Mais da metade das criptomedas criadas desde 2014 desapareceram, diz CoinGecko

Ciclo de alta registra mais perdas. Imagem: Mohamed Hassan, Pixabay.

Das mais de 24 mil criptomoedas que o site de cotações de moedas digitais CoinGecko listou desde 2014 até agora, 14.039 morreram, ou seja, cerca de 60% delas. E das que desapareceram do mapa, 53,6% delas, ou 7.530, foram lançadas durante o ciclo de alta e recordes de preços de 2000-2021, quando o mercado se anima a lançar e a comprar ativos digitais. Os dados são de um levantamento do site.

Essas mesmas 7.530 criptomoedas representam 70% dos projetos lançados no período de 2020-2021. O CoinGecko atribuiu o número alto à facilidade de lançamento de tokens no período e à popularidade das memecoins. A título de comparação, no ciclo de alta de 2017-2018, 3 mil moedas foram listadas e dessas, 1.450 sumiram.

O ano com maior desaparecimento de criptomoedas foi o de 2021, quando o mercado começou a despencar depois de bater recordes históricos. Foram 5.724 até agora, sendo 70% do que foi listado naquele período. Em seguida vem 2022, com 3.520 que desapareceram, ou cerca de 60% das criptomoedas listadas. No entanto, no ano passado, em meio ao longo inverno cripto, 289 criptos listadas desapareceram, cerca de 7% do total listado no ano.

Um outro estudo da CoinGecko mostrou que de 50 grandes marcas do mundo da moda, 21 têm tokens não-fungíveis (NFTs). Mas, só a Adidas tem 12. Nike (9), Puma (6) e Gucci (5) vêm em seguida. Das 21, 15 têm apenas dois ou um NFT.

Além disso, o levantamento mostra que das 21 marcas, seis entraram no mercado em 2021, quando NFTs entraram para a história com a pandemia do coronavírus. Inclusive a Adidas. Do restante, 12 chegaram em 2022 e 3 em 2023, mostram um certo desaquecimento no ânimo das marcas.

A maioria das marcas usam NFTs como parte das suas estratégias de marketing, para maior fidelidade à marca, fazer parcerias ou criar experiências digitais.

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