Claudia Mancini
é jornalista e cientista política, especializada em negócios, blockchain e economia digital

Mercado Bitcoin compra Blockchain Academy; plano inclui pesquisas e formação profissional

Reinaldo Rabelo diz que Blockchain Academy terá mais conexão com professores. Foto: MB.

O Mercado Bitcoin (MB) comprou a Blockchan Academy, uma das mais reconhecidas escolas sobre blockchain e criptoativos do país. Com isso, o agrega mais um serviço para reforçar seu plano de ser uma “uma grande bolsa de criptoativos”, conforme disse ao Blocknews seu CEO, Reinaldo Rabelo.

Cada braço do grupo deve contribuir, portanto, para o crescimento dos outros. Com um base de 2,3 milhões de clientes cadastrados na corretora, é possível divulgar para eles os outros serviços, por exemplo. O mesmo pode acontecer com quem fizer os cursos na BA com o objetivo de investir em criptos.

Rabelo disse ao Blocknews que os planos para a BA incluem “conectá-la com outras escolas, hubs de inovação e centros de pesquisa. Ser o braço blockchain desses players”. Assim, pretende, dentre outras atividades incentivar a produção de pesquisas com entidades de ensino.

Com BA, o Mercado Bitcoin entra também num negócio que pode resolver, ao menos em parte, a escassez de profissionais especializados em blockchain. Isso porque quem precisa contratar diz que essa é uma tarefa dificílima.

Falta profissional para blockchain

Em evento do Instituto Febraban de Educação (Infi), na última terça-feira (2), Igor Regis, gerente executivo de TI do Banco do Brasil, afirmou que “procuramos no pais inteiro e muitas vezes recorremos a um profissional com conhecimento básico em sistema distribuído, por exemplo. Depois damos capacitação a ele”.

“Faço minhas as suas palavras”, completou Renato Lopes, gerente de tecnologias emergentes, incluindo blockchain, do Itaú.

O MB já é a maior bolsa da América Latina e neste ano começa sua internacionalização. Além disso, o grupo tem a Clearbook, que será lançada até final de março. Tem um carteira digital, o Meubank, e um projeto de empresa de custódia, que está inscrito na seleção do sandbox da CVM.

Há alguns dias, a empresa anunciou um aporte de R$ 200 milhões da GP Investimentos, Parallax Ventures, Fundo Évora, HS Investimentos, Banco Plural e Gear Ventures.

Blockchain Academy é referência

De acordo com Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin, a BA é um dos principais projetos do grupo para os próximos anos. O grupo vai anunciar um novo líder para a escola, uma vez que Rosine Kadamani, uma das fundadoras, sairá da sociedade e da gestão.

“Tenho muito orgulho da história de pioneirismo e excelência da BA”, disse Rosine. Agora, sua atuação será no time de regulação na America Latina da Stripe, empresa de soluções para pagamentos, disse ela ao Blocknews.

A BA foi fundada em 2016 e atendeu, até agora, mais de cinco mil alunos. Desses, parte veio através de projetos com empresas e governo. Thiago Padovan e Marcele Eisele, também co-fundadores da BA, já haviam deixado a escola.

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