Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Zeca Baleiro cria token de música, transforma fãs em coprodutores e pagará royalty

Essa é para quem quer ser sócio do cantor e compositor Zeca Baleiro. O músico lançou hoje (31) em parceria com a plataforma TuneTraders, tokens de sua nova música “O Tempo Não Espera”. Cada token vale R$ 100,00 e quem comprar, vai ter direito a royalty por três anos.

Dessa forma, o artista levanta recursos para produção da música e evita intermediários nesse financiamento e pagamento de royalties. “É muito bom que estejam surgindo novas formas de divulgar e comercializar a produção dos artistas da música. Novas picadas vão se abrir deste casamento entre tecnologia e música, o futuro da arte aponta para esse caminho”, disse Zeca Baleiro.

A venda do token de Zeca Baleiro acontecerá por 14 dias. Estavam disponíveis 1.360 cotas para 80% do resultado líquido das receitas da distribuição digital da obra. Às 19h48 desta terça-feira, havia 1.260 em estoque.

Cada pessoa compra quantos tokens quiser. O pagamento do royalty será conforme o número de vezes em que a música tocar a partir de 17 de setembro, quando entrar na plataforma. A cada trimestre, quem tiver os tokens receberá relatório da receita de streaming, além do pagamento. Quem quiser, pode depois vender sua cota na TuneTraders.

Espera-se que os detentores do token de Zeca Baleiro ajudem na divulgação da música. E quem comprar 10 cotas vai levar também uma participação numa audição virtual com Zeca Baleiro e conversar com o artista.

“Empoderamos artistas ao conectá-los a fãs e fundos. Usamos blockchain como uma utility para simplificar a distribuição de royalties, diluir a produção executiva da música entre os fãs e rastrear as receitas”, disse Carlos Gayotto, CEO da TuneTraders.

A TuneTraders será responsável pela distribuição da música nas plataformas digitais e por disponibilizar os relatórios com os royalties coletados e que cada fã deve receber de acordo com a cota adquirida.

Segundo Zeca Baleiro, é um reggaeton que compos durante a pandemia. “uma reflexão sobre este tempo de dor e incerteza em que estamos mergulhados, e da necessidade de, de certo modo, ‘reconstruir o mundo’, o de fora e o de dentro. Apesar do texto reflexivo, a música é um convite à dança, à alegria e à esperança por dias melhores. Vamos dançar sobre as cinzas”.

Baleiro tem mais de 20 anos de carreira e inúmeros prêmios e indicações, entre eles o Grammy Latino, APCA e Prêmio da Música Brasileira.

Consórcio de DeFi cria programa de US$ 100 milhões para atrair usuários

Um consórcio dos principais protocolos e projetos de finanças descentralizadas (DeFi) em Ethereum, empresas de infraestrutura e educação, como Celo, Curve, Sushi, Chainink e RabbitHole, anunciou hoje (30) o projeto DeFi for the People. O objetivo é incluir nos serviços DeFi ao menos parte dos 6 bilhões de usuários de smartphones em todo o mundo.

O programa inclui oferecer mais de US$ 100 milhões em educação, subsídios e incentivos. De acordo com o grupo, a maioria dos participantes do programa contribuirá com metade dos fundos para os programas de incentivo.

O grupo diz que reuniu “construtores para criar produtos que tornam o DeFi mais acessível e fácil de usar para as pessoas que mais precisam”. E o celular é uma dispositivo que está nas mãos inclusive dos desbancarizados, que por eles têm tido acesso a alguns serviços.

A Celo, que tem mais de 1 milhão de endereços de carteira em 113 países, afirmou que fez um projeto piloto na Colômbia em 2020 dando microcréditos sub-garantidos. Com os empréstimos, os usuários compraram bicicletas motorizadas para fazerem entregas pelo Rappi, o que gerou nova renda.

Apesar de DeFi passar por uma explosão em valores nos últimos meses, há apenas 5 milhões de usuários, segundo o grupo. E desses, apenas 10% estão em países desenvolvidos. Segundo o DefiPulse, em janeiro de 2020 havia cerca de US$ 700 milhões alocados em DeFi. Mas, hoje são US$ 36 bilhões. Analistas e participantes do mercado dizem que a dificuldade de entender e operar DeFi e regulações são algumas das barreiras para expansão desse segmento.

No entanto, o crescimento é visto como inevitável. Inclusive para instituições do mercado financeiro convencional. Os DeFis são até inspiração para o projeto de real digital do Banco Central.

Celo fará Hackathon em outubro para atrair projetos de DeFi

No programa do consórcio já estão disponíveis integrações com PoolTogether, Sushi, Moola Market, Ubeswap e Valora e outras vão ocorrer em breve. A partir de hoje também há recompensas para PoolTogether na Celo.

Haverá, ainda, o lançamento de incentivos com outros protocolos e
projetos DeFi nos próximos meses. assim como de um protocolo de interoperabilidade com eficiência de gás para comunicação entre cadeias. “Com o Optics, os usuários poderão mover facilmente os ativos
entre Ethereum e Celo”, diz o comunicado.

Rene Reinsberg, co-fundador da Celo, afirmou que pretende “trazer
mais de 1 bilhão de novos usuários para o ecossistema DeFi nos próximos cinco anos.” Segundo Leighton Cusak, fundador da PoolTogether, as pesquisas mostram que prêmios são um dos modelos mais eficazes para pessoas com com poucos recursos nos bancos.

Além de prêmios, haverá também um hackathon em outubro para atrair mais projetos DeFi para a Celo. Haverá US$ 1 milhão em prêmios e financiamento para as equipes começarem iniciarem seus projetos. O link do hackathon é defiforthepeople.org/hackathon.

Fundador do Twitter quer lançar bolsa descentralizada de criptomoedas

O fundador do Twitter, Jack Dorsey, afirmou que a Square, que também criou, quer criar uma bolsa descentralizada de bitcoins. Será um novo braço da empresa de pagamentos. E será desenvolvida numa plataforma aberta.  A data ainda será definida.

A informação veio, como de costume, num post de Dorsey no Twitter, em que disse “Ajude-nos a resolver esse problema”. Dorsey é um conhecido fã de bitcoin.

Mike Brock, que vai liderar a iniciativa, disse num outro post que “esse é o problema que vamos resolver: tornar fácil apoiar uma carteira sem custódia em qualquer lugar do mundo por meio de uma plataforma para entrada e saída de bitcoin. Você pode pensar nisso como uma bolsa descentralizada para fiat (moeda fiduciária)”.

Segundo ele, por “data a ser definida” eles querem dizer que “nas últimas semanas nosso time tem resolvido o que precisa ser resolvido. Gostaríamos de compartilhar nossa direção e temos algumas perguntas”.

De acordo com Brock, o grupo acredita que bitcoin vai ser a moeda da internet. “Enquanto há muitos projetos que tentam ajudar a internet a ser mais descentralizada, nosso foco é num forte sistema monetário global pra todos.”

De acordo com o executivo, “ter bitcoin hoje envolve tipicamente trocar fiat num serviço centralizado e com custódia como a CashApp ou Coinbase. Esses serviços tem vários problemas e não estão bem distribuidos no mundo”.

ETF de Ethereum da Hashdex será lançado na B3 na próxima semana

A Hashdex, que já tem dois fundos de índices (ETFs) relacionados a criptomoedas na B3, lança dia 18 o ETF com 100% de exposição a Ethereum. O ETHE11 tem exposição ao Nasdaq Ethereum Reference Price (NQETH), que foi desenvolvido pela bolsa norte-americana e busca seguir o preço da criptomoeda em tempo real.

A XP, o Itaú BBA e o Banco Genial serão os coordenadores da oferta desse ETF. A taxa de administração é de 0,7%. A previsão é que a aplicação inicial por cota seja de pouco mais de R$ 50,00, na faixa mesma faixa do Hash11, primeiro ETF do país.

Portanto, este será o terceiro ETF de criptoativos que a Hashdex disponibiliza na B3. Na semana passada, começou a operar na bolsa o ETF de bitcoin que promete ser um produto sustentável em relação a pegada de carbono. Sua concorrente no segmento, a QR Capital, tem dois ETFs. Assim, o Brasil é um dos países que mais tem ETF de criptomoedas.

ETF da Hashdex buscará refletir refência da Nasdaq

O prazo de reserva de cotas do ETHE11 vai até a próxima sexta-feira (13). De acordo com a Hashdex, a empresa investirá no mínimo 95% do patrimônio em cotas do fundo de índice alvo, o Hashdex Nasdaq Ethereum ETF. Esse, por sua vez, investe em ativos financeiros emitidos ou negociados no exterior, em Ethereum ou em posições compradas no mercado futuro. E assim busca refletir o NQETH.

A Hasdhex foi a primeira a lançar um ETF de criptomoedas no Brasil, o Hash11. A empresa tem R$ 3,8 bilhões sob gestão com 230 mil cotistas. Além de ETFs, tem outros fundos de investimentos.

“Ethereum é uma das principais plataforma que servem como base para uma nova evolução da internet, a chamada Web 3.0. O token Ether é o combustível que move essa internet. E tem grande potencial de valorização conforme a tecnologia evoluir e sua adoção aumentar”, disse em comunicado Samir Kerbage, CTO da Hashdex.

Blocknews discute criptoativos em podcast do Canal Futura

Como as criptomoedas e outros criptoativos, como os tokens não-fungíveis (NFTs), estão atraindo investidores e estimulando novos negócios?

No PodTech, podcast do Canal Futura e da Fundação Roberto Marinho, discutimos esse assunto com o artista gráfico Fesq e com os apresentadores Bernardo Menezes, e Henrique Almeida.

O podcast discute inovação e tecnologias sociais. Outros semanas incluíram, por exemplo, inteligência artificial, 5G e lixo eletrônico. O episódio pode ser acessado no link abaixo.