Mercado Livre lança criptomoeda própria, a Mercado Coin

O Mercado Livre anunciou nesta manhã (18) o lançamento Mercado Coin, sua criptomoeda baseada no protocolo ERC-20 da Ethereum, que vai poder ser usada tanto para compras no marketplace, quanto trocada por reais. Os clientes do shopping virtual vão recebê-las em cashback. O valor inicial é US$ 0,10. A empresa fará uma emissão inicial e disponibilização disso ao longo do tempo por meio de criptoback. O Brasil é o primeiro país a ter o produto, que deverá se expandir para outro países da América Latina.

O lote inicial não foi anunciado, portanto, não é um dado aberto como o de bitcoin ou ethereum, por exemplo. E vai ser direcionado aos usuários à medida que houver demanda de cashback. No começo serão para 500 mil usuários até chegar a todos da empresa. A empresa diz que já tem dois milhões de usuários comprando criptos em sua plataformas, que até então tinha bitcoin, ethereum e USDP, agora também acrescenta a Mercado Coin. Será possível comprar e vender a Mercado Coin no Mercado Pago.

Esse número de usuários de criptos já é metade do que o Mercado Bitcoin afirma ter. Aliás, a Mercado Livre comprou fatia no MB. Mas, não colocará a cripto na exchange e nem hove participação da exchange no projeto. Quando pensar em expansão de demanda, vai conversar com diversas empresas. No total, o Mercado Livre tem 140 milhões de usuários na América Latina.

Por enquanto, a cripto não pode ser transferida para carteiras fora da plataforma do Mercado Livre, mas esta função está prevista no futuro. É, portanto, um produto para usuários do Mercado Pago. A cripto tem foco no usuário e deverá haver promoções para determinadas compras se o cliente decidir usar a cripto. Não está prevista oferta em exchange. Tem um pool de liquidez centralizado e que tem processos de know your client (KYC) para melhor monitoramento da moeda.

A cripto terá cotação volátil conforme oferta e demanda. No pool de liquidez a precificação acontece. O Mercado Livre diz que não vai influenciar na cotação. Vai variar de acordo com oferta e demanda. Não há, portanto, lastro, não sendo stablecoin.

A empresa fez parceria com a argentina Ripio, exchange e provedora de serviços Cripto As a Service. No Brasil, a Ripio comprou a exchange BitcoinTrade no ano passado.

Atualização da matéria em instantes. O anúncio da moeda está em andamento.

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