Levantamento do Fantástico mostra que pirâmides de criptos movimentaram R$ 100 bi

Fantástico usou dados de 20 pirâmides.

O Fantástico, programa da Rede Globo, realizou um levantamento sobre as 20 empresas investigadas como pirâmides financeiras no Brasil e chegou à conclusão de que deixaram no prejuízo ao menos 2,7 milhões de investidores e que movimentaram cerca de R$ 100 bilhões. Isso num período de seis anos.

A empresa que fez o maior rombo em número de investidores foi a Trust Invest, com metade do número total, ou seja, 1,3 milhão de pessoas em 80 países e prejuízo de R$ 4,1 bilhões das vítimas. A GAS, de Glaidson dos Santos, o “faraó dos bitcoins”, movimentou R$ 38 bilhões, de acordo com o levantamento.

A Procuradora da Fazenda Nacional especializada na lavagem de dinheiro, Ana Paula Batti, disse na reportagem que a nova legislação vai dificultar a ação de golpistas. Mas, o grande desafio é recuperar os recursos.

A reportagem mostram casos comuns de vítimas desses golpes, que investiram economias que levaram a vida toda para juntarem. Uma delas é o lutador de boxe Popó, que colocou R$ 1,2 milhão na Braiscompany. Os donos da empresa, Antônio Neto e a esposa, Fabrícia Campos, sumiram. A reportagem localizou Renan Bastos, da FX Winning, que movimentou R$ 2 bilhões e vive nos Estados Unidos.

Já Patrick Abrahão, que se apresentava como líder da Trust, negou ser um dos donos. Ele foi preso em outubro de 2022 e solto no mês passado. Marcelo Mascarenhas, delegado da Polícia Federal, disse que há provas de participação direta de Abrahão.  Assim como em outros casos, as vítimas da Trust não recuperaram nenhum centavo ainda.

O Ministério Público Estadual do Rio diz que Glaidson dos Santos planejou matar Abrahão e também é acusado do assassinato do investidor e influenciador digital Wesley Pessano, de 19 anos. Ele está preso. A Políca Federal diz que ele tem 318 mil dashcores avaliadas em R$ 437 milhões. As vítimas também não receberam nada.

As defesas dos citados enviaram notas oficiais ao Fantástico para falarem sobre o caso. Veja o que dizem Renan Bastos, Patrick Abrahão, Glaidson Acácio dos Santos e Mirelis Diaz.

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