NFTs e stablecoins sofreram com especulação e expectativas, diz Morgan Stanley

Os tokens não-fungíveis (NFTs), as stablecoins e as finanças descentralizadas (DeFi), hoje em movimentos de baixa de preços, sofreram com muita expectativa, especulação e entrada de recursos. Parece estar havendo, portanto, uma liquidação em massa de DeFi e de stablecoins e de um reajuste de patamar dos NFTs. “Está ficando mais claro que a negociação de todos esses preços altos eram com base em especulação e um demanda limitada de verdadeiros usuários”, segundo a analista líder de criptomoedas do Morgan Stanley, Sheena Shah.

Esses são, portanto, segmentos de criptoativos para se ficar de olho, de acordo com um relatório do banco. O Morgan é uma das instituições financeiras dos Estados Unidos (EUA) que mais está aderindo ao mundo blockchain e das criptomoedas. De acordo com o banco, os clientes estão perguntando se a forte queda de preços das criptomoedas e o fim do atrelamento das moedas estáveis a seus ativos de referência criam uma crise mais sistêmica no mercado financeiro. Além disso, há um questionamento de quem tem cripto sobre o real valor dos tokens que têm em mãos.

No caso das NFTs, a questão com esses tokens é que muita gente pagou muito dinheiro por certas “peças” com a esperança de que, sendo únicos, se valorizariam. E assim, poderiam vendê-las a preços mais altos. No entanto, há uma queda quase generalizada desses ativos.

Preços de NFTs caíram com queda de vendas

O Wall Street Journal publicou que houve uma queda de até 92% nas vendas médias diárias de NFTs entre o pico de alta em setembro de 2021 e os piores dias de abril. Em maio, a queda é de em média 75,1%. Com o mercado embicado para baixo em cripto e a crise da Luna e da Terra, a situação continua delicada. Nem mesmo os queridinhos do mercado, como os NFTs da coleção Bored Ape Yacht Club (BAYC) e os CryptoPunks escaparam do movimento ladeira abaixo. Tento que chegaram atingiram recorde de baixa em abril e queda de 63% na última quinta-feira numa comparação de sete dias.

As moedas estáveis subiram impulsionadas pela promessa de menor volatilidade e maior segurança do que as criptos raiz. E pelo uso em protocolos DeFi. Com a crise da Luna e da Terra, está se vendo que não é exatamente um muito sem solavancos. Segundo o Federal Reserve, o banco central dos EUA, as stablecoins atreladas a dólar, que são a maioria, em redes blockchain públicas, cresceram mais de 500% até setembro de 2021. Assim, atingiram US$ 130 bilhões. Essas moedas digitais trouxeram muita liquidez para o ecossistema das criptomoedas e influenciaram o movimeto de alta que se viu em 2021. É o que diz o Morgan Stanley.

Acontece que agora, com o preços inflados, associados ao aumento da inflação global, que levou a aumento de juros, o cenário virou. Juros altos atraem investidores que correram para as criptos que esses estavam mais baixos. E isso cria uma tensão no ecossistema.

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