MetaMask permitirá transações com PayPal, que tem 429 milhões de usuários

MetaMask e PayPal fazem acordo. Imagem: ConSensys.

Os usuários da MetaMask nos Estados Unidos (EUA), carteira que permite transações com a rede Ethereum, poderão comprar ether usando o aplicativo da PayPal. A carteira é a maior de custódia própria, com cerca de 30 milhões de usuários. Mas, a da empresa de pagamentos é muito maior, com 429 milhões em 200 países. Essa união significa uma escala muito maior de uso do ethereum e de aplicativos descentralizados da Web 3.0, diz Jeff Prestes, desenvolvedor brasileiro especializado na rede e sócios de projetos em blockchain.

Isso porque a MetaMask permite acesso a aplicações como os marketplaces de tokens não-fungíveis (NFTs), jogos do tipo “jogue e ganhe (play and earn)”, Organizações Autônomas Descentralizadas (DAOs), finanças descentralizadas (DeFi) e metaverso.

Os EUA são um dos maiores mercados da carteira, mas o Brasil já foi apontado como um dos principais também. Essa é mais uma integração que a MetaMask anuncia nos últimos tempos. Recentemente, foi com a Moonpay e com uso de Pix.

PayPal adiciona MetaMask a suas iniciativas cripto

No entanto, no final de novembro a MetaMask se envolveu numa polêmica, ao inserir em sua política de privacidade a informação de que seu backend Infura recebia informações sobre os endereços IP e os das carteiras Ethereum. Backend é onde se armazenam dados que passam por aplicativos e softwares. Trocando em miúdos, armazena dados do usuários, centralizando o que deveria ser descentralizado.

A MetaMask disse que precisa de certos dados para realizar transações. Mas, os usuários reclamaram e a empresa informou que depois de duas semanas que nunca vende os dados e que planeja reduzir a retenção de informações para sete dias.

A PayPal, por sua vez, tem uma série de iniciativas com criptos, do uso em sua rede a investimentos em empresas do setor. A empresa lançou o uso de criptomoedas na sua rede – compra, venda e armazenamento – foi em outubro de 2020. No ano passado, permitiu aos lojistas aceitarem criptomoedas nos pagamentos nos EUA.

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