Liqi focará em tokenização e B2B e fechará corretora de criptomoedas por concorrência

Liqi tokenizará R$ 500 milhões, diz CEO.

A Liqi Digital Assets anunciou que vai encerar sua corretora de criptomoedas no próximo dia 11 de janeiro e focar na oferta de soluções B2B. Isso inclui tokenização e venda de ativos. Daniel Coquieri, fundador da Liqi, disse ao Blocknews que a mudança tem relação com o novo desenho do mercado, que tem um número crescente de concorrentes de peso, inclusive bancos, e com o conhecimento que a empresa e ele têm no setor.

Dessa forma, segue os passos de outras empresas do segmento que também reorganizaram suas atuações em criptomoedas. A BWS (ex-Bitfy), por exemplo, que nasceu como carteira digital cripto, continuará na área de negociação de criptos no varejo, mas agora o foco é em soluções B2B, como antecipou o Blocknews. Já a PicPay e a XP que desistiram do negócio.

Por isso, agora a Liqi vai oferecer infraestrutura, “dado o conhecimento que tenho do mercado com a BitcoinTrade. É uma questão de concorrência. Tem muita gente grande entrando. Itaú, BTG com a Mynt, e acho que virão outras empresas maiores. Não faz sentido para a Liqi concorrer no varejo com essa turma, e sim ajudar a fornecer infraestrutura para eles”, afirmou.

Liqi herdou conhecimento em criptomoedas da BitcoinTrade

“A disputa pelo cliente do varejo leva muito investimento em marketing e CAC (Custo de Aquisição do Cliente) e está muito concorrida. Eu já joguei esse jogo com a BitcoinTrade por quatro anos em outro momento do mercado. O jogo já mudou muito. Eu brinco que já fiz o que tinha que fazer no varejo com cripto e agora quero apoiar as instituições financeiras, as empresas que têm interesse em habilitar esse serviço”, explicou Coquieri.

A Liqi prevê que vai tokenizar R$ 500 milhões em 2024. Além disso, diz que contará com empresas de grande porte que utilizarão sua solução de Crypto as a Service.

Coquieri é bastante conhecido no mercado cripto e foi reconhecido como uma das pessoas que mais fizeram a diferença no setor até hoje no Brasil, segundo levantamento do Blocknews. A Liqi surgiu em 2021, após Coquieri vender para a Ripio, no mesmo ano, a BitcoinTrade, uma das mais conhecidas exchanges do mercado e que fundou em 2017.

Fundo do Itaú é um dos investidores da Liqi

A Liqi tem investidores como o Kinea Ventures, fundo de corporate venture capital do Itaú, Galapagos Capital e Honey Island by 4UM Investimentos e Oliveira Trust. Além disso, em setembro passado, captou R$ 13 milhões em redada liderada pela Galapagos com participação do Kinea e da Honey Island.

Neste ano, a Liqi lançou produtos como o TIDC em parceria com o Itaú, a Oliveira Trust, o VBSO Advogados e a SB Crédito. Também ofertou criptomoedas na plataforma da Méliuz. Neste mês, anunciou parceria com a Matera, que usará sua solução de Crypto as a Service. Mas, usará isso para oferecer a bancos e instituições financeiras plataformas de negociação de criptomoedas aos seus clientes.

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