Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Mercado Bitcoin recebe aporte de R$ 200 mi e vai se expandir na América Latina

Sócios do Mercado Bitcoin comemoram aporte co-liderado pela GP. Foto: MB

O Mercado Bitcoin, maior exchange de criptoativos da América Latina, anunciou hoje (21) que recebeu um aporte de R$ 200 milhões de diferentes investidores. A rodada foi co-liderada pela gestora GP Investimentos e Parallax Ventures. Além deles, participaram o Fundo Évora, de Zé Bonchristiano, o FIP da HS Investimentos, o Banco Plural e Gear Ventures, que já é sócia da empresa.

O investimento será usado na expansão internacional da startup, que quer atuar em outros países da América Latina. Em 2020, a empresa contratou Bernardo Quintão, especialista em criptomoedas, para a função de embaixador internacional. Sua missão é buscar oportunidades fora do Brasil.

“Queremos ser uma das cinco maiores bolsas digitais do mundo. Vamos olhar para s mercados como Chile, México e Argentina, que têm uma cultura regulatória mais próxima da nossa”, disse Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Investimento em custódia e carteira

“Nosso propósito de longo prazo é participar da construção de uma nova infraestrutura para o mercado financeiro (FMI), baseada em blockchain, smart contracts e criptoativos”, completou.

De acordo com o comunidado da MB, os investimentos serão em dois pilares: um deles é na Bitrust, que faz custódia. O objetivo é atrair investidores institucionais ao mundo dos ativos digitais. Bolsas em todo o mundo dizem que esses investidores estão aumentando suas exposições a criptos.

O segundo pilar é a carteira digital Meubank, que ainda aguarda regulação do Banco Central. Além de guardar criptos, a carteira também poderá guardar ativos como milhas e colecionáveis de games. E, também, fazer conversões, investimentos, pagamentos de contas e transferência de dinheiro.

Mercado Bitcoin vê aumento de transações

Os irmãos Gustavo e Maurício Chamati fundaram o Mercado Bitcoin em 2013. Em 2017, três executivos do mercado financeiro investiram na empresa: Reinaldo Rabelo, hoje CEO, Roberto Dagnoni e Mauro Negrete. Todos da Gear Ventures e ex-executivos da B3. Antes da B3, venderam a GRV para a Cetip e a Sascar para a GP. Com a incorporação da Cetip pela B3, foram para a bolsa. Mas saíram para investir em startups. Arnaldo Rocha, sócio da DealMaker também faz parte do grupo.

Em 2017 a empresa tinha pouco mais de 1 milhão clientes cadastrados e a soma de R$ 10 bilhões transacionados em quatro moedas. Hoje, são 2,2 milhões de cadastrados e só no ano passado as transações somaram R$ 6,4 bilhões. Com o boom de preços das criptos, em janeiro foram negociados mais de 50% do valor de 2020.

Os ativos na bolsa também são mais variados. Além da incorporação de mais criptomoedas, o MB negocia tokens de ativos como consórcios, precatórios e direitos de jogadores descobertos pelo Vasco. E deve incluir novos clubes para a venda desses tokens do mecanismo de solidariedade da Fifa. Também tem autorização para operar uma plataforma de crowdfunding para startups, a Clearbook.

0 Comentários

Deixe um comentário

XHTML: Você pode usar estas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>