Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Bancos J.P. Morgan e BBVA anunciam que passarão a oferecer serviços com criptomoedas

Reportagem atualizada às 17h34 com informações sobre o J.P. Morgan

O J.P. Morgan e o banco espanhol BBVA anunciaram, nesta quarta-feira (10), que pretendem operar com criptomoedas. Essa é mais uma demonstração de que o mundo das finanças tradicionais está aderindo à criptoeconomia.

De acordo com o líder de pagamentos globais do JP, Takis Georgakopoulos, o banco quer oferecer serviços de pagamentos e de moedas digitais para as maiores plataformas de e-commerce do mundo. A afirmação foi feita durante o Singapore Fintech Festival, segundo o site e notícias Ledgers Insights.

Já o BBVA começa, em janeiro de 2021, a operar compra, venda e custódia de criptomoedas. Com isso, competirá com as exchanges de moedas digitais e será a primeira instituição financeira espanhola a entrar nesse mercado. Mas, a operação se dará pelo BBVA Suíça, onde a legislação é favorável a negócios – sérios – com criptoativos.

Como a Espanha ainda estuda a permissão de operação de criptomoedas, o caminho foi usar o hub internacional do BBVA na Suíça. Já a Comissão Europeia também propôs uma regulação em setembro. A reportagem completa sobre o BBVA está no BlockEconomia, site espanhol parceiro do Blocknews.

“Como você disponibiliza dinheiro?”

Enquanto isso, nos Estados Unidos (EUA) há serviços com criptomoedas permitidos. Tanto é que o JP Morgan já abriu contas de exchanges e tem sua própria moeda digital, a JPM Coin. Seu concorrente, o Goldman Sachs, também está investindo no tema para acelerar o uso de blockchain. Apesar disso, os reguladores disseram, na semana passada, que deverá haver uma nova regulação sobre o assunto nos EUA.

O plano do JP é separado do Projeto Ubin, um sistema de pagamentos de múltiplas moedas que o banco comercializa com o DBS Bank e a empresa de investimentos Temasek, em Singapura. Sua moeda JPM Coin também participa do projeto. 

“Como você disponibiliza o dinheiro? Não apenas por cartões de crédito, mas também por carteiras, criptos e tudo o mais”, disse Georgakopoulos. “E como você envia dinheiro e se conecta com todos os sistemas de pagamentos em tempo real e as com as CBDCs (sigla em inglês de Moedas Digitais de Bancos Centrais) que serão criadas em todo o mundo? E então, como você permite que vendedores e compradores nesses marketplaces interajam entre eles com a moeda que essa plataforma quer ter, fazendo isso de uma forma eficiente e em tempo real, permitindo que a plataforma traga todos os serviços de valor agregado que querem?”

Projeto multimoedas Ubin

O projeto Ubin foi coordenado pela Autoridade Monetária de Singapura (MAS) para o estudo de blockchain e DLT em clearing e liquidação de pagamentos e títulos. Foram cinco fases, a primeira lançada no final de 2016 com um grupo de instituições financeiras, entre elas o JP. A última fase foi finalizada em julho deste ano. Nessa ocasião, foi divulgado um relatório sobre o uso dessas tecnologias em sistemas de pagamentos multimoedas.

O objetivo era o eventual desenvolvimento de sistemas mais eficientes baseados em tokens, que sejam alternativos aos sistemas baseados no banco central.

Logo após esse anúncio, o JP informou, hoje, que fez a primeira operação intraday de recompra de títulos com blockchain.

Wozniak, co-fundador da Apple, lança tokens para financiar projetos de eficiência energética

Steve Wozniak, o “Woz” que criou a Apple com Steve Jobs numa garagem em 1976, colocou para funcionar sua segunda empresa, que desta vez opera no crescente e bilionário mercado de eficiência energética, em blockchain e com emissão de utility tokens.

A empresa, a Efforce, é uma plataforma que permite a qualquer investidor, grande ou pequeno, apostar em projetos de ganhos de eficiência energética e redução de emissão de carbono. Esses projetos podem ser também de qualquer tipo de empresa e em qualquer lugar do mundo. Wozniak disse que essa é a primeira plataforma do tipo no mundo.

O projeto está sendo gestado há três anos. Seu token, o Efforce – a sigla é Wozx -, foi listado nesta quinta-feira (3) na exchange HBTC.com. Nos primeiros 13 minutos, atingiu uma capitalização de mercado de US$ 950 milhões, dez vezes mais do que o preço listado. Segundo a empresa, serão emitidos 1 bilhão de tokens em 10 anos e nada mais. Na próxima semana, a listagem será na Bithumb Global.

Ganhos distribuídos para sempre

Quem tiver interesse em financiar os projetos apresentados na plataforma, compra os tokens como investimento futuro. As empresas implantam os projetos com os recursos dos tokens e o que for economizado é registrado em tempo real na blockchain. No final, um contrato inteligente redistribui os ganhos para quem tiver os tokens e para as empresas.

Os consumidores também poderão comprar os ganhos de energia gerados pelas empresas para compensar suas contas de eletricidade. Pelo menos 1% dos ganhos serão redistribuídos para todos que têm tokens e para sempre, segundo o white paper do projeto. Além disso, poderão ser usados como direitos de votos sobre a governança da plataforma, por exemplo.

A Efforce afirma que nos últimos 10 anos, o mercado de eficiência energética atingiu US$ 241 bilhões e aumentos anuais de 10%. A Agência Internacional de Energia estima que chegará a US$ 580 bilhões em 2025. A pressão dos consumidores para que as empresas sejam mais sustentáveis e políticas de governos como o da União Europeia para reduzir a emissão de carbono podem incentivar esse mercado.

No caso da Efforce, o sucesso da Apple também coloca expectativas de que tudo vai dar certo. Mas é sempre bom lembrar que tokens dependem do sucesso dos projetos, portanto, têm um risco embutido.

Emissão em fases

No primeiro ano do projeto serão emitidos 25% dos tokens. Até 20%, ou 200 milhões deles, serão usados para incentivar quem participa da plataforma. A mineração começará quando os projetos forem lançados e os ganhos vão caindo ao longo do tempo.

“Podemos salvar o meio ambiente fazendo simplesmente melhorias energéticas, sem mudar nossos hábitos”, afirmou Wozniak num comunicado.

“Neste momento, muitas empresas pequenas estão tendo dificuldades”, disse”, said Jacopo Visetti, co-fundador e líder do projeto. Isso significa que as empresas não conseguem nem mudar sua iluminação para LED, por exemplo, completou. A ideia, agora, é exatamente prover recursos para esses negócios.

A Efforce tem executivos com experiência em energia. Em 2010, Visetti fundou a AitherCO2, baseada em Milão, que presta serviços para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade das empresas. A empresa tem receita anual de US$ 240 milhões e não recebeu dinheiro de investidores. As duas empresas têm no time pessoas com experiência em energia.

S&P DJI, referência no mercado financeiro tradicional, cria índice de criptomoedas

Sinal de que as criptomoedas estão expandindo sua importância até mesmo para o mundo financeiro tradicional, a S&P Dow Jones Indices (S&P DJI), maior e uma das mais prestigiadas geradoras de índices do mundo, vai lançar um índice global de criptomoedas.

Esse projeto é uma parceria com a Lukka, empresa de software e de dados de ativos criptografados.

O mercado de criptos carece de índices e referências, diferentemente do mercado tradicional. Índices ajudam os investidores a acompanharem a resposta do mercado ao que aconteceu e ao que está para acontecer com os ativos. Por isso, ajuda a estabelecer estratégias de investimentos.

Classe emergente de ativos

A S&P DJI vai dar o nome, a customização do índice e soluções de benchmarking. Já a Lukka vai fornecer os preços dos ativos, segundo comunicado das empresas nesta quinta-feira (3).

Segundo as empresas, o interesse de investidores em índices e benchmarking de criptoativos cresceu e reforçou a necessidade de dados confiáveis. Serão usados os serviços Lukka Reference Data e Lukka Prime, o primeira metodologia de preço justo para criptoativos.

“As criptomoedas estão rapidamente se tornando uma classe emergente de ativos”, disse Peter Roffman, head global Head de inovação e estratégia da S&P Dow Jones Indices.

Projeto Libra agora é Diem e associação diz que foco é preparar lançamento da moeda

A então Associação Libra é agora Associação Diem. Diem é o novo nome para tudo que era chamado Libra, inclusive a moeda que o consórcio liderado pelo Facebook pretende lançar em 2021.

A palavra latina significa dia e representa um novo dia, diz a associação. Mas, o objetivo é mesmo o de descolar o nome do projeto da confusão causada no seu lançamento, no ano passado.

Nos últimos meses, a associação se esforçou para montar um time de executivos, boa parte vindos de grandes bancos, com experiência em compliance, regulação e risco. Agora, o foco é deixar tudo pronto do ponto de vista tecnológico e operacional para o lançamento, diz a Diem.

Lançamento em janeiro?

Reportagem no Financial Times, na última sexta-feira, afirmou que a expectativa é de lançamento da Diem em janeiro, com a aprovação do órgão regulador suíço, a FINMA, e que operará apenas com autorização para a moeda e o sistema de pagamentos.

Sem consultar os reguladores, Mark Zuckerberg e seus parceiros anunciaram que iriam criar uma moeda e um sistema de pagamentos transfronteiriços. Reguladores de diversos países deixaram claro que como havia sido pensado, a ideia não seria autorizada. E assim, o projeto mudou em fatores como a abertura da plataforma a indexação de cada moeda Diem a uma moeda fiat.

Segundo comunicado da associação, “a associação tem focado em assegurar que o projeto atenda às expectativas regulatórias”. Será uma plataforma simples para inovação financeira que permitirá transações instantâneas, a baixo custo e altamente seguras, disso o CEO da Diem, Stuart Levey. Segundo ele, o compromisso, é proteger a integridade do sistema financeiro e detectar e evitar crimes.

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Facebook pode lançar libra em janeiro de 2021, dizem fontes ao Financial Times

O jornal britânico Financial Times publicou nesta sexta-feira (27) que a Associação Libra, consórcio fundado pelo Facebook, espera lançar sua primeira moeda digital, uma moeda estável lastreada em dólar americano, em janeiro de 2021. As fontes da reportagem não são identificadas e afirmam que a data está atrelada à expectativa de que o regulador da Suíça, Finma, onde a associação está baseada, dê a aprovação para o lançamento.

Atrelar datas a expectativas sobre reguladores é sempre algo questionável, em especial num caso como o da libra, que passou por um grande revés. Inicialmente, o Facebook e a associação haviam anunciado a moeda para deste ano.

Mas a resposta negativa dos reguladores dos Estados Unidos e Europa levou a uma mudança radical de planos. Alguns dos membros iniciais da associação, como Mastercard e Paypal – esta última fundadora do projeto – deixaram a iniciativa e houve um redesenho da moeda. Há outras ainda de peso, como Uber.

A princípio, a libra seria atrelada a uma cesta de moedas e títulos de governo e a rede seria aberta. Agora, a ideia é lançar moedas digitais, cada uma lastreada numa moeda fiat ou moedas digitais de bancos centrais, quando existirem e numa rede mais fechada.

Além disso, a associação está tendo o cuidado de conversar com os reguladores, algo que não fez para lançar o projeto, e está montando uma diretoria de peso, que vem de bancos tradicionais, em especial do HSBC, e muito experiente em questões regulatórias e riscos.

A princípio, a libra seria um dos, ou o maior projeto privado em blockchain do mundo, o que, sendo bem-sucedido, poderia contribuir para o conhecimento e adoção da tecnologia.

Segundo as fontes do FT, a carteira do projeto, antes Calibra e agora Novi, já obteve licença de funcionamento em vários estados norte-americanos, mas ainda faltam dez, incluindo o mais significativo, Nova York.

De recorde em recorde, cotação do bitcoin superou R$ 100 mil

De recorde em recorde nos últimos dias, o bitcoin superou os R$ 100 mil nesta sexta-feira (20). O preço subiu com a alta em dólar, de US$ 18,2 mil para US$ 18.750. O maior valor em dólar que a moeda já atingiu foi o de US$ 20 mil.

“O movimento de alta resulta do aumento da demanda, diante do atual contexto econômico global provocado pela desaceleração da atividade e da massiva injeção de liquidez promovida pelos principais bancos centrais, levando os investidores a buscarem ativos escassos, que funcionem como reserva de valor”, disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Safiri Félix.  

Segundo ele, a alta também é resultado da entrada de investidores profissionais com grandes aportes, das tensões eleitorais nos Estados Unidos e da adesão recente de empresas como Square e PayPal ao mundo cripto, além da mudança de postura de gestoras como a BlackRock, reconhecendo o bitcoin como uma alternativa potencialmente melhor que o ouro.  Segundo a Receita Federal, entre janeiro e setembro deste ano, as transacionados R$ 86,361 bilhões.   

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RPX lança RAS Bank, que terá serviços tradicionais e operações com ativos digitais

A holding RPX, empresa de soluções para bancos digitais, lançou um banco digital multimoedas e um cartão internacional. O RAS Bank funciona há dois meses e embora ofereça serviços tradicionais, como pagamento de contas, irá atuar principalmente com moedas virtuais e ativos digitais, entre eles sua cripto RAS, lastreada em reais e que já estava em circulação.

As etapas de lançamento dos serviços incluem conta digital com criptomoeda integrada, tokenização de ativos, tokenização de investimentos com empresas de multimercado, cartão de liquidação direto em cripto e máquina de pontos de venda (PoS) com cripto integrada, segundo Rafael Pimenta, CEO da holding.

“Assim como os ativos de empresas serão negociados através de tokens, alguns precatórios e tokens imobiliários também estarão disponíveis. Isso facilitará o dia a dia de todos aqueles que escolherem o que desenvolvemos”, completa Pimenta. A curadoria para elegibilidade dos ativos a serem tokenizados estão sendo feitos por uma empresa de especializada do próprio grupo RPX.

“Trabalhamos com taxas de liquidação para democratizar o acesso ao mercado”, explica Jaime Nascimento, presidente da RAS.CASH e que tem 30% do banco. Os outros 70% são de Pimenta, que têm trabalhado com tecnologia e serviços financeiros.

A moeda RAS já existia antes do banco e para cada uma unidade em circulação, há R$ 1 depositado em banco, segundo Pimenta. Segundo ele, “o valor armazenado da moeda oscila diariamente entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, depositados no Banco Plural, com acesso público.

O investimento no banco foi de R$ 5 milhões em desenvolvimento e o CAPEX é de US$ 38 milhões em 2020.

Educação e falta de políticas de diversidade afastam mulheres da criptoeconomia

Por que as mulheres ainda são uma fatia tão pequena no grupo de investidores em criptomoedas? Por que o mesmo acontece nos ambientes de trabalho desse segmento? E o que as corretoras e empresas precisam fazer para atrair esse público?

Para a primeira pergunta, uma das respostas é educação. Mulheres investem, em boa parte, naquilo que conhecem. Como o uso de criptos começou, principalmente, com os gamers e cypherpunks, a maioria deles homens, esse perfil foi se estendendo dessa forma.

Para a segunda pergunta, podem reduzir o gap as políticas de maior diversidade nas empresas e também educação nas escolas e em casa, que mostrem às meninas que STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática) também são assunto de mulheres..

Esses temas foram discutidos na live “Por que somente 15% é a fatia do público feminino na criptoeconomia?”, organizada pela plataforma de comercialização de criptos Monnos, nesta semana, com a participação de Rodrigo Ubaldo, CEO e co-fundador da plataforma, e esta editora do Blocknews. A live pode vista na íntegra no vídeo abaixo.

US$ 7,6 bi foram roubados em ataques e fraudes em corretoras de criptos desde 2011

De 2011 até agora, US$ 7,6 bilhões (cerca de R$ 46 bilhões) foram roubados em 113 ataques cibernéticos e 23 esquemas fraudulentos envolvendo corretoras de criptomoedas, segundo o estudo Security Breaches and Fraud Involving Crypto 2011 – 2020, da Crystal Blockchain, empresa de ferramentas de análises para compliance.

O relatório começa a contagem com o primeiro ataque oficial a uma corretora, a Mt. Gox, em junho de 2011, que resultou em perdas de US$ 36 mil. A empresa teve pelo menos mais dois ataques e tudo somado resultou em perdas de US$ 660 mil. A Mt. Gox fechou as portas, mesmo depois de ser a maior intermediária de bitcoins do mundo.

Dos US$ 7,6 bilhões, US$ 4,8 bilhões foram roubados em esquemas fraudulentos e US$ 2,8 bilhões em ataques contra as corretoras. Os países mais atacados no acumulado do período foram os Estados Unidos, Reino Unido, Coréia do Sul, Japão e China. A maior perda foi a do esquema de pirâmide Plus Token, de US$ 2,9 bilhões, mais da metade do total apurado pelo estudo.

Maioria dos problemas acontece com corretoras fraudulentas. Arte: Crystal Blockchain

O estudo não consegue identificar a localização de diversos casos. No Brasil, identifica o do Bitcoin Rain, que somou US$ 370 mil (cerca de R$ 2.2 milhões), em março de 2013. Trata-se de uma fraude iniciada por Leandro César, que anunciou em fóruns sobre Bitcoin a criação de um grupo de 200 cotas de investimentos, cada uma valendo um bitcoin. Investidores poderiam comprar quantas cotas quisessem e a promessa era de retornos polpudos de pelo menos 9% por mês. Como o fraudador abriu uma conta para receber os valores no Mercado Bitcoin, onde foi sócio por alguns meses, corre um processo contra ambos.

Procurado, o Mercado Bitcoin afirmou que “sempre se posicionou como não tendo nenhuma relação com o caso e agora isso foi comprovado por uma terceira parte – um perito nomeado pelo juízo – com um laudo pericial.” Segundo informações divulgadas na imprensa, segundo o laudo, o Bitcoin Rain fez operações em diferentes corretoras, numa relação de cliente com as exchanges. E disse que os valores foram sacados da conta do Bitcoin Rain no MB e enviados a outros endereços rastreados pela Chainalisys.

Segundo o relatório, 43% dos problemas se referem a corretoras fraudulentas e o maior número de ocorrências, tanto de fraudes, quanto de ataques cibernéticos, foi em 2019, com 26 no total. Depois de 16 deles em 2013, os números caíram até 2016 e voltaram a subir no ano seguinte. Em 2020, foram registrados 17 até agora.

Em muitos casos, os fundos são movimentados após os casos ocorrerem e ficam em alguma carteira digital. “Mas, a alta volatilidade no mercado de ativos virtuais leva, em geral, os criminosos a tentarem sacar os recursos roubados em algum momento”, diz o relatório.

Live da Monnos com Blocknews discutirá baixa participação de mulheres na criptoeconomia

“Por que somente 15% é a fatia do público feminino na criptoeconomia?” é o tema da live promovida pela corretora Monnos nesta terça-feira (10), às 20 horas, pelo Instagram da empresa (@Monnos_Global), com a participação desta editora do Blocknews.

A reduzida participação de mulheres no mundo cripto vai desde a área de programação, como mostrou um estudo independente, passando pelo mercado de trabalho em empresas de diferentes segmentos de criptoativos e blockchain, até o de investimentos.