Uma barreira é a educação financeira, principalmente a conscientização e maturidade necessárias para ser completamente responsável pelo seu próprio dinheiro. Em DeFi a custódia dos seus ativos fica com você, e não com uma empresa ou um banco. E se você perder suas chaves privadas, o que seria o equivalente a perder sua senha em um sistema centralizado, não existe o botão “esqueci minha senha”. Já era, perdeu seu dinheiro.

BN: Uma pesquisa divulgada recentemente mostra que 86% das empresas do setor financeiro tradicional europeu avalia ou planeja ter projetos nessa área. DeFi levará a uma mudança drástica ou ao fim do setor tradicional como conhecemos?

SG: Na minha opinião, DeFi é a mudança! Não acho que seja possível saber se o setor tradicional vai acabar. Mas é fato que DeFi já tem condições de reproduzir praticamente tudo o que existe no setor financeiro tradicional, sem horário bancário e pausas nos finais de semana, ou seja, funcionando 24 horas, 7 dias por semana. Faz total sentido que as empresas de finanças centralizadas pensem em projetos de DeFi, seja pelo custo menor, pela disponibilidade maior ou apenas para não ficarem para trás. 

BN: O que DeFi muda no setor de criptoativos? E isso é bom ou ruim?

SG: As finanças descentralizadas expandem o mundo dos criptoativos, ampliam as possibilidades de utilização, seja como investimentos, empréstimos, seguros, ou ainda a grande variedade em derivativos do sistema tradicional que podem ser reproduzidos em DeFi. É excelente, não há como voltar atrás.

BN: Olhando para os próximos 12 anos (ou até onde vc consegue enxergar), como você imagina o cenário do segmento de DeFi?

SG: Não acho que seja possível falar em um determinado tempo em anos, mas enxergo que DeFi vai acontecer além do Ethereum, com a expansão da interoperabilidade entre blockchains, em um futuro onde redes se complementam e interagem entre si. Acredito no Ethereum e acho fantástico o crescimento de DeFi neste blockchain, mas acredito que haverá mais opções em outros blockchains, principalmente em Bitcoin, como a evolução que já está acontecendo na RSK, por exemplo. 

BN: Há quem diga que DeFi não é seguro porque não se sabe o que está colocado nos smart contracts. Qual sua opinião sobre isso?

SG: Eu penso exatamente o contrário. Em DeFi, praticamente todos os projetos são open source e com smart contracts com o código fonte verificado. Isto significa que o smart contract realmente corresponde ao bytecode (código em linguagem de máquina)  gravado no blockchain.
Ou seja, é possível conferir tudo o que o smart contract faz. Se houve alguma falha, ela está pública e será utilizada para o bem ou para o mal, dependendo de quem encontrá-la. Mas isto é considerado um ponto positivo em segurança. Entidades que não publicam o código fonte de seus smart contracts são menos confiáveis, porque é preciso acreditar no que dizem que ele faz e não conferir no código.

Outros conteúdos da série 12 anos de bitcoin em:

Se criptografia é avessa à regulação, por que regulação favorável ajuda os criptoativos?

Parceria entre empresas e governo fez da Suíça um hub em criptos e blockchain

Negócio todo baseado em blockchain está próximo de surgir e trará enxurrada de possibilidades, diz Magaldi




Parceria entre empresas e governo fez da Suíça um hub em criptos e blockchain

Uma bem sucedida parceria entre empresas e governos e ações do ecossistema para evitar a atuação de golpistas, logo no início do mundo cripto, foram alguns dos fatores que tornaram a Suíça um dos principais centros das finanças tradicionais do mundo, também em um dos principals hubs de negócios ligados a criptoativos e blockchain.

Essa é uma das mudanças no mundo dos negócios causadas pelo whitepaper de Satoshi Nakamoto sobre a bitcoin, divulgado há 12 anos. E quem conta essa história ao Blocknews é Toni Caradonna, membro fundador da Federação Suíça de Blockchain (SBF em inglês), por meio da Fundação Porini, ONG que usa tecnologia em projetos de impacto social, e que lidera o grupo de trabalho de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU na federação.

Esta entrevista é parte de uma série que o Blocknews publicará em celebração à divulgação do whitepaper, em 31 de outubro de 2008.

BN: Quais foram os maiores fatores que levaram a Suíça a se tornar um dos maiores promotores de blockchain e criptoativos?

TC: Na minha percepção, foi um exemplo perfeito de uma parceria público-privada. Houve uma adoção empreendedora muito cedo em meio a uma incerteza jurídica. Então, os stakeholders se juntaram a tomadores de decisão do governo, que viam o potencial que a tecnologia oferece. Pessoalmente, também acho que o fato de a Fundação Ethereum estar em Zug e ter tido a consultoria de um time de advogados muito competente e com excelente reputação, acelerou a credibilidade do setor. Além disso, acho que o aspecto autoregulatório dos stakeholders que queriam uma separação clara entre os atores complacentes e os golpistas, foi um grande motivador para a adoção.


BN: Esse movimento significa que a Suíça acredita que o setor financeiro tradicional será substituído, no futuro, pelos criptoativos?

TC: Não acredito que vivemos num mundo binário, nem em relação à sociedade e nem em relação aos negócios. Porém, eu realmente acredito que muitos participantes do setor vejam um potential massivo, o potencial de disrupção. A Suíça não tem recursos naturais e é altamente dependente de inovação. Por isso é que existe um grande interesse e apoio dos tomares de decisão em todos os níveis.


BN: Tem havido várias ações para promover os criptoativos, como a criação do Cryto Valley em Zug e o uso de criptomoedas para pagamento de impostos. Há também um movimento para promover o uso de blockchian em empresas e no governo? 

TC: Eu vejo isso como um desafio de percepção. A Suíça é uma federação, portanto há vários níveis de governo, com muita independência e que podem atuar e comunicar de forma rápida e efetiva. O apoio a tecnologias usadas pelas empresas, em geral, acontece nas diretorias daquelas de grande porte, que precisam prestar contas a reguladores e comitês de padronização. Isso leva tampo e o foco é no negócio e não no marketing, em especial quando se pensa na indústria de infraestrutura. A maior provedora de energia do país, a Axpo, por exemplo, trabalha há dois anos numa missão federal crítica em blockchain, com seu braço Axpo WZ Systems e a solução SwissDLT (rede suíça criada pela rede BCTS, da qual a Axpo faz parte), sem soltar comunicados. Por isso, acho que as empresas vão adotar a solução sem fazer grande barulho.


BN: Qual tem sido o maior apoio que os governos locais e o federal tem dado para promover criptoativos e blockchain?

TC: Claramente, o esclarecimento feito pelas autoridades do mercado financeiro, logo no início, foi extremamente útil. Além disso, a rápida e drástica intervenção sobre os golpistas e atores de má fé ajudou a evitar danos de reputação. O fato também de que o conselho federal oficialmente disse que a Suíça deveria ser uma Nação Cripto foi importante, apesar de muito debatida dentro da comunidade. E por último, mas não menos importante, as duas câmaras do parlamento aceitaram a nova lei que entra em vigor em agosto de 2021 (trata-se de um conjunto de emendas a leis financeiras e corporativas) . O conselho federal explicitamente convida a indústria a comentar os detalhes dessa implementação (há uma consulta publica que acaba de começar e segue até 2 de fevereiro). Basicamente, o Blockchain Act pretende dar mais segurança jurídica e fazer com que haja menos obstáculos para as aplicações blockchain, além de buscar minimizar abusos. Em outras palavras, pretende levar as criptomoedas e a tecnologia blockchain para uso o convencional. A lei cobre o comércio de ativos digitais e estabelece padrões para as bolsas de criptos.


BN: Qual é a importância de Zug nesse contexto?

TC: Zug é o lar da Fundação Ethereum e um hub para muitas companhias globais por vários motivos (inclusive brasileiras, como a Sppyns, e uma delas são os impostos. Mas as autoridades de Zug aceitaram muito cedo os pagamentos em bitcoin, o que, se você pensar sobre isso, foi uma ação muito radical. E havia ainda uma associação do setor desde o início, bem sucedida e influente, que promoveu o Blockchain Valley, o que foi um investimento efetivo e uma ferramenta de marca e marketing que possibilitou uma série de ações em todo o mundo.


BN: Como você descreveria o estágio atual de uso de criptomoedas e de blockchain em empresas no país?

TC: Eu acredito que há muito tempo nós passamos do estágio de criptomoedas e estamos olhamos para uma gama maior de aplicações. Há vários atores globais que trabalham num ou mais projetos. Os pequenos e médios ainda não estão implementando soluções. Há pioneiros interessantes como o Crowdlitoken, que granulou propriedades no mercado imobiliário europeu para 100 euros (cerca de R$ 675) e que resolveu um grande problema. A divisão europeia de riqueza é baseada no topo da pirâmide quando se fala em acesso a esse mercado. Outro caso interessante é o do setor de energia. A liberalização desse mercado exige novas ferramentas. A Thurgie AG, que usa blockchain para tokenizar painéis solares, com isso gera a adesão de clientes, independência de bancos e um potencial para terceirização de risco e colaterizaçao de ativos.

BN: Como você vê esse cenário em 5 anos?

TC: Eu não faço previsões. Acho que a maior bifurcação que acontecerá será o efeito do Covid-19 e o resultado disso é realmente difícil de se prever, porque será muito radical.


BN: Quais serão os principais movimentos da Federação Suíça de Blockchain nos próximos anos? O Blockchain Nation é um deles?

Um dos maiores focos é promover a inovação. Nos próximos 4 anos, a SBF ser conectará com startups, indústrias globais, governos e investidores num programa muito claro dentro do marco de uma inovação aberta, num esforço chamado Blockchain Nation Switzerland.

Outra entrevistas sobre os 12 anos de blockchain em:

Negócio todo baseado em blockchain está próximo de surgir e trará enxurrada de possibilidades, diz Magaldi

Moeda do JPMorgan Chase será usada comercialmente e banco cria unidade de blockchain

A JPM Coin, moeda do banco JPMorgan Chase, será usada comercialmente pela primeira vez nesta semana. Além disso, a instituição criou uma nova unidade, a Onyx, para cuidar da moeda e de outras iniciativas em blockchain disse Takis Georgakopoulos, líder global do JP para pagamentos no atacado.

A nova unidade tem mais de 100 profissionais, disse o executivo em entrevista à CNBC.

DBS quer ter bolsa

O DBS, maior banco em ativos do sudeste da Ásia, planeja ter uma bolsa digital, que terá negociações de bitcoin, bitcoin cash, ether e XRP contra os dólares dos Estados Unidos, Singapura, Hong Kong e do ien. A informação é do CoinDesk e, segundo o site, teria sido publicada por engano pelo DBS e depois retirada da internet. Também serão oferecidos serviços de tokenização para empresas.

O banco confirmou o plano da bolsa e informou que ainda não há aprovação regulatória para o negócio, que está sendo montado. Os serviços vão incluir tokenização.

Todas as instituições de pagamentos emissoras de moedas digitais precisarão de autorização do BC

O Banco Central do Brasil aprovou ontem à noite (22) uma resolução que determina que a partir de março de 2021, as instituições de pagamento emissoras de moeda eletrônica passem a ser previamente autorizadas pelo Banco Central para poderem funcionar. 

Até então, pela circular 3885 de 2018, que estabelecia as regras para autorização para prestação de serviços de pagamento por instituições financeiras, estavam incluídas apenas as emissoras de moeda eletrônica com transações de pagamentos a partir de R$ 500 milhões ou valores a partir de R$50 milhões em recursos em conta de pagamento pré-paga.

É uma regra que contradiz a filosofia purista das criptomoedas, criadas para que não haja controles de autoridades. Mas, protege o sistema financeiro de eventuais instabilidades causadas pelos negócios de criptos.

“Ainda não vejo essa resolução como um impeditivo para a inovação. Entretanto, estranho o Banco Central querer regular algo que não é dinheiro, no sentido conceitual de moeda. Lembremos que a criptomoedas são “tokens” que não representam dinheiro mas que ganham valor em razão do seu uso e aceitação. Creio que seja uma questão de competência para regular algo que não seria de sua responsabilidade”, disse ao Blocknews Paulo Perrotti, sócio-fundador da LGPDSolution e presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Na mesma resolução nº 24, o BC criou uma nova modalidade de instituição de pagamento, o iniciador de transação de um pagamento ordenada pelo usuário final, mas que não participa do fluxo financeiro, não detentor, portanto, a conta do cliente. O objetivo é ampliar a abrangência do open banking, que começa a ser implantado em novembro.

Pedidos serão em fases

Em relação a moedas digitais, a instituição de pagamento que em 1º de março de 2021 já estiver emitindo moeda eletrônica, terá de pedir autorização do BC.

Depois, serão dadas autorizações para quem tiver alcançado, até 31 de dezembro de 2021, movimentações superiores a R$500 milhões em transações de pagamento ou R$50 milhões em conta de pagamento pré-paga.

Em seguida, para quem fizer, em 2022, pelo menos R$ 300 milhões em transações de pagamento ou tiver R$30 milhões em recursos mantidos em conta de pagamento pré-paga. E depois, de 1º de janeiro a 30 de junho de 2023, para quem não tiver alcançados esses valores.

Bitcoin bate recorde em reais, chegando a R$ 73 mil, alta supera 7% em 24 horas

O bitcoin bateu recorde de preço ao longo desta quarta-feira (21), superando a barreira de R$ 70 mil – às 20h20, a cotação estava em R$ 73.158, voltando em seguida para a faixa de R$ 72 mil, um aumento superior a 9% em 24 horas. Em dólar, a moeda ainda está longe de sua cotação máxima sendo cotada a cerca de US$ 12 mil.

A oscilação do real-dólar tem sido um dos fatores a impulsionar a valorização da moeda. Analistas apontam também a compra institucionais de criptoativos. E para completar, hoje de manhã PayPal anunciou que vai permitir compra, venda e financiamento de compras com moedas criptografadas. O plano é começar nos EUA e expandir os serviços para outros países em 2021.

PayPal aceitará compra, venda e financiamento em criptomoedas

O PayPal, que no ano passado lançou, e logo depois desistiu de fazer parte do projeto da moeda Libra, com o Facebook, anunciou hoje (21) um serviço para que seus clientes nos Estados Unidos (EUA) possam comprar, vender e guardar criptomoedas em suas contas na plataforma da empresa. Além disso planeja oferecer financiamento em criptos a partir do primeiro semestre de 2021 para compras em seus 26 milhões de lojistas credenciados. As criptos serão convertidas em moedas fiat para esses financiamentos.

“A mudança para moedas digitais (no mundo) é inevitável, disse o presidente e CEO do PayPal, Dan Schulman. “Queremos trabalhar com bancos centrais e reguladores para oferecer apoio e contribuir na definição do papel que as moedas digitais terão no futuro das finanças e do comércio globais.” Para um relatório da União Europeia, a empresa já havia dito que estava trabalhando em projetos com criptomoedas

O projeto começa com o uso de Bitcoin, Ethereum, Bitcoin Cash e Litecoin nos EUA, numa parceria com a Paxos Trust Company. O serviço será gratuito para compra e venda de moedas até o final do ano. A ideia é estender o serviço para o aplicativo Venmo, da PayPal, e para outros países no primeiro semestre de 2021.

Para evitar a barreira ligada a desconhecimento e medo, a PayPal vai entregar conteúdo educacional a seus clientes sobre o ecossistema de criptomoedas, riscos e oportunidades e informação sobre a tecnologia blockchain. Com isso, também deixa claro que avisou de antemão os clientes sobre benefícios e problemas.

Bitlicense temporária

A empresa disse ainda que recebeu uma Bitlicense temporária do New York State Department of Financial Services (NYDFS). Linda A. Lacewell, superintendente da NYDFS, afirmou que o departamento continuará a encorajar provedores de serviços financeiros a operar, crescer e se manterem em Nova York e vai trabalhar com inovadores para permitir que criem e testem ideas.

Muitos analistas dizem que sem utilidade em compras de produtos e serviços, as criptomoedas ficarão isoladas num grupo de usuários. Ao adotar a moeda, o PayPal pode ajudar a frear o medo do desconhecido e outros limitações para o uso, como a alta volatilidade dessa moedas. O movimento da empresa, assim como da Visa e Mastercard, para uso de criptos, podem começar a mudar esse cenário.

No comunicado de lançamento do serviço, o PayPal cita o crescimento do uso de moedas criptografadas e o fato de que 1 em cada dez bancos centrais do mundo estudar ter uma moeda digital e podem lançar suas moedas em até três anos.

Em 2019, a PayPal Ventures injetou recursos na TRM Labs, focada em combate a fraudes com criptomoedas, e na Cambridge Blockchain, que trabalha com gerenciamento de identidade.

Cordite Society, nascida do Royal Bank of Scotland, lança primeira moeda digital em Corda

A Cordite Society, uma cooperativa criada a partir de um projeto de pesquisa do Royal Bank of Scotland, lançou ontem sua moeda digital XDC, a primeira moeda digital na plataforma de registro distribuído (DLT) Corda da R3.

A Cordite é um projeto open source DeFi. Segundo seu white-paper, a XDC é a primeira moeda digital “amigável do ponto de vista regulatório e ambiental”, de valor financeiro e empresarial. O regulador do sistema financiero do Reino Unido, o Financial Conduct Authority (FCA) disse que a XDC é um meio de troca e uma ferramenta descentralizada para comprar e vender produtos e serviços sem os tradicionais intermediários”.

Cada nó representa representa uma instituição, identificada por uma identidadde certifica (X.500). Dessa forma, a moeda está de acordo com os padrões com a FATF, aa força-tarefa do G20 para o combate a crimes como lavagem de dinheiro e terrorismo e que podem after a estabilidade do sistema financiero global.

Segundo o grupo, diferentemente de outras moedas digitais, as transferência de moedas são privadas e sem custos. A exceção é quando se usa o Corda Network Notary5 para manter a integridade do fornecimento de XCD e evitar o problema de gasto duplo dos sistemas clássicos de moedas digitais.

O responsável pela projeto é Richard Crook, que foi responsável por tecnologias emergentes do RBS e hoje é diretor da LAB577, empresa de software.

Libra contrata CFO para rede de licenciados do sistema de pagamentos; executiva vem do HSBC

A Associação Libra contratou Ian Jenkins, que já passou por bancos como HSBC, Credit Suisse e Santander, como CFO e COO da Libra Networks. A empresa é uma subsidiária da associação e é responsável por gerenciar a rede de licenciados do sistema de pagamentos que está sendo montada.

A associação tem feito uma série de contratações de posições de nível C, entre elas as do CEO, Stuart Levey, do Chief Legal Officer (CLO), Steve Bunnell, além de James Emmett, diretor geral da Libra Networks, e de Sterling Daines, Chief Compliance Officer (CCO).